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sábado, 28 de abril de 2012

As eleições de 2013, a entrevista de Miguel Relvas e a hora dos independentes

Está na hora de os cidadãos independentes começarem a pensar nas próximas eleições autárquicas. Esta entrevista do ministro Miguel Relvas à "Gazeta das Caldas" tem elementos úteis para uma reflexão e o movimento encabeçado por Teresa Serrenho (o MVC) tem a obrigação cívica de dinamizar o tema no concelho, na cidade e fora dela.
Voltarei ao assunto (com a análise da entrevista.)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Porque é que os caldenses não protestam contra o aumento brutal das tarifas da água?


- Porque vêem mal e não conseguem ler as letras pequeninas do verso da factura.
- Porque não sabem fazer contas.
- Porque são todos bois mansos.
- Porque acreditam na Câmara, nos partidos e no Pai Natal.
- Porque não se lavam.
- Porque são submissos.
- Porque são ricos.
- Porque têm medo de represálias.
- Porque não tencionam pagar.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não, não ando satisfeito com este Governo... mas não vejo que haja alternativa

Pergunta-me directamente uma leitora: "Tem andado muito calado depois de já ter defendido o PSD e o actual governo. Já mudou de opinião?"
E eu respondo, começando por recordar que foi há cerca de um ano que o anterior primeiro-ministro se viu obrigado a reconhecer a ineficácia e a incompetência de tudo aquilo que, com visível dolo, andava a fazer e obrigava os seus a fazer e que fez o "ò tio, ò tio" de chamar as instâncias internacionais para emprestarem dinheiro ao Estado que geriu mal e/ou para proveito próprio e dos seus clientes e fiéis.
Com isso, o PS quis alijar toda a responsabilidade que teve na situação de quase bancarrota a que chegámos. É preciso não esquecer que, em 16 anos de administração do Estado (de 1995 a 2011), o PS esteve 14 anos no Governo. E que entre 1976 e 2011 o PS esteve no Governo durante 22 anos e o PSD esteve 13 anos.
O PSD e o CDS venceram as eleições em 2011 e, depois de terem assinado o Memorando de Entendimento com a "troika" (tal como o PS, que a tinha chamado), formaram governo.
Não gosto da austeridade que impuseram. Não gosto de alguns disparates que forem feitos. Mas eu, que sou da administração pública embora não no activo, ainda prefiro receber menos do que não receber nada, que será o resultado de uma bancarrota, perigo de que ainda não estamos totalmente livres. Até ver, o PSD e o Governo que formou com o CDS têm a minha confiança. Mas não, não estou satisfeito... e não vejo que haja alternativa. E a figura do actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não me é antipática.
O PS não é uma alternativa.
O antigo líder fugiu mas eu ainda o espero ver sentado, por um dos vários motivos que o justificam, no banco dos réus. O actual, António José Seguro, é uma coisa às segunda, quartas e sextas e outra às terças, quintas e sábados. Aos domingos... depende. Enganei-me ao pensar que podia reabilitar o PS. Talvez seja melhor assim e espero que o líder que se segue também não consiga. O PS não faz falta, lamento ter de dizê-lo.
À esquerda berra-se.
A alternativa do PCP, do BE, da CGTP e dos outros todos que pensam que vivem na Rússia da revolução soviética é berrar, berrar, berrar e agitar bandeiras com slogans extremados do género do "pacto de agressão" e acumular greves "gerais" porque lhes foge a imaginação. Não são de cá, nada têm a ver com a realidade do país, estariam melhor na Grécia a incendiar carros e edfícios e a atirar pedras aos polícias.
Portanto... espero que o Governo PSD/CDS faça o que tem a fazer. Ainda tem o meu voto.
Não o têm, no entanto, os seus autarcas de cá, cuja falta de qualidade se agiganta à medida que o tempo vai passando. Eles e os outros, que se dizem "oposição", competem na idiotice, na confusão, na inépcia e na incompetência.
Tenciono confirmar a minha opinião nas próximas eleições.

quinta-feira, 15 de março de 2012

São todos ricos, é?

Já repararam no aumento da factura da água dos Serviços Municipalizados? Não se importam?
Ou são todos ricos como os vereadores e os membros de todos os partidos políticos na Assembleia Municipal que acharam isto muito bem?
Isto é que é um verdadeiro "pacto de agressão" - e subscrito por eles todos: PSD, PS, CDS, PCP e BE - contra os munícipes!
Mas como ninguém se queixa...

terça-feira, 13 de março de 2012

Os autarcas que se armam em donos das freguesias e das câmaras são um atentado à democracia

As criaturas eleitas em 2009 para presidirem a juntas de freguesia e câmaras municipais parecem pequenos sultões que se apropriaram desses órgãos para uso e benefício próprios com carácter vitalício.
Quando protestam contra a reorganização da administração local estão a agir como se fosse tudo deles, iludindo que estão nesses cargos apenas porque para eles foram eleitos. E - por muito que lhes custe - vão ter de disputar eleições outra vez ou ceder os seus lugares já daqui por um ano e meio.
Até por isso é completamente ilegítimo estarem a protestar como protestam porque não podem ter a certeza (salvo se quiserem fazer pequenos golpes de Estado à escala local ou chapeladas eleitorais ainda mais eficazes) de ficarem nessas funções depois de novo acto eleitoral.
O comportamento contestatário dessa imensa mole de idiotas e de políticos da treta é o maior atentado à democracia que já aconteceu desde o 25 de Abril e é adominável que envolva os partidos todos, dos que enchem a boca (e os bolsos) com as "conquistas da Revolução" aos outros que já não.
Se essa repugnante manada tivesse um mínimo de ética tornava bem claro que o problema da oposição a qualquer reforma administrativa é uma questão puramente pessoal, talvez de perdas e de ganhos, e demitia-se, entregando a decisão ao povo. De quem, pelos vistos, têm medo e em quem não confiam.

domingo, 11 de março de 2012

Os autarcas em defesa dos tachos

Isto é uma vergonha e uma obscenidade: os autarcas a defenderem os lugares... que só são deles porque o povo, mal ou bem, os elegeu.
E se fossem todos para a realíssima puta que os pariu?

sexta-feira, 9 de março de 2012

O "Avante" das Caldas

Mesmo na opinião exige-se rigor. E, nos jornais, quando se trata da opinião assumida (e defendida?) pelo próprio jornal e por isso não assinada, a exigência de rigor duplica.
Escrever "era uma verdadeira Padeira de Aljubarrota que hoje devia haver para enfrentar a troika que, quais insaciáveis predadores das finanças portuguesas, estão em Portugal a cortar até ao osso a riqueza do país", como o faz a "Gazeta das Caldas" é uma dupla idiotice e uma dupla falta de rigor.
Como bem o sabe a direcção do jornal, houve um acordo entre o Estado português e três entidades externas e esse acordo foi apoiado por três partidos (PS, então no Governo, PSD e CDS) e rejeitado por dois (que até se recusaram a falar com as três entidades externas).
A tese imbecil e chauvinista da agressão estrangeira (o "pacto de agressão", como dizem) é uma bandeira do PCP e do BE que encobre a incapacidade da extrema-esquerda de encontrar alternativas - sólidas, racionais, exequíveis, credíveis - ao estado de quase bancarrota em que caímos.
É estranho ver a "Gazeta" a empunhar essa bandeira, qual "Avante" das Caldas.
Se a "Gazeta" está à espera, ao adoptar o discurso radicalista da extrema-esquerda, de compensar por aí os leitores compradores que tem perdido talvez devesse tirar o cavalinho da chuva. Os comunistas não costumam pagar a traidores.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sete conclusões sobre a polémica em torno do desmantelamento do Hospital


Eis o que se pode concluir do pouco que se vai percebendo sobre o desmantelamento do Hospital das Caldas e sobre a confusão já instalada:

1- Há a intenção, por parte do Ministério da Saúde, de ter serviços hospitalares complementares em Caldas da Rainha e Torres Vedras. Os cinquenta quilómetros que separam as duas cidades podem, num mapa, parecer uma distância insignificante quando vistos de Lisboa mas se podem servir para certas urgências não servem para outros serviços que, verdadeiramente, deviam ser prestados nos centros de saúde e não nos hospitais.

2 - O presidente da Câmara, Fernando Costa, estava informado do projecto, ou das intenções, e quis aproveitar para negociar com o Ministério da Saúde, "trocando" parte do hospital das Caldas pelo Hospital Termal.

3 - A fuga de informação, aproveitando o folclore dos protestos do encerramento da Linha do Oeste, visou tornar a coisa mais fácil de ser aceite pela população e enfraquecer a posição de Fernando Costa, que ficou entalado entre as reivindicações da sua população e o diálogo com o Ministério da Saúde.

4 - O pouco que se sabe (apesar da extensa carta de intenções que o "Jornal das Caldas", e bem, divulgou) radicalizou as posições: a população não aceita "perder" o hospital (mesmo que, possivelmente, não o perca na realidade) mas não há ninguém que lhe diga o que é que pode ganhar em troca.

5 - Quanto aos partidos, estão de mãos atadas. O PSD, além de estar tolhido pelos objectivos de Fernando Costa, não tem informações suficientes para se pronunciar. O CDS está num limbo feito de "nim". O PS e o PCP já começaram aos gritos, como lhes compete, mas não só não têm informações como não querem contrapor nada, o que os torna - como já é costume - irrelevantes. O BE ainda anda fixado na Linha do Oeste mas já percebeu que tem neste tema um pasto farto para a sua "agitprop".

6 - A população, em geral, tem razões para estar preocupada mas, salvo algumas iniciativas desgarradas das elites da cidade, não encontra um interlocutor capaz de ouvir as suas queixas.

7 - Ou seja: nada de novo, a não ser o tema, e a mesma incapacidade de sempre em resolver alguma coisa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Água: mais 1 euro na conta mensal... pelo menos

A partir de hoje, a população do concelho de Caldas da Rainha vai pagar, em média, mais 1 euro por mês devido ao aumento do preço da água e à sua repercussão nos custos lançados em todas as facturas (como aqui demonstrei).
A Câmara fez um comunicado idiota e enganador para distrair as atenções e o PS, o PCP e o BCE (incompetentes, aliados à maioria PSD/CDS ou simplesmente burros) estiveram-se nas tintas. Para o aumento, para a estrutura da factura da água... e para a população. O que também já é costume.
Eu gostava, muito sinceramente, de estar enganado (também pago a água e o resto que serve para as reconfortantes mordomias dos Serviços Municipalizados) mas o silêncio em torno do que escrevi - e que foi lido, e não poucas vezes, por quem tinha o dever de esclarecer com verdade - só reforça as minhas convicções.
Façam as contas, leitores.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O PCP: os piores cegos são aqueles que não querem ver

Cultivando o tipo de imaginação frenética que caracteriza todo o PCP, o deputado municipal Vítor Fernandes ocupa uma página inteira da "Gazeta" a queixar-se de que não tem sorte nenhuma no que faz, enumerando as suas intervenções sobre assuntos tão relevantes como a defunta Linha do Oeste ou os incómodos de alguns moradores da cidade por causa das obras.
Relativamente, por exemplo, ao aumento do preço da água e aos problemas reais das freguesias rurais nada diz.
Isto demonstra bem a irrelevância crescente dos comunistas, que parecem cegos eternamente aprisionados num labirinto cheio de fantasmas.
São "os mais combativos"? Podem ser mas não é pelo que interessa às populações.


(Fiz um comentário a esta notícia na edição on line da "Gazeta das Caldas" que não foi publicado, o que é estranho.)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não conseguem demonstrar que estou enganado... pois não?

A conta da água vai aumentar cerca de 1 euro por mês. Pelo menos. Demonstrei-o aqui. Haverá alguém capaz de dizer que não é verdade e de o demonstrar?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Independentes sim, salta-pocinhas não!...

Se esta iniciativa se destina a estimular a participação dos independentes na política fica mal aos seus organizadores irem buscar o jurista Freitas do Amaral. Este cristão-novo da "tudologia" não é um independente mas um salta-pocinhas da política.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O aumento do preço da água: mais 1 euro por mês, pelo menos...

Um visitante fez-nos chegar uma factura dos Serviços Municipalizados de valor modesto que serve para ilustrar bem a situação de iniquidade do custo do abastecimento de água e o significado do seu amento.
Este cliente da Câmara das Caldas tem a seguinte factura:

"Conta da Água" - 7.13€
"Conta Trat. Esgotos" - 4€
"Serviços Diversos" - 2.45€
IVA - 0.43€
Total - 14.01€

Ou seja, metade da conta é da água efectivamente consumida. A outra metade... é de tudo o resto. Dá para o "Trat. Esgotos" e para as rupturas, para os popós de função da Câmara e dos Serviços Municipalizados e sabe-se lá para que mais.
O item dos "Serviços Diversos" é uma percentagem, que passa dos 30 por cento (e cujo critério é incompreensível). Neste caso são 34%.
Se aplicarmos ao custo efectivo da água que é de 7.13€ os 10 por cento de aumento, teremos um valor de 7.84€.
Se aplicarmos a mesma taxa de 34% para os "Serviços Diversos" a este valor teremos um valor de 2.66€.
A estes aumentos soma-se o que se repercute no IVA que, a 6 por cento, é aplicado aos "Serviços Diversos". O que a um valor de 2.66€ dá mais 0.16€.
Ou seja, com o tal aumento de 10 por cento que a Câmara acha muito bem e que as oposições se calhar não percebem porque os seus activistas não precisam de andar a contar os cêntimos para sobreviverem, uma factura de 14.01€ - quem nem é um valor muito elevado - passará para 15.30€. Ou seja, mais 1 euro e 29 cêntimos.
Repetimos o que já escrevemos: se a maioria que aumentou o preço da água e as oposições que se limitam a fazer figura de corpo presente quisessem prejudicar menos os munícipes tinham reduzido as parcelas manhosas da "Cont. Trat. Esgotos" e/ou dos "Serviços Diversos".

sábado, 7 de janeiro de 2012

Um "esclarecimento" manhoso da Câmara sobre o aumento do preço da água

O Gabinete de Imprensa da Câmara das Caldas divulgou, pelo menos na "Gazeta", um "esclarecimento" sobre o aumento de 10 por cento no preço da água que omite uma questão essencial.
Por muito que a autarquia possa invocar que foi "obrigada" a fazer esse aumento e que até pode haver consumidores não afectados por ele, não é possível esconder que há mais uma série de custos metidos à força na factura de consumo da água que aumentam muito simplesmente em função do novo preço da água.
Esses elementos com a máscara de taxas são receitas próprias da Câmara (e dos Serviços Municipalizados) e servem, em teoria, para fazer reparações e manutenção. Não existe, no entanto, qualquer tipo de investimento visível na reparação e manutenção da rede de abastecimento e as rupturas (muito frequentes, o que mostra bem o estado da rede) são reparadas com algum desinteresse.
O aumento do preço da água podia ser menos pesado se essas taxas, absolutamente discricionárias, fossem aliviadas.
Ao ignorar esta questão, o "esclarecimento" da Câmara é tão manhoso como o comportamento das oposições que - por motivos que se desconhecem - nunca se preocuparam com essa multiplicação ignóbil de custos que em nada beneficia os munícipes.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Irresponsáveis, auto-excluídos e completamente idiotas - o PCP e a redução do número de freguesias

"A Troika estrangeira em conjunto com os que no nosso país subscreveram o programa de agressão e submissão..." - esta frase pertence a um texto publicado pelo deputado municipal comunista Vítor Fernandes na "Gazeta das Caldas" (quem tiver paciência para tal pode lê-lo na íntegra aqui) sobre a redução do número de freguesias e o mínimo que se pode dizer é que, com isto, o PCP continua a excluir-se, objectivamente, de qualquer debate razoável sobre a crise em que vivemos e os meios de a ultrapassar.
O PCP (tal como o BE) nunca quis debater com a "troika estrangeira" (que chauvinistas, caramba!) a situação portuguesa e excluiu-se do processo que, através do empréstimo internacional, visou, pelo menos, assegurar os salários da função pública, as reformas e algum dinamismo económico.
Como os comunistas têm obrigação de saber, há coisas que se podem fazer quando há dinheiro e que não se podem fazer quando não há dinheiro.
A questão do número de estruturas autárquicas tem a ver com o dinheiro que não há. E é um luxo, na situação actual. E quem não tem dinheiro não tem luxos. Nem vícios.
O texto é um amontoado de idiotices e mostra como o PCP continua a auto-excluir-se, afundado numa lógica absolutamente irresponsável de grupelho esquerdista. Há-de ir longe...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Maria da Conceição Pereira e os dilemas do PSD

Já o escrevi aqui e aqui e aqui: a vereadora Maria da Conceição Pereira, que também é deputada na Assembleia da República, seria e melhor candidatura do PSD à Câmara.

É uma pessoa discreta mas activa que já teve oportunidade de demonstrar as suas qualidades na Câmara Municipal e no Parlamento. Só que num partido em campanha interna já está atrasada.
Porque os também vereadores Tinta Ferreira e Hugo Oliveira, do mesmo partido, já estão há muito tempo no terreno a prepararem-se para disputarem a sucessão de Fernando Costa. E lá vão assegurando a presença pública e mediática que Maria da Conceição Pereira não tem.
A política, infelizmente, também vive em muito da exposição pública e, no momento do voto, é mais fácil associar a cruz do voto a uma cara conhecida que já se viu várias vezes nos jornais e na televisão do que a alguém que não tem rosto.
E neste domínio eles já levam vantagem. Apesar dos seus muitos defeitos.
Tinta Ferreira é a típica figura do senhorito de província, sobranceiro e arrogante, de intenção aristocrata e com imagem de intelectual, capaz de se apresentar como igual à elite urbana das Caldas e como superior à sua população rural.
Hugo Oliveira, que está agora a fazer a transição do "social" para o "betão", pode ter alguma popularidade entre sectores da mesma elite urbana e conseguir falar de igual para igual com os sectores não urbanos na linha do que tem feito Fernando Costa.
Mas nenhum deles, podendo ser pessoas maravilhosas no trato ou excelsos pais de família, me inspira a mínima confiança para chefiar uma câmara municipal. Imaginá-los como presidentes da Câmara das Caldas só me faz pensar em naufrágios.
Acredito por isso que Maria da Conceição Pereira seria a pessoa mais indicada para presidir à Câmara das Caldas, ou a qualquer outra, já agora. Só que me garantem que não é essa a sua intenção. Por isso, ao analisar o triste ambiente de fim de regime em que nos encontramos, não citei o seu nome. Faço-o agora, esperando que não subsistam dúvidas sobre a minha opinião.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O que se esperaria das oposições no aumento do preço da água

Olhe para a sua factura da água, dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha. Vai encontrar a indicação do custo da água que consumiu e depois mais uma colecção de parcelas que aumentam o valor final da factura.
Essas parcelas servem, oficialmente, para a manutenção e reparação das infra-estruturas.

No entanto, apesar de a rede de abastecimento público de água estar, um pouco por todo o concelho, consideravelmente apodrecida e destruída por rupturas sucessivas que são apenas remendadas, não se vê qualquer tipo de investimento organizado para refazer, ou reparar com solidez, a rede pública.
O aumento idiota do custo da água consumida em 10 por cento agrava duplamente a factura da água. No próprio custo da água e nas restantes parcelas porque elas são definidas percentualmente. Quem consome menos paga menos nessas taxas e quem consome mais paga mais em taxas.
Se os argumentos da Câmara para aumentar o preço da água até podem ser aceitáveis, já é de lamentar a esperteza saloia que está subjacente à coisa: todas as outras taxas aumentam, cumulativamente, os tais 10 por cento e não apenas o preço da água

E sabemos bem que são receitas que ficam inteiramente para os Serviços Municipalizados e, portanto, para a Câmara e que não saem do concelho.
Tanto quanto se sabe, o PS, o PCP e o BE votaram contra o aumento na Assembleia Municipal. Para eles já chegou.
Com isso, limitaram-se a cumprir a sua função de corpo presente. Depois ficaram quietos, mais uma vez a fingirem-se de mortos, porque não sabem ou porque têm dinheiro à vontade para suportar esses (e outros) aumentos ou porque não percebem o que deviam fazer ou ainda porque se estão nas tintas para os interesses da população. Ou porque só são oposição em "part time".
Se as oposições fossem gente responsável deviam desde logo ter proposto uma alteração na factura da água que, pelo menos, evitasse o aumento das taxas associadas ao consumo da água. Uma iniciativa dessas até podia ser inviabilizada pela maioria PSD/CDS que aprovou o aumento de 10 por cento mas, pelo menos, marcaria bem uma posição baseada no interesse público.Não foi o que aconteceu.
O imobilismo destes "opositores" perante uma vereação errática e que parece estar em desespero a substituir o interesse público pelo interesse privado mostra bem o que fazem aos votos que receberam dos seus eleitores: estão, simbolicamente pois claro, a limpar (e mal) o sítio onde as costas mudam de nome com os boletins de voto.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Incongruências fiscais

É difícil de perceber a incongruência: enquanto na ribalta da Assembleia da República o PCP e o Bloco de Esquerda protestam contra o aumento de impostos, no recato da Assembleia Municipal aqui do concelho os mesmos partidos protestam contra a redução dos efeitos do IRS e do IMI na vida dos caldenses.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fim de regime

Apesar de as eleições autárquicas serem só em 2013, o facto de os principais dirigentes da Câmara Municipal e das juntas de freguesia não se poderem recandidatar (a não ser que haja algum efeito perverso da futura lei eleitoral autárquica) dá origem a um vazio político onde convergem os que já se desinteressaram com os que nunca se interessaram e com os que não querem tentar outras oportunidades, numn quadro de irresponsabilidade quase total.
É o que se chama o período de fim de regime. Que, no actual quadro, pode proporcionar oportunidades mais proveitosas para o concelho e os seus residentes.
Voltaremos ao assunto.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dragagens na Lagoa de Óbidos: a sério?!

Segundo o "Jornal das Caldas" (notícia de última hora, ainda sem link), a ministra Assunção Cristas esteve ontem, terça-feira, na Foz do Arelho para fazer um "número" sobre o início das dragagens na Lagoa de Óbidos.
É melhor esperar para ver...

Recorde-se, a propósito, o nosso post: O CDS enganou Duarte Nuno, que enganou a Assembleia Municipal, que enganou a "Gazeta das Caldas", que nos enganou a todos...