Coitados, não podem andar na rua sozinhos porque se arriscam a ser agredidos (segundo um comunicado sindical aqui publicado).
Podem ter muita razão, claro, mas convém que se lembrem de que durante muitos anos, entrincheirados nos seus balcões e na burocracia com que a incompetência se defende, receberam sempre com arrogância os contribuintes, olhando para qualquer pessoa que se ia queixar ou pedir informações como um maçador ou um criminoso. Agora andam na rua, fora da protecção dos seus balcões e das suas secretárias, e ficam expostos aos contribuintes que, com razão ou sem ela, têm motivos para não os receberem bem.
Como se costuma dizer: estão a deitar-se na cama que eles próprios fizeram.
Aguentem-se e boa sorte. É a vida...
Mostrar mensagens com a etiqueta Finanças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Finanças. Mostrar todas as mensagens
domingo, 4 de março de 2012
Os funcionários do Fisco estão a deitar-se na cama que eles próprios fizeram
domingo, 11 de dezembro de 2011
Incongruências fiscais
É difícil de perceber a incongruência: enquanto na ribalta da Assembleia da República o PCP e o Bloco de Esquerda protestam contra o aumento de impostos, no recato da Assembleia Municipal aqui do concelho os mesmos partidos protestam contra a redução dos efeitos do IRS e do IMI na vida dos caldenses.
Etiquetas:
Finanças,
idiotas,
partidos políticos,
política nacional
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Mais uma maneira manhosa de as Finanças nos extorquirem dinheiro
Durante dois dias, de sexta-feira até ontem, o portal das Finanças esteve inacessível para "manutenção". "Manutenção" que cai estranhamente em cima do período do final do prazo para a entrega da declaração do IVA e de outros documentos, coisas que abrangem centenas de milhares de contribuintes e de técnicos oficiais de contas.
Quem não conseguir resolver o problema, arrisca-se a pagar uma multa por entregar "fora de prazo" (que termina amanhã).
Sabendo-se como esta malta funciona, e como é até é capaz de tentar cobrar dívidas a mortos, faz pensar se não se terá juntado o útil ao agradável: fazer a "manutenção" e criar condições para arranjar mais algumas receitas extraordinárias.
Teoria da conspiração, dirão alguns. Só se forem suficientemente ingénuos para acreditarem que o Estado é uma pessoa de bem, direi eu.
Actualizando: saúdo a posição da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, aqui e aqui noticiada.
Quem não conseguir resolver o problema, arrisca-se a pagar uma multa por entregar "fora de prazo" (que termina amanhã).
Sabendo-se como esta malta funciona, e como é até é capaz de tentar cobrar dívidas a mortos, faz pensar se não se terá juntado o útil ao agradável: fazer a "manutenção" e criar condições para arranjar mais algumas receitas extraordinárias.
Teoria da conspiração, dirão alguns. Só se forem suficientemente ingénuos para acreditarem que o Estado é uma pessoa de bem, direi eu.
Actualizando: saúdo a posição da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, aqui e aqui noticiada.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O canto dos pássaros, a qualidade de vida... e o perigo do Fisco
António Delgado, professor da ESAD, publicou um interessante artigo no "Jornal das Caldas" ("Canto dos passáros e qualidade de vida"), defendendo que, um pouco à semelhança do que se fez em Inglaterra, os pássaros existentes num determinado local possam ser considerados para a medição do índice da qualidade de vida.
É uma boa ideia porque é muito mais agradável ouvir o canto dos pássaros em liberdade, e vê-los, do que o ruído infernal dos carros. O problema é se uma medida tendente a defender a Natureza se transforma em mais um forma de o Fisco nos penalizar na avaliação dos nossos imóveis. Desta forma: quanto maior o número de pássaros (e aves) existentes numa propriedade ou ao seu redor ou na sua proximidade, mais Imposto Municipal sobre Imóveis se pagaria!
É uma boa ideia porque é muito mais agradável ouvir o canto dos pássaros em liberdade, e vê-los, do que o ruído infernal dos carros. O problema é se uma medida tendente a defender a Natureza se transforma em mais um forma de o Fisco nos penalizar na avaliação dos nossos imóveis. Desta forma: quanto maior o número de pássaros (e aves) existentes numa propriedade ou ao seu redor ou na sua proximidade, mais Imposto Municipal sobre Imóveis se pagaria!
sábado, 22 de maio de 2010
Uma lição sobre impostos, comércio e competitividade
(Diálogo entre cliente e vendedora na loja que vende jornais e revistas no Centro Comercial Vivaci, de Caldas da Rainha.)
- Dê-me a factura, se faz favor.
- Não temos sistema. Há três dias que não temos sistema. O preço está no jornal.
- Mas é obrigatório emitir factura.
- Mas não temos sistema...
- É essa a resposta que dá a um fiscal das Finanças se cá vier perguntar por que motivo é que não emite facturas?
- Não é obrigado a comprar aqui. Pode ir comprar a outro lado.
- Eu vim aqui gastar 2,95 € num jornal mas tenho dinheiro para vir aqui gastar 100 €. Está a dizer-me para eu ir gastar dinheiro noutra loja?
- Eu não tenho culpa, não temos sistema.
- Dê-me a factura, se faz favor.
- Não temos sistema. Há três dias que não temos sistema. O preço está no jornal.
- Mas é obrigatório emitir factura.
- Mas não temos sistema...
- É essa a resposta que dá a um fiscal das Finanças se cá vier perguntar por que motivo é que não emite facturas?
- Não é obrigado a comprar aqui. Pode ir comprar a outro lado.
- Eu vim aqui gastar 2,95 € num jornal mas tenho dinheiro para vir aqui gastar 100 €. Está a dizer-me para eu ir gastar dinheiro noutra loja?
- Eu não tenho culpa, não temos sistema.
Subscrever:
Mensagens (Atom)