domingo, 20 de maio de 2012






 

P.J.G.M.S.R.

Lisboa, 18/08/1951 - Caldas da Rainha, 19/05/2012











sexta-feira, 11 de maio de 2012

Felizmente há luar

Há sol, está calor, o oceano está azul e há mais praias além do estaleiro da Foz do Arelho. É bom.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

As eleições autárquicas de 2013 (6): o dilema dos independentes

Fui, nos meus posts sobre as eleições autárquicas do próximo ano e antes disso, bastante favorável aos independentes organizados no Movimento Viver o Concelho (MVC). Mas agora já tenho muitas dúvidas depois de ter visto um documento que me chegou às mãos sobre o encontro "Qual Será a Minha Freguesia?", de 14 de Janeiro.
Trata-se de um documento em 24 páginas que não responde, nem de longe, ao lema da questão e que mergulha na lógica que, afinal, não é a dos cidadãos independentes mas dos interesses pessoais e partidários já instalados: ninguém ficará a saber qual será a sua freguesia mas terá de saber o que pensam alguns autarcas - e é sintomático ver a diferença que vai do atabalhoamento do presidente da junta de freguesia da Serra do Bouro para a certeza clara do presidente da junta de freguesia da Tornada - e, com algum esforço, perceber que há um grupo de cidadãos da Amadora com boas ideias.
Com esta iniciativa, os independentes do MVC podiam ter obtido um impacto significativo junto da população mas o que fizeram foi cair na lógica que dizem não ser a deles, dando o palco todo aos autarcas sem sequer conseguirem tirar conclusões de um encontro onde os cidadãos realmente independentes não viram ser debatido o problema da agregação das freguesias.
Os independentes do MVC já têm pouco tempo para mostrar que podem ter uma presença relevante.
Aqui o que fizeram foi dar um passo em frente para darem logo três atrás.
Em política, e com a devida vénia ao sábio Lénin que às vezes acertava, pode-se dar um passo em frente e dois atrás. Mais do que isso é suicídio.

Foz do Arelho em maré de azar

Já se sabe para que servem e quem as faz mas, azar dos azares, as obras nas arribas da Foz do Arelho estão paradas, parece que por terem sido contestadas pelo proprietário de um dos terrenos afectados.
Com a época balnear a começar definitivamente, é bizarro ver em obras uma tão grande extensão que, aliás, já começa a ser invadida pelos carros.
Tal como é bizarro que as dragagens ainda prossigam, com vastas extensões da praia interditadas, depois de o fim das dragagens ter estado garanrido para... o mês passado.
Voltaremos ao assunto.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A feira das vaidades dos extraterrestres da Assembleia Municipal

Não são, visivelmente, deste mundo as criaturas que de vez em quando habitam esse órgão de discutíveis efeitos práticos que é a Assembleia Municipal de Caldas da Rainha, que se transformou numa espécie de passerelle de uma verdadeira feira de vaidades onde os representantes partidários se acoitam em verdadeiras orgias políticas para tentarem fazer prova de vida.
É ver o relato das mais recentes festividades da coisa aqui.
Os membros da Assembleia Municipal manifestaram-se contra a "liquidação" das freguesias, classificando-a como uma "chantagem".
A moção aprovada (pelos votos de todos com excepção do PSD, é do PCP e só falta nela o delírio do "pacto de agressão". Ou seja: que fique tudo na mesma. Pouco importa que a lei seja aprovada na Assembleia da República e posta em prática mais tarde ou mais cedo. O mundo real não conta para esta gente.
No meio desta irrealidade toda, o vereador Tinta Ferreira teve um intervalo de relativa lucidez: o importante é começar a pensar numa proposta que diminua o número de freguesias a extinguir no concelho. A questão fundamental não é esta, no entanto: é saber como aproveitar a oportunidade aberta pela obrigatoriedade decorrente de uma lei nacional para reformular da melhor maneira a divisão administrativa do concelho.
A mesma irrealidade paira no caso da lei que obriga as câmaras a só fazerem despesas quando tiverem provisões para elas (e que tem a designação curiosa de Lei dos Compromissos).
Nenhum dos extraterrestres que compõem a Assembleia Municipal se mostra inquieto com a faraónica Comunidade Intermunicipal do Oeste. Devem ter visões orgasmáticas de poder quando pensam no mostrengo arquitectónico que é a sua sede. Ou cartões de crédito de luxo e ordenados ainda melhores. Por isso, estão contra a lei: que se gaste, que se gaste sempre, é na prática o que defendem. Depois o povo que pague a conta.
Uma distinta representante do PS, que por acaso é bióloga, mostrou-se preocupada com as perdas de água e com a qualidade da água que pagamos quase ao preço da gasolina, quando se tratou das contas dos SMAS que - pudera, com o custo de luxo da água! - ficaram com um saldo disponível de 211 mil euros para este ano.
Sendo tudo gente que mora na cidade, onde no entanto também há rupturas, nada sabem do estado de podridão da rede de abastecimento de água nas freguesias rurais nem do estado das vias onde se amontoam buracos, crateras e reparações daquelas de atirar alcatrão para cima e está a andar.
O mundo real é uma coisa, a vida deles é outra, entre a casa, o trabalho, o café sempre dentro da protecção das muralhas psicológicas da cidade e uma deslocação episódica à Assembleia Municipal para poderem pôr no currículo que já fizeram parte de uma.
De que planeta é que terão caído estes espécimes?

Uma boa iniciativa dos horticultores do Oeste

Uma iniciativa dinâmica dos horticultores do Oeste: mostrar que existem e que os seus produtos podem ser utilizados, e com vantagens de saúde e de gosto, na pastelaria e na doçaria: Agricultores incentivam uso de hortícolas na pastelaria. É assim que se progride!

domingo, 6 de maio de 2012

Gaste-se à vontade mesmo sem receitas!...

Em que é que a dita Comunidade Intermunicipal do Oeste gasta 1,5 milhões de euros por ano? A fazer o quê? O que ganham com isso as populações dos concelhos do Oeste? E como é que é que possível que nenhuma das várias dezenas de criaturas que compõem a assembleia da coisa se mostre sequer inquieta com o facto de as receitas serem de 1,4 milhões e as despesas serem de 1,5 milhões? Porque, na prática, somos todos nós que vamos ter de pagar a diferença. Para começar, claro, porque vai sobrar muito mais, quando se descobrir o verdadeiro "buraco" financeiro da coisa.
Sobre as contas da Comunidade Intermunicipal do Oeste, onde há quem continue a acenar com a loucura do aeroporto da Ota, a "Gazeta das Caldas" tem mais elementos aqui, embora poucos mais mas com fotografias destes especialistas em fazer coisas com o dinheiro dos outros.

E o cuzinho lavado com água de rosas, senhores presidentes das câmaras, não querem?

As câmaras que integram essa estrutura fantasmática que é a Comunidade Intermunicipal do Oeste estão contra a lei que proíbe as entidades públicas de incorrerem em despesas quando não tiverem previsões de receitas a 90 dias que cubram o valor que se propõem gastar.
Os caciques querem poder gastar à vontade, cobrar taxas que nos levam couro e cabelo (como é o caso da água) e nem pensam em reduzir despesas e depois... nós é que pagamos os disparates e os luxos deles?!
É ver o faraónico edifício da dita Comunidade Intermunicipal do Oeste onde foi, e continua a ser, enterrado milhão e meio de euros - que é de todos nós! - para benefício de uns poucos e sem proveito nenhum para os munícipes dos concelhos sujeitos a esta gente, que parece ter perdido toda a vergonha..
A seguir ainda hão-de querer o traseiro lavado com água de rosas e almoços e jantares só de pão-de-ló...

sábado, 5 de maio de 2012

Porque é que ele não responde...

... a uma pergunta tão simples como esta?
Não saberá responder? Ou não quererá? E se não quer... porque será?
Mas se ele não responde, podemos nós responder por ele?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hugo Oliveira anda muito nervoso

É claro que "quem não se sente não é filho de boa gente" mas os políticos têm de aguentar-se à bronca (desculpem a vulgaridade da coisa) e não começar a espadeirar em todas as direcções, neste caso a responder com comentários do género "patetas", "LOL" e "tenho lá umas vassouras" aos comentários, mesmo que esses comentários sejam anónimos e nada simpáticos.
Não foi o que fez o jovem vereador Hugo Oliveira que parece ter tempo suficiente para se entreter com respostas nas caixas dos comentários da "Gazeta" aqui e aqui.
Anda, parece, muito nervoso.
Estará o período de pré-candidatura a candidato à presidência da câmara a correr-lhe mal?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

As eleições autárquicas de 2013 (5)

A experiência iniciada nas eleições de 2009 com duas candidaturas autárquicas de cidadãos independentes deve ter continuidade na actual situação e já o defendi.
Neste caso, conjugando-se a mudança legislativa, a agregação de freguesias e a impossibilidade de certos presidentes poderem continuar na câmara e nas juntas de freguesia (sem que se vislumbre um candidato forte a herdeiro do "trono" de Fernando Costa), aumentaram as possibilidade de a intervenção dos independentes aumentar.
O caminho, pelo menos no seu início, é simples.
Os independentes que seguem Teresa Serrenho e o seu MVC ou grupos de cidadãos mobilizados para o efeito devem promover reuniões nas várias freguesias para dinamizar o debate sobre a agregação de freguesias - que não pode ser tomado refém pela Assembleia Municipal - e recolher as opiniões dos habitantes locais sobre os problemas que os afectam e que podem ser resolvidos no domínio autárquico.
É possível, a partir da identificação desses problemas e dos interessados no debate, promover e apoiar iniciativas de cidadãos das freguesias que estejam disponíveis para se candidatarem e trabalharem nas juntas e nas assembleias de freguesia.
Se a nova lei o permitir e o tornar mais fácil, deveria surgir também - sem dúvida baseado no MVC - uma candidatura autónoma dos partidos à câmara municipal.
Com um PSD fragilizado e sem um candidato credível e com a arrepiante estupidez das oposições partidárias, o ano de 2013 será decisivo para os independentes, para os cidadãos sem partido mas com consciência cívica. Tudo agora depende deles.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As eleições autárquicas de 2013 (4)

É possível que nenhum concelho tenha freguesias a mais. Maior ou menor, talvez fosse ideal ter uma junta de freguesia bem equipada, com os seus membros eleitos e os seus funcionários ao dispor da população, de uma forma ou de outra, durante o dia todo, talvez mesmo durante a noite em casos de pessoas mais fragilizadas que moram sozinhas.
Mas uma coisa é o ideal e outra é a realidade. E o certo é que as freguesias deste concelho, como dos outros, devem diminuir em número e algumas delas devem ser agregadas a outras. Sem constrangimentos, com os presidentes das juntas a exercerem a necessária humildade democrática para não nos fazerem pensar que encaram as juntas como coisa sua e os seus bens imóveis e móveis como seus.
Seria desejável que os partidos, os próprios órgãos autárquicos e os cidadãos em geral participassem nesse debate e em torno de propostas racionais.
Como não sei o que vai acontecer e ainda não vi ninguém a abordar o tema com a amplitude com que ele deve ser abordado, aqui ficam quatro pontos com que contribuo para esse debate (as freguesias do concelho têm um mapa aqui).

1 - As oito freguesias do interior (Salir de Matos, Carvalhal Benfeito, Santa Catarina, Alvorninha e Vidais, São Gregório, A-dos-Francos e Landal) devem passar a cinco;

2 - A cidade deve ter uma só freguesia, sendo agregadas as freguesias de Santo Onofre e de Nossa Senhora do Pópulo;

3 - No litoral tem de existir uma única freguesia (atendendo à importância de que se reveste a frente atlântica) que agregue Salir do Porto (e, se possível, São Martinho do Porto), Serra do Bouro, Foz do Arelho e o Nadadouro e com a designação de freguesia do Mar Atlântico;

4 - A freguesia do Coto deve ser agregada à freguesia da Tornada.

Estejam os meus leitores à vontade para se pronunciarem.

terça-feira, 1 de maio de 2012

As eleições autárquicas de 2013 (3)

Da entrevista de Miguel Relvas à "Gazeta das Caldas" convém ainda prestar atenção a estas passagem:

"É urgente regenerar o atual modelo de Democracia Local para que os Portugueses voltem a ter confiança nos políticos e se envolvam neste imenso trabalho de reformar Portugal. Por isso, esta reforma da administração local consagra um eixo à Democracia Local a pensar na regeneração política e nos jovens autarcas e, no que respeita à limitação dos mandatos, o espírito da reforma aponta para uma limitação relativa ao território e não direcionada às funções."

Isto significa, no caso vertente das Caldas da Rainha, que há um bom número de presidentes de juntas de freguesia que não poderão candidatar-se a novos mandatos nas mesmas freguesias e, se forem efectivamente aplicados a letra e o espírito do que diz este membro do Governo, esses presidentes não poderão também candidatar-se a juntas de freguesia que resultem da agregação da sua anterior freguesia a outras, porque o território é o mesmo.
O mesmo, como aliás estava previsto, se aplica à presidência da câmara. Fernando Costa não pode recandidatar-se à câmara e deve esperar-se que a lei e o bom senso restrinjam o tentador subterfúgio de um presidente cessante entrar numa lista para a câmara em segundo lugar para depois chegar, pelo método da substituição, ao lugar que já ocupou vezes demais.
Isto significa, por sua vez, que vão ficar - felizmente - desocupados vários cargos e que os caciques locais não podem voltar a ocupá-los. Podem é certo tentar influenciar o voto nos seus "sucessores", e até vender o seu apoio a quem melhor pagar, mas esses "sucessores" acabarão por ficar em pé de igualdade perante os candidatos das actuais oposições, onde não se vislumbra um único candidato forte.
Está, portanto, aberta a porta à possibilidade de uma efectiva renovação de pessoas (e de métodos).

segunda-feira, 30 de abril de 2012

As eleições autárquicas de 2013 (2)

Há três pontos da entrevista do ministro Miguel Relvas à "Gazeta das Caldas" que convém salientar:

"Atualmente, uma freguesia com 100 habitantes tem as mesmas competências próprias que uma freguesia com 10.000 habitantes. Para nós, este modelo tem que ser alterado. É importante ter presente que as freguesias com maior dimensão e, por isso, com mais recursos e estruturas mais avançadas, poderão receber mais competências do que aquelas que não têm escala para o efeito.
Esta agregação de freguesias garante a continuidade do serviço público. Os edifícios, nomeadamente as sedes, que hoje fazem parte do acervo patrimonial das freguesias manter-se-á ao serviço das pessoas e o seu destino será da exclusiva competência dos órgãos da nova junta de freguesia resultante da agregação.
(...)

Esta reforma respeita o direito ao nome, aos símbolos, à História e à cultura das autarquias agregadas. O surgimento de novas freguesias deve consagrar uma agregação de territórios mantendo-se a identidade histórica e cultural das comunidades locais. A respectiva designação deverá ser escolhida com base numa ampla discussão entre cidadãos e os seus representantes nos órgãos autárquicos de freguesia e municipais. As Assembleias Municipal, enquanto órgão mais representativo do município, nas quais fazem parte integrante, de pleno direito, os Presidentes de Junta, são convocadas a pronunciar-se sobre qual a melhor forma de reorganizar o seu território, observando, naturalmente, os parâmetros de agregação.
(...)
A reorganização do território implica actualizar um mapa administrativo que já leva 150 anos de existência, mas importa deixar bem claro que as freguesias não vão acabar. Queremos alargar as suas atribuições e os seus recursos financeiros. O que se trata é de aprofundar e dignificar a capacidade de intervenção das juntas de freguesia para melhorar os serviços públicos de proximidade prestados às populações. O nosso compromisso de reorganizar o Estado tem como objectivo fortalecer o País. Isto significa que todos os portugueses continuarão a ter o seu presidente de junta de freguesia e a poderem resolver os seus problemas no local onde vivem. O que muda é a forma como o território será organizado e gerido através de uma associação dos órgãos políticos de freguesia que dará mais poderes aos presidentes de junta. O Governo conta com os autarcas de freguesia como 'os homens bons e honrados' das suas terras."

Ou seja: as freguesias não vão acabar, a agregação de freguesias (expressão que substitui agora a "fusão de freguesias", que podia dar uma ideia de descaracterização) pode aproveitar melhor os recursos existentes, as suas sedes podem, e devem, albergar serviços que melhor sirvam os cidadãos da nova freguesia e os respectivos presidentes são convidados a dar o seu contributo à reforma que vai ser feita e que deve ser pormenorizada, e debatida, no âmbito das assembleias municipais.
A clareza desta entrevista mostra, por outro lado, o grotesco de que se revestiu o protesto estapafúrdio das juntas contra a redução do número de freguesias, cujos presidentes agiram como se os órgãos autárquicos que são preenchidos por eleições universais e directas fossem coisa sua, apropriando-se, na prática, de instalações e de veículos que só estão ao seu serviço por delegação através do voto do povo.
A reforma da administração local não pode ser feita aos berros e deve ser amplamente debatida por todos e pelas assembleias municipais.
Nesta perspectiva seria natural que os partidos representados na Assembleia Municipal (e nomeadamente o PSD) e este mesmo órgão promovessem uma consulta pública, com reuniões prévias nas freguesias e centralmente na própria cidade, para debater o futuro do concelho.
A base já existe, segundo escreve ainda a  "Gazeta das Caldas" aqui: "Em relação às Caldas da Rainha, por exemplo, o munícipio teria que reduzir de 16 para 10 freguesias, de acordo com os cálculos avançados pelo vereador Tinta Ferreira. 'Mas ainda é possível fazer propostas que devem ser bem fundamentas e possam apresentar outros números', referiu o vereador. O que quer dizer que a lei final não tem critérios tão rígidos e tudo dependerá da proposta que cada uma das assembleias municipais apresentar. Também não estão identificadas as juntas de freguesia a serem agregadas."
Portanto, está quase tudo em aberto. Quem é abre o debate?

domingo, 29 de abril de 2012

As eleições autárquicas de 2013 (1)

Um meu inimigo de estimação, que revela por insultos e ameaças o seu mau carácter quando me refiro criticamente (pois de que outro modo o posso fazer, se não tenho a mais pequena ponta de consideração por essa odienta criatura?!) a um certo presidente de junta de freguesia, desafia-me sempre a candidatar-me a um órgão autárquico quando falo em eleições autárquicas, como se não houvesse mais nada no mundo.
Convém repetir, mais uma vez, que não tenciono, não quero nem desejo candidatar-me a nenhum cargo político, mesmo no âmbito autárquico.
Para relativa satisfação de alguns dos meus leitores que ficam tão enervados com o meu anonimato mas que podem agora ficar a saber mais alguma coisa se utilizarem a inteligência que Deus lhes deve ter dado, devo declarar o seguinte:
1 - já fui deputado à Assembleia da República nos anos 80 e considero por isso que o meu dever político para com o meu país está cumprido;
2 - a presidência da Junta de Freguesia da Tornada, onde resido, está bem entregue e não precisa por enquanto de outra pessoa (ao contrário da junta de freguesia de que é proprietário esse meu inimigo de estimação).
Posto isto, a partir de amanhã ocupar-me mais em profundidade das eleições autárquicas de 2013, começando pela entrevista de Miguel Relvas à "Gazeta das Caldas".

sábado, 28 de abril de 2012

As eleições de 2013, a entrevista de Miguel Relvas e a hora dos independentes

Está na hora de os cidadãos independentes começarem a pensar nas próximas eleições autárquicas. Esta entrevista do ministro Miguel Relvas à "Gazeta das Caldas" tem elementos úteis para uma reflexão e o movimento encabeçado por Teresa Serrenho (o MVC) tem a obrigação cívica de dinamizar o tema no concelho, na cidade e fora dela.
Voltarei ao assunto (com a análise da entrevista.)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Com as calças na mão

É o que se costuma dizer de quem, como o vereador e putativo candidato a candidato à Câmara das Caldas Tinta Ferreira, ficou assim, no gesto interrompido, como o mostrou a "Gazeta das Caldas" com sentido de oportunidade:

"... Perante estas circunstâncias, vou voltar a colocar e hão-de vir cá funcionários da Câmara!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Turismo do Oeste nunca promoveu a Foz do Arelho

É o que diz o presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, Fernando Horta, ao "Jornal das Caldas": "Uma campanha de divulgação da Foz é sempre bem vinda e a junta não tem capacidade de a fazer. Sou presidente da junta há seis anos e já contatei a região de turismo por várias vezes e nunca obtive qualquer resposta”.
Eu também nunca vi nenhuma promoção da praia da Foz do Arelho nas coisas que saem do Turismo do Oeste e esta observação, feita a propósito do final desta fase de dragagens e com a esperança de uma época balnear mais favorável, é suficientemente elucidativa para que se pergunte, mais uma vez, o que anda a fazer o ainda director do Turismo do Oeste e os seus entusiásticos apoiantes das Caldas.
Para que serve uma defesa tão assanhada dessa coisa sem préstimo que é o Turismo do Oeste aqui nas Caldas se ele nem liga - como a maior parte da elite citadina do concelho - às verdadeiras potencialidades turísticas da região?

O cancro das juntas de freguesia

As juntas de freguesia e as assembleia de freguesia, que reproduziram a lógica da democracia parlamentar a nível nacional, serviram, depois do 25 de Abril, para aproximar o poder local (uma terminologia de contra-poder inventada pelos comunistas) das populações. Adeus, regedores e caciques locais da ex-União Nacional. Os novos servidores do povo, renovados e legitimados por eleições em regra livres, iriam pôr directamente a política ao serviço do povo.
Esta perspectiva era, e em parte ainda é, positiva.
Os cidadãos mais cultos, mais hábeis, mais "desenrascados", mais sábios e com melhores apoios partidários puderam ocupar paulatinamente esses órgãos, nomeadamente as juntas de freguesia, e "trabalhar" com o povo. O problema é que não o deviam fazer sempre mas, por um lado, em muitos casos não havia quem estivesse disposto a substituí-los e, por outro, embora os ganhos directos fossem reduzidos, o cargo de presidente da junta garantia maiores e mais vastos conhecimentos e... mais negócios.
Com um regime de incompatibilidades muito elástico, os presidentes das juntas de fregusia - sejam canalizadores, advogados, empresários ou funcionários públicos -ganham em notoriedade e, sempre, em clientes, a cada momento ou para o futuro. E se a essa capacidade puderem associar uma boa capacidade de acesso aos órgãos e aos serviços municipais... então é como se lhes saísse a sorte grande.
O exercício potencialmente perverso destas pequenas e médias traficâncias de influências e corrupções pode ser contrariado, ou quase combatido, pelo regime de limitação de mandatos. Mas talvez seja mais eficazmente combatido com a redução do número de freguesias e o alargamento da base territorial (e naturalmente social, económica e cultural) das respectivas freguesias.
Quebrado o isolacionismo e o controlo quase feudal das populações, o escrutínio democrático dos presidentes das juntas torna-se mais fácil e mais directo e a capacidade de intervenção das autoridades policiais melhora.
A redução do número de freguesias é uma medida de inegáveis efeitos positivos em termos de gastos do Estado e as populações e os autarcas honestos deviam estar já a preocupar-se sobre a maneira de adequar os interesses legítimos de cada região a essa reorganização.
Os presidentes das juntas de freguesia que têm mais a temer, e que olham para cargos eleitos como se fossem coisa sua (sendo levados a praticar, muito objectivamente, o crime de peculato), é que não fazem mais do que protestar e de berrar histericamente contra a iminente perda de todos os seus privilégios.
Que, repete-se, só são seus por delegação do voto constitucionalmente soberano das populações.
Estes presidentes de junta transformaram-se em cancros que têm de ser removidos e é natural que o seu afastamento, por efeito da limitação de mandatos ou da redução do número de freguesias por castigo político, permita também descobrir os motivos que os fazem agarrar-se aos seus "tachos" com unhas e dentes.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Duas oportunidades de progresso para o interior

O interior do País, onde obviamente a crise também chega, vive, não obstante, uma época de oportunidade e a dois níveis.
Um deles é o turismo. E esta é, talvez, a maior e a mais lucrativa indústria que Portugal pode ter.
A costa de mar, o tempo ameno, o sol, os campos e as florestas do interior, a gastronomia, o património histórico e as manifestações culturais são elementos que, harmonizados e valorizados, podem atrair o turismo externo e interno e gerar riqueza, nacional e regional, e emprego.
Para isso é necessário perceber bem o que existe para mostrar e oferecer, promover, dar a conhecer, pensar que são turistas dignos tanto os jovens de mochila como os séniores que procuram o golfe e os empreendimentos megalómanos e os blocos de apartamentos à moda do Algarve não são o que querem ver os turistas que têm maior mobilidade e, por vezes, dinheiro para gastar sem grandes problemas.
Não é com birras regionalistas de sultões e caciques locais ou com os olhos cravados nas pedras das ruas sujas da cidade que se progride neste domínio. O futuro não é isso.
A outra oportunidade é a migração para o interior.
Com as condições de vida mais degradadas e mais caras nas maiores cidades e nos seus subúrbios (sobretudo em Lisboa), o interior oferece hoje, para residir em definitivo ou como habitação temporária, possibilidades muito razoáveis de melhoria da qualidade de vida e, em numerosos casos, oportunidades de emprego. Em tudo o que há por fazer a nível da oferta turística e porque mais residentes significam maior consumo de bens e de serviços locais.
Desde as lojas da cidade aos supermercados, passando pelas lojas de produtos alimentares e de outros bens de primeira necessidade das freguesias e pelas empresas de serviços do sector da construção, todos têm a ganhar com os novos residentes.
Mas para que tudo isto possa acontecer é necessário que as mentalidades se alterem. Politicamente, socialmente e culturalmente.
Os órgãos locais, das câmaras às juntas de freguesia, têm de criar condições para acolher os novos residentes, para lhes dar a conhecer as realidades de cada região, as suas potencialidades e os seus pontos mais interessantes, os serviços que prestam e os elementos sobre os quais podem fornecer sugestões e conselhos. Sem gestos de hostilidade, sem exigir que os recém-chegados aceitem à viva força as tradições de cada comunidade que, muitas vezes, nem sequer lhes são apresentados.
Não basta, por exemplo, lançar às casas os miúdos da freguesia a pedir dinheiro para uma festas que terão começado por ser religiosas sem dar em troca um folheto que explique o que são e o que integram essas festas. E não é sequer normal que se berre a quem manifesta as suas dúvidas sobre algumas práticas vagamente sectárias que se deve ir embora porque "quem está mal muda-se".
Os novos residentes, em interacção com os residentes originais, contribuem sempre positivamente para o rejuvenescimento e para o progresso das regiões mais isoladas. Quando os seus naturais se consideram proprietários das vias de acesso, do ar, do sol e até do mar o estão a condenar-se a eles próprios e às suas famílias a um futuro sombrio.

Do produtor directamente para o consumidor

O projecto Prove (aqui) é uma plataforma de produtores agrícolas que vem directamente, sem intermediários, aos consumidores. Em princípio, os preços serão mais baixos e os produtos poderão ser melhóres do que muitos que nos chegam nos supermercados, sujeitos a temperaturas demasiado baixas durante demasiado tempo e provenientes de explorações industriais de onde as frutas saem mais bonitas do que saborosas.
Organizado por núcleos regionais, o Prove já está em vários distritos mas no Leiria não há nada.
Talvez os pequenos produtores do nosso concelho pudessem prestar alguma atenção a isto. Ficávamos todos a ganhar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A reforma das autarquias já começou

Por enquanto é nas câmaras. As juntas de freguesias não hão-de escapar...

Ascendi condenada por danos provocados por invasão de javalis na A25

Esta não é, tanto quanto me parece, a primeira decisão judicial que condena a concessionária de uma autoestrada pelos danos provocados pela entrada de animais na via que é de sua responsabilidade.
O acidente ocorreu em 21 de Setembro de 2007, na A25, também conhecida como Autoestrada Aveiro/Vilar Formoso, cuja concessionária é a Ascendi, quando um camião embateu numa vara de javalis. O processo terminou no Tribunal da Relação de Coimbra, com a Ascendi condenada a pagar 1165 € ao lesado. A Ascendi aceitou o acórdão e não recorre.
As concessionárias das autoestradas esforçam-se por fugir com o rabo à seringa nestas e outras circunstâncias. Se as pessoas afectadas começarem por chamar as autoridades e não desistirem de reclamar os seus direitos, as concessionárias acabarão por perceber que têm de assumir as responsabilidades que lhes cabem, de uma maneira ou de outra.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Insultos e ameaças

Para ilustração pública e para que não digam que eu não publico as coisas de que não gosto, aqui ficam alguns insultos e ameaças que recebi nos últimos dois dias, provenientes, especialmente, de um determinado endereço de IP. Há uns piores e outros mais suaves mas estes talvez sejam os mais representativos:

"Fique acordado porque pode lhe ainda acontecer alguma coisa durante a noite",
"vamos pôr-te a polícia no encalso, nunca mais tens sossego",
"Tenho uma ideia fantástica, e que tal arranjar uma vida e deixar de perseguir e dizer calúnias sobre pessoas de bem, Insultuoso e falta de ética é o que você e o Sr. Anónimo estão a fazer a esta freguesia através deste blog",
"bloqueamos-te a merda do blogg",
"este blog está cadavez mais estupido, pois só fala de mer.. não sabe falar de coisas com interesse", "estão a falar de foguetes e logo falam de erros ortograficos...o curso do sr. manguito secalhar foi tirado como o do socrates",
"ES MESMO FILHO DA P..............ENERGÚMENO TROLHA TRAMBOLHO",
"eu conheço pessoas que estão no julio de matos mais inteligentes que tu".

E talvez seja bom serem aqui publicados não vá ser afectada, magoada, atacada, difamada ou ferida alguma pessoa que pensam ser o autor deste blog porque agora já me confundem com mais do que uma pessoa residente na freguesia da Serra do Bouro, onde - convém repeti-lo - não resido e, depois disto, não sei se teria vontade de residir. Portanto, já agora, também não vale a pena insistirem para eu me ir embora porque também não estou aí. Estão a perceber bem?

Uma pergunta muito directa ao presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro...

... que aqui se repete, com o devido destaque, para que o advogado Baltazar Jerónimo não diga que não percebeu:

Dada a situação de acumulação da função de presidente da Junta de Freguesia com a função de representante dos investidores do projecto turístico inventado no âmbito do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, cujos interesses pouco coincidem com os interesses dos habitantes da Serra do Bouro, o que faria o ilustríssimo autarca se esses seus clientes (de quem recebe dinheiro), ou os hipotéticos clientes dos seus clientes, protestassem contra o foguetório? Também lhes responderia que "quem está mal muda-se"?

Não vai deixar de responder, pois não?

domingo, 22 de abril de 2012

Algumas conclusões sobre a Guerra dos Foguetes das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro

Durante alguns dias, e a propósito dos posts Foguetes na Serra do Bouro: vingança em vez de bom senso e Ainda os foguetes na Serra do Bouro: o perigo das canas é fixe e "para que é que vêm para cá"? estabeleceu-se neste blog um debate interessante sobre o que pode ser apropriadamente designado por Guerra dos Foguetes, a propósito dos excessos fogueteiros ocorridos durante mais uma edição das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro.

Os comentários publicáveis foram publicados, alguns (poucos, felizmente) tiveram de seguir directamente para o lixo. É possível tirar algumas conclusões e elas aqui estão:

1 - A questão inicialmente suscitada foi a dos foguetes e, muito simplesmente, o perigo da queda das suas canas nas propriedades dos habitantes da freguesia por eles serem lançados em áreas residenciais. Nenhuma das pessoas que se queixaram desta prática criticou a motivação das festas ou o seu formato e até se declararam de acordo com as festividades. No entanto, essas pessoas foram alvo de gestos no mínimo discutíveis e acusadas mesmo de estarem a ser contra a "tradição".

2 - É interessante verificar que, no lado oposto, a opção generalizada foi a da defesa do lançamento dos foguetes nos moldes em que isso tem sido feito, como se essa prática "tradicional" fosse a única coisa realmente significativa das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro. E houve, inclusivamente, quem se referisse com alguma excitação ao aliciante de ter as canas a caírem do céu... como se isso fosse um desporto radical.

3 - Não vi, e nenhum leitor conseguirá ver, nos argumentos dos que defendem a "tradição" dos foguetes uma palavra que seja em defesa dos eventuais outros méritos das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro. Religiosidade, convívio, comunhão, devoção... nada disto lhes parece interessar. Pode supor-se que estas festas perderam qualquer motivação que tenham tido?

4 - Além disso, a polémica obriga a fazer uma pergunta: em que medida é que o foguetório é pertinente para o objectivo com que as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro foram concebidas?

5 - A defesa da "tradição" foguetória tem sido sempre acompanhada, muito abertamente e como argumento único, do convite à saída - senão mesmo à expulsão - dos "forasteiros" que não concordam... com o lançamento de foguetes. Como se a pirotecnia fosse tudo aquilo a que a freguesia se resume. Infelizmente, os fogueteiros e os seus adeptos não parecem perceber que a entrada de novos habitantes nas freguesias do interior faz, pelo menos, com que aumentem as receitas dos órgãos municipais e de quaisquer actividades comerciais, e até, industriais, do concelho e da freguesia, como acontece, por exemplo, com a construção civil, que só verdadeiramente poderá prosperar se tiver trabalhos a fazer na consolidação dos solos, no erguer de casas, na reparação e manutenção de habitações.

6 - A perspectiva quase proto-fascista do "quem está mal muda-se" chegou a ser assumida, no ano passado, pelo presidente da Junta de Freguesia (o que também suscita dúvidas legítimas sobre a qualidade humana, política e cultural de uma criatura que assim aja na sua função autárquica). Ao invés de tentar serenar os ânimos e de contribuir para encontrar um clima de harmonia, a pessoa em causa juntou-se aos fogueteiros. Não brandiu armas em defesa da festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro mas sim em defesa da "tradição" dos foguetes. Este ano, aparentemente, calou-se... pelo menos em público. Continua a preferir a "tradição" dos foguetes e parece que não sabe, ou não quer, terçar armas a favor das verdadeiras tradições da freguesia.

7 - E há uma pergunta que deve fazer-se. Dada a situação de acumulação da função de presidente da Junta de Freguesia com a função de representante dos investidores do projecto turístico inventado no âmbito do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, cujos interesses pouco coincidem com os interesses dos habitantes da Serra do Bouro, o que faria o ilustríssimo autarca se esses seus clientes (de quem recebe dinheiro), ou os hipotéticos clientes dos seus clientes, protestassem contra o foguetório? Também lhes responderia que "quem está mal muda-se"?

8 - Finalmente, a expressão de opiniões tão extremadas e a manifestação de atitudes dos fogueteiros em defesa de uma coisa tão absurda como uma eventual tradição pirotécnica da freguesia fez com que as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro se transformem numa festa... de foguetes. E a prova provada é o facto de qualquer pesquisa no Google, ou noutro qualquer motor de busca, sobre as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro ir dar à sua Guerra dos Foguetes. Os fogueteiros conseguiram garantir uma bela dose de publicidade e de notoriedade negativas às festividades que quiseram "abrilhantar"... da pior maneira.


Tudo o que escrevi sobre a Guerra dos Foguetes pode ser consultado aqui.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

"Jornal das Caldas" com site novo

´... Aqui, aparentemente ainda em testes mas indubitavelmente mais interessante, com melhor aspecto e mais arrumado e já sem dar o aspecto de ser uma mera afixação das notícias da edição em papel. Parabéns!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ainda os foguetes na Serra do Bouro: o perigo das canas é fixe e "para que é que vêm para cá"?

Merece destaque um comentário (sobre Foguetes na Serra do Bouro: vingança em vez de bom senso ) de um leitor que assina com nome (Gonçalo Horta) sobre os foguetes perigosos das festas da Serra do Bouro e com o qual eu (como decerto qualquer pessoa de bom senso) discordo em absoluto: o perigo associado ao lançamento de foguetes até será "fixe" (linguagem adequada à idade do comentarista) e "quem está mal muda-se".
O comentário é publicado na íntegra e tal como aqui chegou:

Esta festa em honra da Srª dos Mártires já tem aproximadamente um século e meio de existência e durante todo este tempo se realizou da mesma forma, todos os moradores TÊM NOÇÃO DO PERIGO DOS FOGUETES DEITADOS NA VOLTA COM A BANDA não precisamos que venham, os intitulados, senhores lá da vossa terra, dar noções do que quer que seja para a terra dos outros, faz parte da tradição assinalar a passagem da banda com o lançammento de foguetes mesmo com o perigo que representa. O que me mete um pouco de nojo é que estes auto-intitulados senhores pensam que vêm para a terra dos outros, que até aqui viviam e faziam as festas em harmonia, ditar regras porque a lei manda ou por mera MESQUINHICE. Porque estes senhores quando vieram viver para a Serra do Bouro ja eu tinha 16 ou 17 anos hoje tenho 28 e a festa da Senhora dos Mártires ja se realizava há mais de 100. Porque é que só agora é que há problemas e desentendimentos, ainda por cima causados por pessoas que, felizmente, não têm absolutamente nada a ver com a nossa tão estimada fraguesia! Se a nossa freguesia é tão má quanto a descrevem neste blog continuo sem perceber porque é que continuam lá a viver...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Já se sabe para que servem as obras na "rotunda do Greenhill"

As obras aparentemente clandestinas na Foz do Arelho são de "requalificação" (o palavrão autárquico que serve para tudo, da reparação dos urinóis públicos à recolocação de pedras na calçada) das arribas e foram encomendadas pelo vereador Hugo Oliveira, segundo conta hoje o "Jornal das Caldas" (sem link) três semanas depois de termos abordado o assunto.

Uma tragédia humana bem contada no "Jornal das Caldas"

O "Jornal das Caldas", pela pena de Francisco Gomes (sem link), publica ma boa reportagem sobre o começo do julgamento, em Peniche, da mulher de 64 anos que matou a tiro o proprietário da churrasqueira vizinha de sua casa em Maio do ano passado.
É um retrato bem escrito e com fotografias pungentes de um drama humano cruel onde, se parece não haver dúvidas sobre quem praticou o homicidio, ficam apontamentos de vidas de uma forma ou de outra destruídas.
O que levou a mulher a matar? Que ameaças terá havido de parte a parte? Quem é que, com a sua intolerância, precipitou uma coisa destas? Talvez nunca se saiba, nem em sede de julgamento. Mas espero que Francisco Gomes nos vá contando o que se passa no julgamento

Escola Bordalo Pinheiro: é de esperar que com o luxo acabe o lixo...

"Instalações de luxo" - é como titula na primeira página (sem link) o "Jornal das Caldas" a reportagem que faz sobre as obras na Escola Secundária Bordalo Pinheiro, a cargo da Parque Escolar que, como sabemos, foram "uma festa" mas que, nesta escola, deixaram algumas críticas e queixas.
É de esperar, no entanto, que o luxo das instalações desta escola sirva para acabar com o verdadeiro lixo que são as atitudes imbecis e malcriadas dos familiares dos seus alunos, que ocupam a via pública para mostrar as viaturas e/ou fazerem de choferes dos meninos à saída das aulas.
No fundo, mais do que "instalações de luxo", talvez desse mais jeito à escola um parque de estacionamento para as seus "clientes"...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Restaurante Red Bouche - aplausos!

Há cerca de um ano, critiquei - respeitando os motivos invocados - a opção da "Gazeta das Caldas" de não incluir os preços dos restaurantes que apareciam em algumas crónicas que, ainda por cima, seleccionavam quase só estabelecimentos de preços acima da média.
Com crise ou sem crise, essa informação é essencial para o consumidor que não deve ser apanhado de surpresa. É para isso que existem as ementas, na maior parte dos casos afixadas à porta dos estabelecimentos. Esta tendência, no entanto, rareia nos sites dos restaurantes.
Não posso, por isso, deixar de aplaudir o Red Bouche (com site aqui), que apresenta a ementa completa e a lista de vinhos com os preços bem especificados. É de aplaudir e hei-de lá voltar só por isso (já conhecia o Charbonnade, de que me parece ser herdeiro o Red Bouche).
Tal como são de aplaudir duas iniciativas: a de permitir que os clientes levem à segunda-feira a sua bebida (prática infelizmente muito rara entre nós e que bem devia generalizar-se) e de convidar os "chefs" domésticos a irem mostras as suas qualidades culinárias.
Os pormenores, com fotografias, estão todos no site.
Longa vida ao Red Bouche e que não desista!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Foguetes na Serra do Bouro: vingança em vez de bom senso

Eu bem tive a esperança de que os fogueteiros da Serra do Bouro demonstrassem algum bom senso e um mínimo de respeito cívico pelos outros. Não foi, afinal, o que aconteceu, segundo o testemunho que me chegou dos residentes na freguesia que, há um ano, tinham sido ameaçados pela queda dos foguetes:

(...) De um modo geral, as pessoas meteram na cabeça que não queremos foguetes, ponto final. Não apuraram a curiosidade para saber a verdade. Contaram-lhes de forma desentendida e foi passando a história de forma cada vez mais desentendida e apurada pela maldade.

E eis que:
- Os foguetes têm sido lançados da zona de lançamentos, a quantidade lançada diminui.
- A música baixou de tom, subiu um pouco de nível, melhor ainda: não toca o dia todo. Não se ouviu antes dos dias da Festa.

Até aqui tudo se tem cumprido e ficamos satisfeitos porque demonstram  que tínhamos e continuamos a ter razão, e mesmo contra a vontade, cumpriram o que se tem e se deve de cumprir enquanto cidadãos. Mas a guerra não acabou, tal como suspeitávamos.

- Na sexta-feira por volta das 3 da manhã, passaram dois carros à minha porta a apitar e a acelerar....
- No sábado de madrugada aconteceu de novo, desta vez ouvia-se uma voz masculina a dizer "Filhos da P...."
- Hoje de madrugada a mesma coisa: Apitar e acelerar  e passado uma hora repetiram o feito.
Identificamos as viaturas, um preto e um vermelho, esperando não ser necessário apresentar queixa. Ainda pensámos que fosse dos efeitos do álcool...mas agora temos praticamente a certeza que foi intencional.

Hoje quando a banda passou à minha porta, estávamos nós a assistir como o fazemos todos os anos quando por cá estamos, e....FEZ-SE SILÊNCIO INCÓMODO. A banda deixou de tocar enquanto passava à minha porta,  Um dos "leaders" (penso que da comissão, devem ser os que vão à frente da banda) olhou para mim com ar de desafio e depois de passarem a minha casa, dois desses mesmos elementos foram dar explicações do sucedido à minha vizinha que vem passar cá o fim semana ocasionalmente, sendo esta a sua casa de "férias". Explicaram que fizeram isto em RETALIAÇÃO ao sucedido, convidando-a a ir às restantes festividades, continuando a olhar na minha direcção enquanto conversavam entusiasmados com a minha vizinha e amiga.

Antes disto, o meu marido estava a filmar a banda que ainda tocava e de repente deixou de tocar, mesmo assim contribuiu, pois acreditamos que estes festejos são importantes para a identidade das localidades e devem ser mantidos e para isso é necessário a contribuição dos que dela fazem parte. Antes de passar a banda, passou o cortejo de carros (também em silêncio) dos moradores do qual fazia parte também o presidente da Junta de Freguesia. Alguém instrumentalizou todo este cenário, pois demonstra uma atitude planeada, nada condizente com o ar juvenil da "Comissão", porque o esperado seriam os insultos verbais o que levaria a uma queixa e consequentemente às devidas consequências. Mas dentro da inteligência revelada para este plano, demonstra também um plano de vingança e descrédito da nossa pessoa.

Moral: Estamos contentes e satisfeitos porque os nossos objetivos foram alcançados: Este ano cumpriram,  as regras e normas definidas pela lei para estas situações, as mesmas que foram o motivo do descontentamento e preocupação que fizemos questão em demonstrar o ano passado. Estamos contentes e satisfeitos porque com esta atitude contribuímos para a SEGURANÇA DE TODOS, inclusivamente para aqueles que estão contra nós, nem sabem bem porquê. Deixamos tudo sempre bem claro para todos aos que se dessem ao trabalho e cuidado de se informarem devidamente sem primeiro fazer conjecturas "porque ouviram dizer que.... "
Estamos contentes e satisfeitos porque assistimos à passagem do cortejo em total segurança, segurança estendida aos nossos bens e até merecemos "a honra" do SILÊNCIO, que demonstrou que nos deram muita importância! Graças a Deus para bem deles e de todos.

Não podemos deixar de relevar que sendo esta uma celebração católica, feita 8 dias após a lembrança da crucificação e ressurreição de Cristo ao qual estão associadas as virtudes da bondade da tolerância, compreensão e compaixão ficou demonstrado pelas pessoas que fazem parte da organização destes festejos, a total ausência destes valores mostrando contrariamente a estes valores católicos e cristãos, a vontade de vingança irracional e primária, e a pura maldade, pessoas estas que estarão na missa e seguirão a Nossa Sra. dos Mártires na procissão pela nossa Freguesia. Merece que se diga "Perdoai-lhes, Senhor, que não sabem o que fazem" pois o que pretendiam era mesmo crucificarem-nos. Hoje, enquanto esperávamos a saída da N.Sra. da igreja no largo da mesma, fomos fuzilados com olhares, daqueles que nada sabendo, julgam. Viu-se assim um sentimento hipócrita e salvo raras excepções fomos cumprimentados com "medo/vergonha?" .

Resta dizer, que pensamos que a zona de lançamento foi mal escolhida em termos de segurança, localizada muito do perto da faixa da rodagem,  que ainda por cima, tem, por esta altura o volume de tráfego aumentado, não esquecendo que a escolha da zona, que teria de ser feita, forçosamente, com alguma antecedência não previa a aproximação de zonas florestais, considerando que ainda há duas semanas as temperaturas elevadas impunham um risco de elevado de incêndio.

Este relato impressiona.
A seguir, o que vai acontecer? Vão estes "cristãos" dos foguetes atacar com armas de fogo os que não estão de acordo com eles?
Entretanto, há que registar o silêncio do presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro.
Álvaro Baltazar Jerónimo pode fazer de conta que nada tem a ver com as festas e com os fogueteiros. Mas tem.
E, como advogado, tem a obrigação de perceber os ilícitos que estão em causa e a ameaça à paz social que se gera numa circunstância destas. Como presidente de junta, tem obrigação de tratar de igual modo todos os residentes na freguesia.
O ano passado juntou-se ao coro dos "quem está mal, mude-se". Este ano parece ter-se calado. Portar-se-ia da mesma maneira se fossem os seus clientes do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, que querem comprar a freguesia, a protestarem?

domingo, 15 de abril de 2012

O nosso IRS pode ajudar associações da região

O "Jornal das Caldas" publica aqui as associações do concelho que podem receber uma parte do IRS que pagamos. É uma forma de ajudar que, infelizmente, não se estende a todas as freguesias.

O cão da João de Deus Valongo continua afinal prisioneiro e maltratado

Afinal, o cão que João de Deus Valongo mantém prisioneiro no seu estaleiro da Serra do Bouro tem apenas uma espécie de liberdade condicional, sendo autorizado a estar cá fora apenas aos domingos. Quem passar pelo local, pode ver aliás o simpático animal por detrás da rede, nada agressivo, grande e aparentemente já nem muito novo.
Será que o "magnânimo" João de Deus Valongo gostaria de estar encarcerado durante seis dias por semana num cubículo apertado e exposto a todas as condições metereológicas e ser libertado apenas por um dia? É pena que ninguém lhe faça isso...
Portanto, enganei-me (infelizmente) e aqui fica a triste correcção: este cão ainda continua sujeito a um tratamento maldoso e desumano.´

sábado, 14 de abril de 2012

Bom senso... e boas festas!

Faz agora um ano que rebentou uma polémica local a propósito do uso descontrolado de foguetes nas festas da Serra do Bouro e que se prolongou até Julho, revelando o chauvinismo e a xenofobia do presidente da respectiva junta de freguesia e levando mesmo à retirada de uma notícia on line do "Jornal das Caldas" e dos comentários, muitos deles estupidamente ofensivos, nela publicados.
O problema foi levantado por residentes da Serra do Bouro que se sentiram ameaçados pelas canas dos foguetes que lhes caíram em casa, o que também revelou a despreocupação que os animadores da festa demonstravam pela segurança pública. E a resposta dos fogueteiros dividiu-se entre o "quem está mal muda-se" e o insulto imbecil, bem sabendo eles que não só não tinham razão como estavam já a cometer diversos ilícitos.
Espero que este ano prevaleça o bom senso e que os fogueteiros controlem melhor os seus foguetes, os das canas e os foguetes tipo puns que lhes saem das bocas.
Quanto ao resto, votos de ... boas festas.

Tudo o que escrevi sobre a "guerra" dos foguetes pode ser consultado aqui.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um monumento ao mau gosto


Como nem toda a gente consegue perceber a ironia, vamos falar muito a sério: este bocado árido de terreno na Estrada Atlântica, sem qualquer protecção contra o sol e contra os escapes dos automóveis, com três mesas desconfortáveis e alguns bancos ainda mais desconfortáveis, onde não se soltará nenhuma criança porque nunca se sabe se elas podem correr de repente para a estrada e com um conjunto de cores absolutamente piroso, é um monumento foleiro ao mau gosto e uma inutilidade que deveria fazer envergonhar os residentes do local e da freguesia onde a coisa foi feita.
Este grotesco "parque de merendas" devia ser objecto de estudo na ESAD, como amostra do que não se deve fazer. Mas é natural que, como a restante elite das Caldas que não sabe o que existe fora da cidade, os artistas e os sábios da ESAD desconheçam a coisa.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A falta de pontaria dos "turistas" da elite das Caldas

Portugal tem um dos mais amenos climas da Europa numa zosta de mar que vai de Norte a Sul.
E este concelho, o concelho de Caldas da Rainha, tem toda a sua zona ocidental praticamente voltada para o Atlântico. Tem uma estrada em razoável bom estado que começa na Lagoa de Óbidos e que só termina, verdadeiramente, à vista da baía de São Martinho do Porto e num ponto onde há uma zona de praia simpática e aprazível que é a de Salir do Porto. Dessa via vê-se sempre o azul do mar, vêem-se as Berlengas e o porto de Peniche e há caminhos, não muito inseguros, por onde é possível chegar ao oceano. E até há um miradouro que - demonstrando a capacidade de estragar de muito boa gente - está estupidamente tomado de assalto pelo chico-esperto do cigano que lá plantou a rulote.
A magnífica costa atlântica das Caldas é que é o grande património natural e turístico da região e, aliás, foi esse o chamariz do "elefante branco" do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. E devia ter pontos mais aprazíveis do que cafés e restaurantes em ruínas e toneladas de lixo, incluindo a publicidade pendurada das árvores.
Há poucos dias, o ex-vereador e distinto membro da elite das Caldas Jorge Mangorrinha, um dos muitos que desconhecem em absoluto o que existe para lá das muralhas da cidade, defendeu que "a marca das Caldas da Rainha deve estar focada no Hospital Termal, na Praça da Fruta, na tradição artística ligada à arte cerâmica, na escola de Artes (ESAD) e na área verde de cerca de 30 hectares no seu centro urbano histórico". (Os pormenores do disparate encontram-se aqui.)
É uma rematada tolice, infelizmente não muito diferente das tolices empunhadas por outros membros da elite caldense.
A cidade de Caldas da Rainha é uma cidade simpática mas rigorosamente nada atraente para o turismo como dezenas de outras cidades portuguesas sem património histórico real e sem artesanato nem gastronomia próprias. A "marca" turística das Caldas não é a cidade mas o mar da sua costa e, eventualmente, o terreno de fusão (que seria harmonioso se não fosse o lixo) do ruralismo com o Atlântico.
Não vale a pena alimentar fantasias nem sonhos pessoais de grandeza como o têm feito alguns ilustres idiotas locais. O mar, o céu azul, o Atlântico a perder de vista, o tempo ameno, a praia, uma refeição ou uma bebida ou um café de qualidade à beira da água... Isto é que, em primeiro lugar, atrai turistas. O resto pode vir depois.
É pena que a elite citadina não o perceba. Até porque também perde quando os turistas não vêm.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Fechado por causa do mau tempo - Volto já!

Com o sol fugidio aqui na Região Oeste vou à procura dele, e de praia, para outras paragens, por uma semaninha.
Como se costuma dizer: volto já!
Desejo a todos os meus leitores uma Páscoa feliz.

Afinal, o título da "Gazeta" era mesmo tótó...

Há cerca de um ano, a "Gazeta das Caldas" excitava-se com a apresentação de um modelo de carro eléctrico da Nissan (que, como se sabe, foi pregar para outra freguesia, por assim dizer) e garantia: "O futuro já começou nas Caldas".
Mas não, escrevemos nós aqui: não começava nem nas Caldas, nem em sítio nenhum. Era mais um título tótó.
Parece que tínhamos razão, como se pode ver por este texto no jornal "i".
Não espero que a "Gazeta" nos queira dizer que alguém se enganou ou que foi enganada e que, por exemplo, nos conte quanto automóveis eléctricos é que foram vendidos no concelho nestes doze meses. Será, infelizmente, uma maneira de este jornal mostrar que é igual à imprensa nacional, que nunca se engana e raramente tem dúvidas...

domingo, 1 de abril de 2012

Caldas da Rainhal é capital do Roteiro Gay do Oeste com Costa e Carneiro a inaugurarem mega-sauna no Hospital Termal

Caldas da Rainha vai ser a cidade pioneira no centro do Roteiro Gay do Oeste, iniciativa da Turismo do Oeste em parceria com as câmaras municipais da região com início marcado para o próximo dia 1 de Maio.
O Roteiro Gay do Oeste, a grande aposta da liderança de António Carneiro, esteve quase a ser posto em causa pela decisão governamental de alterar a orgânica das entidades do sector do turismo mas a intensa pressão dos autarcas da Região Oeste e do "lobby gay" fez inverter a situação.
O Roteiro Gay do Oeste indicará, com um portal autónomo na "Rede Rosa" turística destinada aos turistas "double income, no kids", os estabelecimentos comerciais, de restauração e hotelaria, bares, discotecas e outros e praias em que os homossexuais masculinos e femininos poderão beneficiar de descontos especiais.
Os descontos serão facilitados pela redução, em cerca de 20 por cento, das várias taxas aplicadas pelas autarquias às entidades comerciais. A câmara das Caldas da Rainha é uma das câmaras aderentes.
Aliás, Caldas da Rainha é, claramente, a capital do Roteiro Gay do Oeste, concentrando o maior número de iniciativas. E os seus autarcas vão aparecer associados ao projecto.
O fim-de-semana alargado, de 29 de Abril a 1 de Maio, será aliás aproveitado para inaugurações dos vários espaços inseridos neste projecto turístico.
Abrirá nessa altura a mega-sauna "Phebra Termas" numa ala do Hospital Termal, que aproveitará as termas locais para dar um cariz de "spa" especializado a essa sauna, que será inaugurada pelos presidentes da Câmara Municipal e da Turismo da Oeste, respectivamente Fernando Costa e António Carneiro.
No mesmo fim-de-semana, serão inaugurados o novo Secretus Bar na Estrada Atlântica (com uma Festa Cor-de-Rosa encabeçada pelo vereador Hugo Oliveira), o bar lésbico "As Amorosas" na antiga Loja 107 (com a presença da vereador Conceição Pereira) e o novo espaço "Holy Glory" no centro comercial Vivaci que funcionará como "dark room" (com a presença do vereador Tinta Ferreira).
Se o tempo o permitir, abrirá também na Lagoa de Óbidos um espaço de praia exclusivamente destinada a nudistas e com zona de "cruising" com uma reunião ao ar livre da Assembleia Municipal, cujos membros deverão trajar a rigor.

Um crime de peculato praticado pelos presidentes das juntas de freguesia

Se isto é verdade, os presidentes das juntas de freguesia que o fizeram incorrem no crime de peculato, previsto e punido pelo artigo 375.º do Código Penal, que aqui se reproduz na íntegra:

 1 - O funcionário que ilegitimamente se apropriar, em proveito próprio ou de outra pessoa, de dinheiro ou qualquer coisa móvel, pública ou particular, que lhe tenha sido entregue, esteja na sua posse ou lhe seja acessível em razão das suas funções, é punido com pena de prisão de um a oito anos, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal.
2 - Se os valores ou objectos referidos no número anterior forem de diminuto valor, nos termos da alínea c) do artigo 202.º, o agente é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.
3 - Se o funcionário der de empréstimo, empenhar ou, de qualquer forma, onerar valores ou objectos referidos no n.º 1, é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal.

sábado, 31 de março de 2012

45-44-AO e 79-JV-10: deficientes mentais, decerto...

Hoje às 15 horas, os veículos de matrículas 45-44-AO (Golf) e 79-JV-10 (Audi) estavam estacionados nas zonas de estacionamento reservadas a deficientes motores no Continente. Não tendo os dois carros sinais indicadores de deficiência física em lugar visível, devo supor que os condutores são deficientes... mentais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dragagens, banhistas e a Polícia Marítima a fazer de conta que não vê

O Verão prematuro trouxe calor e sol e os desejos de praia e os areais da Foz do Arelho são apetecíveis e acessíveis. E não há máquinas que assustem os banhistas.

A Polícia Marítima em gincana no areal
As fitas de delimitação azuis da Polícia Marítima (não podia passar, parece...) foram rasgadas e a areia foi invadida. A Polícia Marítima - que, valha a verdade, também não se percebe para que serve - fez vista grossa e, como se pode ver nas imagens, juntou alegremente umas das suas máquinas às que já por lá andam nas infindáveis dragagens.
A culpa dos acidentes será sempre dos outros e, no caso de a vítima ser alguma criança, a culpa é dos acompanhantes adultos.

As fitas postas pela Polícia Marítima estão assim
todas cortadas

quarta-feira, 28 de março de 2012

Vende-se


O letreiro lá está, neste magnífico "parque de merendas" à beira da Estrada Atlântica: parece que está para venda. Dá para meter mais uma roulote, como aquela que está ilegalmente pousada no miradouro. Ou mesmo duas. Será essa a ideia? E quanto é que vale? Hei-de telefonar a perguntar...

Asibel clandestina porquê?

A empresa que está a fazer as obras na "rotunda do Greenhill" chama-se Asibel e é de Rio Maior. Não há nenhuma placa que o indique (nem o prazo de execução, nem o custo da obra nem quem a encomendou). O estaleiro também não tem nada que o identifique.

Um estaleiro clandestino

Uma máquina parada

Obras públicas secretas
Que falta de transparência tão grande numa obra pública. Até parece que há alguma coisa a esconder... O que será?

domingo, 25 de março de 2012

Tanta demagogia, dr. Fernando Costa!...

De vez em quando, Fernando Costa eructa verdadeiras "postas de pescada" de demagogia perfeitamente dispensáveis e desagradavelmente ofensivas, como se quisesse tomar-nos a todos por idiotas. Foi agora o caso do IMI. Para um presidente de câmara que promoveu e patrocinou um aumento dos preços da água para o dobro... mais valia estar calado ou rever a sua própria decisão.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A greve deve tê-los cansado muito...

... e por isso hoje não há correio. Coitados, "incomodam-se" a trabalhar e cansam-se a fazer greve...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Uma perguntinha singela aos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha

Porque é que as tarifas da água - as tarifas todas, mesmo as mais enigmáticas - não estão disponíveis on line?
Os Serviços Municipalizados têm um site onde essa informação não existe. Que coisa tão estranha. Porque será?!

Adeus, praia na Foz do Arelho!...

As dragagens na Lagoa de Óbidos e na Foz do Arelho param e recomeçam, param e recomeçam... e param. Diz o "Jornal das Caldas" (ainda sem link para a notícia) que a empresa que fazia as dragagens dizia não estar a receber o dinheiro que lhe era devido. Mas afinal talvez sejam os subempreiteiros a não receber porque a empresa já terá recebido mas não lhes paga. E entretanto não há praia para ninguém.
Já me disseram vamos andar nisto até Junho. Pelo menos.
Mas parece que toda a gente acha bem...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Assinem a petição pela reintegração de São Martinho do Porto nas Caldas

Já está disponível aqui a petição dirigida à presidente da Assembleia da República, ao presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça, ao presidente da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha e presidente da Assembleia de Freguesia de São Martinho do Porto que reclama a reintegração de São Martinho do Porto no concelho de Caldas da Rainha.

Convido todos os meus leitores a assinarem a petição, cujos considerandos são os seguintes:
Considerando que a Freguesia de São Martinho do Porto foi sede de Concelho mais de trezentos anos, tendo posteriormente pertencido aos municípios de Alcobaça e Caldas da Rainha, integrando actualmente o Concelho de Alcobaça e que, nas actuais circunstâncias, a restauração do município se tornou impossível;

Considerando que a actual divisão administrativa, não corresponde aos legítimos direitos, interesses e vivência da população local, designadamente no que respeita às necessidades reais do seu dia-a-dia;

Considerando que os habitantes da Freguesia de São Martinho do Porto, desde que nascem, fazem toda a sua vida em íntima e permanente ligação com Caldas da Rainha;

Considerando que os habitantes da Freguesia, apenas se deslocam a Alcobaça por razões e obrigações administrativas (é voz corrente dizer-se que a Alcobaça só se vai para pagar), contrariando factores demográficos e geográficos (proximidade, acessibilidade e mobilidade);

Considerando que a população da Freguesia desenvolve as suas relações em estreita ligação com Caldas da Rainha no trabalho, na economia, na saúde, na educação / formação, na cultura, no desporto e nos tempos-livres, há muito que a população activa, à falta de emprego e de habitação ao seu alcance, vem optando por residir e/ou empregar-se em Caldas da Rainha, fazendo aí a sua vida;

Considerando a contiguidade territorial como um factor determinante e sendo a baía o mais importante pólo de desenvolvimento local, e que do perímetro da mesma faz parte Salir do Porto (Concelho de Caldas da Rainha), a separação administrativa das duas freguesias tem prejudicado gravemente o desenvolvimento e a resolução dos problemas comuns, como o desassoreamento e a despoluição, em particular, e o progresso sustentado e sustentável das duas localidades;

Considerando que a permanência no Concelho de Alcobaça poderá implicar, segundo a actual proposta de organização do território, a perda do estatuto de sede de Freguesia e a sua agregação a Alfeizerão, a mudança para o Concelho de Caldas da Rainha permitirá novas soluções para a manutenção da autonomia local;

Considerando que a mudança de Concelho é uma aspiração de várias gerações de são martinhenses por todas as razões, agravadas ano após ano, desde a destruição do património natural e construído à estagnação e retrocesso, que levaram à perda da importância local e regional que historicamente representámos;

Considerando décadas a fio sem se vislumbrarem projectos sustentados e continuados de desenvolvimento, ordenamento e planeamento, que permitam gerar prosperidade e qualidade de vida todo o ano, longe vão os tempos em que a Comissão de Iniciativa e os beneméritos locais deram a São Martinho do Porto o que Alcobaça nunca deu e que continua a utilizar a seu belo prazer e em seu benefício;

São Martinho do Porto, que o rei D. Carlos I considerou uma das jóias da coroa, tem sido sucessivamente delapidado por parte da Câmara Municipal de Alcobaça. Como tal, considerando ser este o momento oportuno, os Abaixo-assinados (naturais, residentes, proprietários ou amigos da Freguesia de São Martinho do Porto), manifestam deste modo a sua inequívoca vontade de voltar a integrar o Concelho de Caldas da Rainha.



Porque é que os caldenses não protestam contra o aumento brutal das tarifas da água?


- Porque vêem mal e não conseguem ler as letras pequeninas do verso da factura.
- Porque não sabem fazer contas.
- Porque são todos bois mansos.
- Porque acreditam na Câmara, nos partidos e no Pai Natal.
- Porque não se lavam.
- Porque são submissos.
- Porque são ricos.
- Porque têm medo de represálias.
- Porque não tencionam pagar.

terça-feira, 20 de março de 2012

Nos CTT já devem estar a descansar para a greve geral...

... que é uma coisa, como se sabe, muito cansativa.
Ontem e hoje não houve distribuição de correio.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não, não ando satisfeito com este Governo... mas não vejo que haja alternativa

Pergunta-me directamente uma leitora: "Tem andado muito calado depois de já ter defendido o PSD e o actual governo. Já mudou de opinião?"
E eu respondo, começando por recordar que foi há cerca de um ano que o anterior primeiro-ministro se viu obrigado a reconhecer a ineficácia e a incompetência de tudo aquilo que, com visível dolo, andava a fazer e obrigava os seus a fazer e que fez o "ò tio, ò tio" de chamar as instâncias internacionais para emprestarem dinheiro ao Estado que geriu mal e/ou para proveito próprio e dos seus clientes e fiéis.
Com isso, o PS quis alijar toda a responsabilidade que teve na situação de quase bancarrota a que chegámos. É preciso não esquecer que, em 16 anos de administração do Estado (de 1995 a 2011), o PS esteve 14 anos no Governo. E que entre 1976 e 2011 o PS esteve no Governo durante 22 anos e o PSD esteve 13 anos.
O PSD e o CDS venceram as eleições em 2011 e, depois de terem assinado o Memorando de Entendimento com a "troika" (tal como o PS, que a tinha chamado), formaram governo.
Não gosto da austeridade que impuseram. Não gosto de alguns disparates que forem feitos. Mas eu, que sou da administração pública embora não no activo, ainda prefiro receber menos do que não receber nada, que será o resultado de uma bancarrota, perigo de que ainda não estamos totalmente livres. Até ver, o PSD e o Governo que formou com o CDS têm a minha confiança. Mas não, não estou satisfeito... e não vejo que haja alternativa. E a figura do actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não me é antipática.
O PS não é uma alternativa.
O antigo líder fugiu mas eu ainda o espero ver sentado, por um dos vários motivos que o justificam, no banco dos réus. O actual, António José Seguro, é uma coisa às segunda, quartas e sextas e outra às terças, quintas e sábados. Aos domingos... depende. Enganei-me ao pensar que podia reabilitar o PS. Talvez seja melhor assim e espero que o líder que se segue também não consiga. O PS não faz falta, lamento ter de dizê-lo.
À esquerda berra-se.
A alternativa do PCP, do BE, da CGTP e dos outros todos que pensam que vivem na Rússia da revolução soviética é berrar, berrar, berrar e agitar bandeiras com slogans extremados do género do "pacto de agressão" e acumular greves "gerais" porque lhes foge a imaginação. Não são de cá, nada têm a ver com a realidade do país, estariam melhor na Grécia a incendiar carros e edfícios e a atirar pedras aos polícias.
Portanto... espero que o Governo PSD/CDS faça o que tem a fazer. Ainda tem o meu voto.
Não o têm, no entanto, os seus autarcas de cá, cuja falta de qualidade se agiganta à medida que o tempo vai passando. Eles e os outros, que se dizem "oposição", competem na idiotice, na confusão, na inépcia e na incompetência.
Tenciono confirmar a minha opinião nas próximas eleições.

sábado, 17 de março de 2012

Obras clandestinas na "rotunda do Greenhill"

É estranho que não haja nada, na "rotunda do Greenhill", que indique o objecto das obras, o custo, a autoria e o prazo. Dá ideia que é coisa confidencial. Ou mesmoclandestina. Ou que foi oferta de algum benfeitor. Ou que não foram por concurso público. Ou que, sendo por ajuste directo, não se pode saber quem foi. Ou que quem as faz e recebe por elas não quer que se saiba. Ou que quem as paga não quer que se saiba. Ou que não são obras públicas.
Até parece que há alguma coisa a esconder...

quinta-feira, 15 de março de 2012

São todos ricos, é?

Já repararam no aumento da factura da água dos Serviços Municipalizados? Não se importam?
Ou são todos ricos como os vereadores e os membros de todos os partidos políticos na Assembleia Municipal que acharam isto muito bem?
Isto é que é um verdadeiro "pacto de agressão" - e subscrito por eles todos: PSD, PS, CDS, PCP e BE - contra os munícipes!
Mas como ninguém se queixa...

terça-feira, 13 de março de 2012

Os autarcas que se armam em donos das freguesias e das câmaras são um atentado à democracia

As criaturas eleitas em 2009 para presidirem a juntas de freguesia e câmaras municipais parecem pequenos sultões que se apropriaram desses órgãos para uso e benefício próprios com carácter vitalício.
Quando protestam contra a reorganização da administração local estão a agir como se fosse tudo deles, iludindo que estão nesses cargos apenas porque para eles foram eleitos. E - por muito que lhes custe - vão ter de disputar eleições outra vez ou ceder os seus lugares já daqui por um ano e meio.
Até por isso é completamente ilegítimo estarem a protestar como protestam porque não podem ter a certeza (salvo se quiserem fazer pequenos golpes de Estado à escala local ou chapeladas eleitorais ainda mais eficazes) de ficarem nessas funções depois de novo acto eleitoral.
O comportamento contestatário dessa imensa mole de idiotas e de políticos da treta é o maior atentado à democracia que já aconteceu desde o 25 de Abril e é adominável que envolva os partidos todos, dos que enchem a boca (e os bolsos) com as "conquistas da Revolução" aos outros que já não.
Se essa repugnante manada tivesse um mínimo de ética tornava bem claro que o problema da oposição a qualquer reforma administrativa é uma questão puramente pessoal, talvez de perdas e de ganhos, e demitia-se, entregando a decisão ao povo. De quem, pelos vistos, têm medo e em quem não confiam.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Adeus, praia da Foz do Arelho?

As dragagens começaram tarde e a época de praia começou mais cedo. E agora?

domingo, 11 de março de 2012

Algumas perguntas ao sultão do Oeste


Quererá fazer-nos o favor de nos dizer que resultados concretos é que foram obtidos, em termos de vantagem para a Região Oeste e não para algumas pessoas ou entidades em particular, desde que está à frente dessa inutilidade que é a "Turismo do Oeste"?
E, já agora, quanto é que gastou desde o início?
E quanto é custou, em promoção e publicidade, cada turista, estrangeiro ou nacional, que veio visitar a Região Oeste durante esse período?

Os autarcas em defesa dos tachos

Isto é uma vergonha e uma obscenidade: os autarcas a defenderem os lugares... que só são deles porque o povo, mal ou bem, os elegeu.
E se fossem todos para a realíssima puta que os pariu?

sexta-feira, 9 de março de 2012

O "Avante" das Caldas

Mesmo na opinião exige-se rigor. E, nos jornais, quando se trata da opinião assumida (e defendida?) pelo próprio jornal e por isso não assinada, a exigência de rigor duplica.
Escrever "era uma verdadeira Padeira de Aljubarrota que hoje devia haver para enfrentar a troika que, quais insaciáveis predadores das finanças portuguesas, estão em Portugal a cortar até ao osso a riqueza do país", como o faz a "Gazeta das Caldas" é uma dupla idiotice e uma dupla falta de rigor.
Como bem o sabe a direcção do jornal, houve um acordo entre o Estado português e três entidades externas e esse acordo foi apoiado por três partidos (PS, então no Governo, PSD e CDS) e rejeitado por dois (que até se recusaram a falar com as três entidades externas).
A tese imbecil e chauvinista da agressão estrangeira (o "pacto de agressão", como dizem) é uma bandeira do PCP e do BE que encobre a incapacidade da extrema-esquerda de encontrar alternativas - sólidas, racionais, exequíveis, credíveis - ao estado de quase bancarrota em que caímos.
É estranho ver a "Gazeta" a empunhar essa bandeira, qual "Avante" das Caldas.
Se a "Gazeta" está à espera, ao adoptar o discurso radicalista da extrema-esquerda, de compensar por aí os leitores compradores que tem perdido talvez devesse tirar o cavalinho da chuva. Os comunistas não costumam pagar a traidores.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Força, senhora secretária de Estado Cecília Meireles!

Os caciques do Oeste e o sultão local António Carneiro quiseram dar "show" na Bolsa de Turismo de Lisboa com um pano onde se lia "Este é o OESTE que vamos manter".
Perante esta representação teatral de baixo gosto a secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, terá dito (há duas versões): "Isto é o que faltava, era o que eles queriam" ou "Isso era o que vocês queriam".
Em qualquer dos casos: bravo, senhora secretária de Estado!
Faça-lhes frente e impeça que se "mantenham" o lixo, a oferta turística desordenada, as publicidades idiotas e um imenso património desaproveitado e subutilizado.
Avance, legisle, ponha ordem nisto e quanto mais depressa melhor.
O Oeste não precisa de caciques nem de sultões. Precisa é de turistas. E o estado a que essa gente deixou chegar o Oeste não traz turistas à região.

Que é feito do projecto imobiliário do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica?

Há um ano foi aprovado pela Assembleia Municipal o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, que alterava as normas para uma extensa zona natural pertencente às freguesias da Serra do Bouro e da Foz do Arelho que não era urbanizável.
O propósito desta alteração foi o de permitir a construção de um imenso projecto imobiliário a ocupar 275 hectares de terreno e para o qual haveria um investimento de 300 milhões de euros.
As obras começariam em 2013.
Até 2021 estariam construídos um "spa", um hotel e "um primeiro aldeamento".
As obras estariam totalmente concluídas em 2041.
As empresas envolvidas no projecto, representando investidores anónimos, não se apresentaram (este blog mostrou quem elas eram) e quem deu a cara foi o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro, que achou ser ético representar simultaneamente os investidores que compraram e queriam comprar terrenos na Serra do Bouro e os residentes na Serra do Bouro que quase foram obrigados a pôr os seus terrenos à venda.
Os partidos mostraram-se excitados com o projecto, porque em teoria o concelho poderia ganhar alguma coisa com esse empreendimento e porque, na prática, talvez esperassem receber alguma coisa dos promotores.
Um ano depois nada aconteceu.
A área delimitada pelo Plano de Pormenor continua pejada de detritos, rebanhos e caçadores e com zonas ardidas.
Os promotores e os investidores do projecto imobiliário continuam sem se apresentarem.
Não há uma única informação, por parte dos promotores, sobre o projecto que tinham.
A Câmara e os partidos políticos, como já é costume, fazem agora de conta que nunca souberam de nada.
Daqui por um ano voltaremos a falar no assunto. Só para que ninguém se esqueça.

Tudo o que foi publicado neste blog sobre o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (incluindo sobre os seus "homens sem rosto" e as empresas e pessoas envolvidas) pode ser lido aqui.

quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Estou com uma certa vontade de fazer uma denúncia à ASAE...

... sobre isto.


A barraca do miradouro da Estrada Atlântica

Porque as autoridades municipais estão - falando bem e depressa e adequadamente à situação - a cagar-se para o assunto.
Deve ser esta a concepção de "atracção turística" que têm...

domingo, 4 de março de 2012

Os funcionários do Fisco estão a deitar-se na cama que eles próprios fizeram

Coitados, não podem andar na rua sozinhos porque se arriscam a ser agredidos (segundo um comunicado sindical aqui publicado).
Podem ter muita razão, claro, mas convém que se lembrem de que durante muitos anos, entrincheirados nos seus balcões e na burocracia com que a incompetência se defende, receberam sempre com arrogância os contribuintes, olhando para qualquer pessoa que se ia queixar ou pedir informações como um maçador ou um criminoso. Agora andam na rua, fora da protecção dos seus balcões e das suas secretárias, e ficam expostos aos contribuintes que, com razão ou sem ela, têm motivos para não os receberem bem.
Como se costuma dizer: estão a deitar-se na cama que eles próprios fizeram.
Aguentem-se e boa sorte. É a vida...

sábado, 3 de março de 2012

"Subsídios": uns de momento não têm, outros nunca os tiveram...


"Sem subsídio de Natal - Sem subsídio de férias - Sem hospital - O que fazemos? - Morremos!" - é isto que está escrito no improvisado cartaz carregado pela manifestante da fotografia (retirada daqui).
É possível que a pessoa em questão, ou algum seu familiar, tenha uma condição clínica tão desgraçada que sem os "subsídos" (dessa pessoa ou desta manifestante), cumulativamente com a falta de um hospital, a sua vida está em risco absoluto. Morrer é isso. E até pode ser o caso.
Mas, se não é, o desabafo desta proclamação é um equívoco, ele próprio muito perigoso.
A retirada dos 13.º e 14.º meses pagos à administração pública (cuja reposição, total ou parcial, as organizações sindicais já deviam começar a negociar para 2014) é prejudicial para muita gente e cria situações muito difíceis a quem, por efectiva necessidade ou hábito, tem vivido até agora com onze meses de trabalho, um de férias e catorze meses de remuneração completa.
Dizer - salvo numa situação de excepção - que se morre com a perda da remuneração desses dois meses extra é quase troçar dos muitos milhares de pessoas que, por inexistência de alternativas ou por opção própria, trabalham sem férias pagas e sem esses "subsídios".
Convém ter a noção das proporções.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Tipo cornos na rotunda



Esta armação de madeira, que alguém achou por bem enfeitar com uma fita natalícia, está há meses na "rotunda do Greenhill".
Serviu de base (legalmente?) a um enorme catrapázio de publicidade ao Intermarché de São Martinho do Porto e depois ficou assim, como se fosse uma escultura de arte moderna tipo cornos numa das rotundas mais movimentadas de uma zona de passeio.
Ninguém - e muito menos os "especialistas" Hugo Oliveira e António Carneiro, se preocupa com o mau aspecto da coisa. Que, aliás, está agora bem enquadrada pelo estaleiro montado no local para umas obras filhas de pai incógnito.
E depois admirem-se de este recanto do Oeste não captar turistas. Alguém quer pagar para ver coisas destas?

Como a GNR perde a autoridade moral que devia ter

Se os funcionários da GNR que fizeram isto não forem (exemplarmente) punidos, é a própria corporação que perde toda a autoridade (pelo menos, moral) para impor seja o que for aos cidadãos da República.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sete conclusões sobre a polémica em torno do desmantelamento do Hospital


Eis o que se pode concluir do pouco que se vai percebendo sobre o desmantelamento do Hospital das Caldas e sobre a confusão já instalada:

1- Há a intenção, por parte do Ministério da Saúde, de ter serviços hospitalares complementares em Caldas da Rainha e Torres Vedras. Os cinquenta quilómetros que separam as duas cidades podem, num mapa, parecer uma distância insignificante quando vistos de Lisboa mas se podem servir para certas urgências não servem para outros serviços que, verdadeiramente, deviam ser prestados nos centros de saúde e não nos hospitais.

2 - O presidente da Câmara, Fernando Costa, estava informado do projecto, ou das intenções, e quis aproveitar para negociar com o Ministério da Saúde, "trocando" parte do hospital das Caldas pelo Hospital Termal.

3 - A fuga de informação, aproveitando o folclore dos protestos do encerramento da Linha do Oeste, visou tornar a coisa mais fácil de ser aceite pela população e enfraquecer a posição de Fernando Costa, que ficou entalado entre as reivindicações da sua população e o diálogo com o Ministério da Saúde.

4 - O pouco que se sabe (apesar da extensa carta de intenções que o "Jornal das Caldas", e bem, divulgou) radicalizou as posições: a população não aceita "perder" o hospital (mesmo que, possivelmente, não o perca na realidade) mas não há ninguém que lhe diga o que é que pode ganhar em troca.

5 - Quanto aos partidos, estão de mãos atadas. O PSD, além de estar tolhido pelos objectivos de Fernando Costa, não tem informações suficientes para se pronunciar. O CDS está num limbo feito de "nim". O PS e o PCP já começaram aos gritos, como lhes compete, mas não só não têm informações como não querem contrapor nada, o que os torna - como já é costume - irrelevantes. O BE ainda anda fixado na Linha do Oeste mas já percebeu que tem neste tema um pasto farto para a sua "agitprop".

6 - A população, em geral, tem razões para estar preocupada mas, salvo algumas iniciativas desgarradas das elites da cidade, não encontra um interlocutor capaz de ouvir as suas queixas.

7 - Ou seja: nada de novo, a não ser o tema, e a mesma incapacidade de sempre em resolver alguma coisa.