Terça-feira, 6 de Março de 2012

Estou com uma certa vontade de fazer uma denúncia à ASAE...

... sobre isto.


A barraca do miradouro da Estrada Atlântica

Porque as autoridades municipais estão - falando bem e depressa e adequadamente à situação - a cagar-se para o assunto.
Deve ser esta a concepção de "atracção turística" que têm...

Domingo, 4 de Março de 2012

Os funcionários do Fisco estão a deitar-se na cama que eles próprios fizeram

Coitados, não podem andar na rua sozinhos porque se arriscam a ser agredidos (segundo um comunicado sindical aqui publicado).
Podem ter muita razão, claro, mas convém que se lembrem de que durante muitos anos, entrincheirados nos seus balcões e na burocracia com que a incompetência se defende, receberam sempre com arrogância os contribuintes, olhando para qualquer pessoa que se ia queixar ou pedir informações como um maçador ou um criminoso. Agora andam na rua, fora da protecção dos seus balcões e das suas secretárias, e ficam expostos aos contribuintes que, com razão ou sem ela, têm motivos para não os receberem bem.
Como se costuma dizer: estão a deitar-se na cama que eles próprios fizeram.
Aguentem-se e boa sorte. É a vida...

Sábado, 3 de Março de 2012

"Subsídios": uns de momento não têm, outros nunca os tiveram...


"Sem subsídio de Natal - Sem subsídio de férias - Sem hospital - O que fazemos? - Morremos!" - é isto que está escrito no improvisado cartaz carregado pela manifestante da fotografia (retirada daqui).
É possível que a pessoa em questão, ou algum seu familiar, tenha uma condição clínica tão desgraçada que sem os "subsídos" (dessa pessoa ou desta manifestante), cumulativamente com a falta de um hospital, a sua vida está em risco absoluto. Morrer é isso. E até pode ser o caso.
Mas, se não é, o desabafo desta proclamação é um equívoco, ele próprio muito perigoso.
A retirada dos 13.º e 14.º meses pagos à administração pública (cuja reposição, total ou parcial, as organizações sindicais já deviam começar a negociar para 2014) é prejudicial para muita gente e cria situações muito difíceis a quem, por efectiva necessidade ou hábito, tem vivido até agora com onze meses de trabalho, um de férias e catorze meses de remuneração completa.
Dizer - salvo numa situação de excepção - que se morre com a perda da remuneração desses dois meses extra é quase troçar dos muitos milhares de pessoas que, por inexistência de alternativas ou por opção própria, trabalham sem férias pagas e sem esses "subsídios".
Convém ter a noção das proporções.

Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Tipo cornos na rotunda



Esta armação de madeira, que alguém achou por bem enfeitar com uma fita natalícia, está há meses na "rotunda do Greenhill".
Serviu de base (legalmente?) a um enorme catrapázio de publicidade ao Intermarché de São Martinho do Porto e depois ficou assim, como se fosse uma escultura de arte moderna tipo cornos numa das rotundas mais movimentadas de uma zona de passeio.
Ninguém - e muito menos os "especialistas" Hugo Oliveira e António Carneiro, se preocupa com o mau aspecto da coisa. Que, aliás, está agora bem enquadrada pelo estaleiro montado no local para umas obras filhas de pai incógnito.
E depois admirem-se de este recanto do Oeste não captar turistas. Alguém quer pagar para ver coisas destas?

Como a GNR perde a autoridade moral que devia ter

Se os funcionários da GNR que fizeram isto não forem (exemplarmente) punidos, é a própria corporação que perde toda a autoridade (pelo menos, moral) para impor seja o que for aos cidadãos da República.

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Sete conclusões sobre a polémica em torno do desmantelamento do Hospital


Eis o que se pode concluir do pouco que se vai percebendo sobre o desmantelamento do Hospital das Caldas e sobre a confusão já instalada:

1- Há a intenção, por parte do Ministério da Saúde, de ter serviços hospitalares complementares em Caldas da Rainha e Torres Vedras. Os cinquenta quilómetros que separam as duas cidades podem, num mapa, parecer uma distância insignificante quando vistos de Lisboa mas se podem servir para certas urgências não servem para outros serviços que, verdadeiramente, deviam ser prestados nos centros de saúde e não nos hospitais.

2 - O presidente da Câmara, Fernando Costa, estava informado do projecto, ou das intenções, e quis aproveitar para negociar com o Ministério da Saúde, "trocando" parte do hospital das Caldas pelo Hospital Termal.

3 - A fuga de informação, aproveitando o folclore dos protestos do encerramento da Linha do Oeste, visou tornar a coisa mais fácil de ser aceite pela população e enfraquecer a posição de Fernando Costa, que ficou entalado entre as reivindicações da sua população e o diálogo com o Ministério da Saúde.

4 - O pouco que se sabe (apesar da extensa carta de intenções que o "Jornal das Caldas", e bem, divulgou) radicalizou as posições: a população não aceita "perder" o hospital (mesmo que, possivelmente, não o perca na realidade) mas não há ninguém que lhe diga o que é que pode ganhar em troca.

5 - Quanto aos partidos, estão de mãos atadas. O PSD, além de estar tolhido pelos objectivos de Fernando Costa, não tem informações suficientes para se pronunciar. O CDS está num limbo feito de "nim". O PS e o PCP já começaram aos gritos, como lhes compete, mas não só não têm informações como não querem contrapor nada, o que os torna - como já é costume - irrelevantes. O BE ainda anda fixado na Linha do Oeste mas já percebeu que tem neste tema um pasto farto para a sua "agitprop".

6 - A população, em geral, tem razões para estar preocupada mas, salvo algumas iniciativas desgarradas das elites da cidade, não encontra um interlocutor capaz de ouvir as suas queixas.

7 - Ou seja: nada de novo, a não ser o tema, e a mesma incapacidade de sempre em resolver alguma coisa.

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

"Jornal das Caldas": há três semanas à quarta-feira

É quase a medo que escrevo isto, não vá ter sido um simples acaso: já são três as semanas, seguidas, em que "O Jornal das Caldas" já me chega à quarta-feira, que é o seu dia de saída. Não sei que entidade (a empresa do jornal, quem o faz, a empresa que o imprime, os CTT) é que deve levar os parabéns, por isso não os desperdiço.

Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Obras filhas de pai incógnito

O estaleiro montado há várias semanas na "rotunda do Greenhill", no acesso a um dos miradouros naturais para o Atlântico, serve para quê? Talvez para os especialistas em turismo Hugo Oliveira e António Carneiro convencerem as empresas do sector a virem ver estes prodígios caldenses...

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Uma atracção turística na Estrada Atlântica...

... que o vereador Hugo Oliveira e o "especialista" António Carneiro podem tentar promover:


O que resta do restaurante Jotemar... enquanto ninguém lhe pega fogo definitivamente.

Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

O problema do "concurso" de gastronomia

Respondendo a uma visitante com interesse na matéria e em jeito de esclarecimento sobre este 15.º Concurso de Gastronomia que deu azo a uma girândola de tolices por parte de quem tinha a obrigação institucional de não as dizer e que excita, mais uma vez, o "Jornal das Caldas" e a "Gazeta das Caldas":

O problema não é a qualidade dos restaurantes premiados e deles só conheço a Adega do Albertino.
O problema é o carácter exclusivo de que a coisa se reveste, com os jornais a irem acriticamente atrás dos discursos oficiais que fazem dos participantes (inscritos para o efeito) os únicos restaurantes de mérito existentes no concelho.
Esta divisão, estupidamente estimulada, só faz com que este tipo de "concurso" seja cada vez mais restritivo e irrelevante. E que divida aquilo que devia estar unido.
Será que é isso que querem as entidades oficiais?

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Perigo de incêndio

Basta sair da cidade e andar aí pelas estradas do interior (o que as elites das Caldas não fazem, porque só conhecem a cidade e o resto para elas não existe) para ver como há terrenos e bermas cheias de restos de folhagem, de ramadas e até de pinhas de árvores que foram sendo abatidas (eucaliptos e pinheiros).
São vastas extensões de matérias vegetais secas e altamente inflamáveis, muitas vezes próximas de habitações e onde estão "plantados" postes da EDP e da PT e onde, com algumas chamas e uma brisa, se podem desencadear incêndios de grandes dimensões.
É possível que a responsabilidade da limpeza caiba aos proprietários dos terrenos, se são conhecidos, e até se percebe que, mal ou bem, o material inflamável está em locais obviamente públicios.
Mas é para isso que existem autoridades como a GNR e entidades como a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia, os Bombeiros e a Protecção Civil.
Ou estão todos à espera da primeira tragédia?...

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Ó senhor vereador, vá dar uma volta!...

Com o ar cândido de auto-satisfação inchada pela barriguinha que tão bem o caracteriza, o sagaz vereador Hugo Oliveira disse na sessão masturbatória final do 15.º "concurso" de (alguns) restaurantes que ia reunir-se "com as operadoras que estão na Bolsa de Turismo de Lisboa e tentar perceber porque não param nas Caldas com tanta intensidade como faziam antes”.
Eu poupo-lhe a maçada, senhor vereador.
Aceite um conselho grátis: vá dar uma volta. Vá andar por aí e veja o estado de porcaria e de abandono em que o concelho se encontra e a miséria de promoção turística desse sultanato que é o "Turismo do Oeste". Saia do seu gabinete e das suas festividades "brancas" e meta-se à estrada. Vá e veja. A realidade que a falência da gestão camarária sua e dos seus camaradas nos deixa não é a colecção de fotografias bonitinhas com que enfeita o seu site.
E se depois continuar a não conseguir "perceber"... bom, a situação é mais séria mas acredito que umas férias de quatro anos, ou mais, dos afazeres camarários poderão ajudar.

Os outros restaurantes não prestam, pois não? Portanto, escondem-se do turismo e excluem-se...

A Cabana do Pescador, o Cortiço, o Dona Alentejana, A Lareira, Os Queridos, o Sabores de Itália, o Solar dos Amigos e a Taberna do Manelvina são restaurantes do concelho de ambientes, opções gastronómicas e preços diferentes onde eu me sinto sempre bem, cuja qualidade elogio e que recomendo.
Qualquer uma das destas casas cabe de pleno direito em qualquer roteiro gastronómico e turístico do concelho das Caldas da Rainha. Mas nenhuma delas foi a esse acto de masturbação mútua que, mais uma vez, foi o "Concurso de Gastronomia" que abrange (alguns) restaurantes de Caldas da Rainha e de Óbidos.
No entanto, é este "concurso", que exclui parte significativa da restauração destes concelhos, que é considerado um "indicador óptimo" para os operadores turísticos. Os outros, portanto, não constam. Não foram a concurso... pelo que podem ser ignorados e desprezados. E só não o seriam se, para mal deles e nosso, fossem tasquinhas!...
Esta exclusão de restaurantes que não merecem, nem podem nem devem, ser excluídos é feita pela criatura que ainda dirige essa estrutura fantasmática que é o "Turismo do Oeste", que é a mesma pessoa que elogiou as tasquinhas como LINK e que criou uma "marca Oeste" clandestina (ou envergonhada?) segundo as imorredoiras palavras do vereador Hugo Oliveira.
Admiram-se que, com circunstâncias destas, o turismo da região não progrida?

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Onde é que ela está, senhor vereador Hugo Oliveira?!

... Diga a toda a gente, não faça segredo: onde é que está, que ninguém a vê, a "marca Oeste" que - segundo garantiu (e nesse sentido testemunha o "Jornal das Caldas") - foi criada por esse prodígio de sabedoria e de competência que é o mundialmente famoso António Carneiro, sultão da universalmente famosa "Turismo do Oeste"?!
E a "marca Oeste" será o quê? Um manguito? O das Caldas? Um "Bordallo"? Um "príapo"? Uma cavaca? A D. Leonor? Uma cabeça de peixe fálica? Uma tasquinha? E qual? Um caracol da Serra do Bouro? Uma amêijoa da Lagoa de Óbidos? As chaves inaugurais do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica? Um pendão de plástico? A efígie do Dr. Fernando Costa com perfil leninista? A cinturinha de vespa da sua rival? Uma "tia" vestida de branco? Um taco de golfe?
Senhor vereador, os caldenses e os oestinos - não, o Mundo inteiro! - tremem de curiosidade por saber qual será essa maravilha!...

1000

Este é o milésimo post desde que O das Caldas nasceu em Dezembro de 2009. E até este momento este blog já teve 23 973 visualizações, com uma média de 49 visualizações por dia.

À praia, cidadãos

É chata a seca mas já começa a dar para ir à praia. À Foz do Arelho é que não, claro.

Recordando...

... o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

O condutor do VW 54-JO-29 deve ser mesmo deficiente...

... porque estacionou hoje, às 16 horas, num dos espaços de estacionamento reservados a deficientes do Continente sem ter dístico de deficiente motor.

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Não gostam de trabalhar... têm tolerância de ponto!

O pessoal dos CTT - que gosta tão pouco de trabalhar que até tem um "subsídio de incómodos" - está a descansar amanhã, terça-feira. Coitaditos, bem precisam...

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

João de Deus Valongo já libertou o seu "prisioneiro" e a GNR já o visitou

Já vi à solta em dois dias diferentes, dentro do estaleiro, o cão que a empresa João de Deus Valongo mantinha aprisionado num espaço exíguo do seu estaleiro (como aqui e aqui escrevemos).
A situação foi entretanto objecto de uma diligência da GNR, através do seu Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que elaborou um auto de notícia por contra-ordenação (número 278/11) devido à falta de licença e de registo do animal em questão.
O auto de notícia foi remetido à Junta de Freguesia da Serra do Bouro com o habitual "para os fins tidos por convenientes". Sabendo-se como o presidente desta junta de freguesia é unha com carne com a João de Deus Valongo pode calcular-se o resultado.
O mais importante, a confirmar-se, é no entanto a libertação do animal.
O estaleiro é um espaço delimitado onde ele pode andar à vontade e decerto que conseguirá proteger-se melhor do frio desta maneira do que manietado no cubículo onde se encontrava.
Ficando satisfeito por poder ter ajudado a resolver isto, ficarei ainda mais satisfeito se os responsáveis da João de Deus Valongo tiverem percebido o erro desumano e cruel que estavam a cometer.