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sexta-feira, 20 de abril de 2012
"Jornal das Caldas" com site novo
´... Aqui, aparentemente ainda em testes mas indubitavelmente mais interessante, com melhor aspecto e mais arrumado e já sem dar o aspecto de ser uma mera afixação das notícias da edição em papel. Parabéns!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Uma tragédia humana bem contada no "Jornal das Caldas"
O "Jornal das Caldas", pela pena de Francisco Gomes (sem link), publica ma boa reportagem sobre o começo do julgamento, em Peniche, da mulher de 64 anos que matou a tiro o proprietário da churrasqueira vizinha de sua casa em Maio do ano passado.
É um retrato bem escrito e com fotografias pungentes de um drama humano cruel onde, se parece não haver dúvidas sobre quem praticou o homicidio, ficam apontamentos de vidas de uma forma ou de outra destruídas.
O que levou a mulher a matar? Que ameaças terá havido de parte a parte? Quem é que, com a sua intolerância, precipitou uma coisa destas? Talvez nunca se saiba, nem em sede de julgamento. Mas espero que Francisco Gomes nos vá contando o que se passa no julgamento
É um retrato bem escrito e com fotografias pungentes de um drama humano cruel onde, se parece não haver dúvidas sobre quem praticou o homicidio, ficam apontamentos de vidas de uma forma ou de outra destruídas.
O que levou a mulher a matar? Que ameaças terá havido de parte a parte? Quem é que, com a sua intolerância, precipitou uma coisa destas? Talvez nunca se saiba, nem em sede de julgamento. Mas espero que Francisco Gomes nos vá contando o que se passa no julgamento
terça-feira, 3 de abril de 2012
Afinal, o título da "Gazeta" era mesmo tótó...
Há cerca de um ano, a "Gazeta das Caldas" excitava-se com a apresentação de um modelo de carro eléctrico da Nissan (que, como se sabe, foi pregar para outra freguesia, por assim dizer) e garantia: "O futuro já começou nas Caldas".
Mas não, escrevemos nós aqui: não começava nem nas Caldas, nem em sítio nenhum. Era mais um título tótó.
Parece que tínhamos razão, como se pode ver por este texto no jornal "i".
Não espero que a "Gazeta" nos queira dizer que alguém se enganou ou que foi enganada e que, por exemplo, nos conte quanto automóveis eléctricos é que foram vendidos no concelho nestes doze meses. Será, infelizmente, uma maneira de este jornal mostrar que é igual à imprensa nacional, que nunca se engana e raramente tem dúvidas...
Mas não, escrevemos nós aqui: não começava nem nas Caldas, nem em sítio nenhum. Era mais um título tótó.
Parece que tínhamos razão, como se pode ver por este texto no jornal "i".
Não espero que a "Gazeta" nos queira dizer que alguém se enganou ou que foi enganada e que, por exemplo, nos conte quanto automóveis eléctricos é que foram vendidos no concelho nestes doze meses. Será, infelizmente, uma maneira de este jornal mostrar que é igual à imprensa nacional, que nunca se engana e raramente tem dúvidas...
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sexta-feira, 9 de março de 2012
O "Avante" das Caldas
Mesmo na opinião exige-se rigor. E, nos jornais, quando se trata da opinião assumida (e defendida?) pelo próprio jornal e por isso não assinada, a exigência de rigor duplica.
Escrever "era uma verdadeira Padeira de Aljubarrota que hoje devia haver para enfrentar a troika que, quais insaciáveis predadores das finanças portuguesas, estão em Portugal a cortar até ao osso a riqueza do país", como o faz a "Gazeta das Caldas" é uma dupla idiotice e uma dupla falta de rigor.
Como bem o sabe a direcção do jornal, houve um acordo entre o Estado português e três entidades externas e esse acordo foi apoiado por três partidos (PS, então no Governo, PSD e CDS) e rejeitado por dois (que até se recusaram a falar com as três entidades externas).
A tese imbecil e chauvinista da agressão estrangeira (o "pacto de agressão", como dizem) é uma bandeira do PCP e do BE que encobre a incapacidade da extrema-esquerda de encontrar alternativas - sólidas, racionais, exequíveis, credíveis - ao estado de quase bancarrota em que caímos.
É estranho ver a "Gazeta" a empunhar essa bandeira, qual "Avante" das Caldas.
Se a "Gazeta" está à espera, ao adoptar o discurso radicalista da extrema-esquerda, de compensar por aí os leitores compradores que tem perdido talvez devesse tirar o cavalinho da chuva. Os comunistas não costumam pagar a traidores.
Escrever "era uma verdadeira Padeira de Aljubarrota que hoje devia haver para enfrentar a troika que, quais insaciáveis predadores das finanças portuguesas, estão em Portugal a cortar até ao osso a riqueza do país", como o faz a "Gazeta das Caldas" é uma dupla idiotice e uma dupla falta de rigor.
Como bem o sabe a direcção do jornal, houve um acordo entre o Estado português e três entidades externas e esse acordo foi apoiado por três partidos (PS, então no Governo, PSD e CDS) e rejeitado por dois (que até se recusaram a falar com as três entidades externas).
A tese imbecil e chauvinista da agressão estrangeira (o "pacto de agressão", como dizem) é uma bandeira do PCP e do BE que encobre a incapacidade da extrema-esquerda de encontrar alternativas - sólidas, racionais, exequíveis, credíveis - ao estado de quase bancarrota em que caímos.
É estranho ver a "Gazeta" a empunhar essa bandeira, qual "Avante" das Caldas.
Se a "Gazeta" está à espera, ao adoptar o discurso radicalista da extrema-esquerda, de compensar por aí os leitores compradores que tem perdido talvez devesse tirar o cavalinho da chuva. Os comunistas não costumam pagar a traidores.
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quarta-feira, 7 de março de 2012
"Jornal das Caldas": já acabou
Há uma semana escrevi isto: "É quase a medo que escrevo isto, não vá ter sido um simples acaso: já são três as semanas, seguidas, em que "O Jornal das Caldas" já me chega à quarta-feira, que é o seu dia de saída. Não sei que entidade (a empresa do jornal, quem o faz, a empresa que o imprime, os CTT) é que deve levar os parabéns, por isso não os desperdiço."
Hoje, quarta-feira, "O Jornál das Caldas" já não chegou. Talvez amanhã, talvez sexta-feira, talvez um dia da próxima semana. Razão tinha eu para ser cauteloso. Prevaleceram a incompetência, o desinteresse, o estar-se-nas-tintas. Nada de novo, afinal.
Hoje, quarta-feira, "O Jornál das Caldas" já não chegou. Talvez amanhã, talvez sexta-feira, talvez um dia da próxima semana. Razão tinha eu para ser cauteloso. Prevaleceram a incompetência, o desinteresse, o estar-se-nas-tintas. Nada de novo, afinal.
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
"Jornal das Caldas": há três semanas à quarta-feira
É quase a medo que escrevo isto, não vá ter sido um simples acaso: já são três as semanas, seguidas, em que "O Jornal das Caldas" já me chega à quarta-feira, que é o seu dia de saída. Não sei que entidade (a empresa do jornal, quem o faz, a empresa que o imprime, os CTT) é que deve levar os parabéns, por isso não os desperdiço.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Lamúrias de rabujice mal informada
Segundo conta o "Expresso", o que o primeiro-ministro disse (e numa sessão num estabelecimento de ensino) foi isto: "Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e não termos pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender. Nunca conheci um aluno que mais tarde louvasse os professores que facilitavam ou que não tivessem cumprido devidamente a sua missão".
A agência de notícias Lusa ter-se-á apressado, por motivos que se desconhecem, a tirar a frase do contexto e a aplicá-la ao país inteiro.
Por cá, pondo-se nos bicos dos pés para tentarem que alguém os visse e também atentos só às aparências e não às substâncias como infelizmente começa a ser comum, houve quem quisesse derramar as suas opiniões em verdadeiras lamúrias de rabujice como Jaime Montez da Silva numa sucessão de perguntas idiotas no "Mais Oeste" e o autor da "Semana do Zé Povinho na "Gazeta das Caldas" que chegou a escrever: "Zé Povinho ouviu esta semana o primeiro-ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, chamar piegas aos portugueses..."
É a isto que se chama emprenhar pelos ouvidos. Na melhor da hipóteses, pois claro...
A agência de notícias Lusa ter-se-á apressado, por motivos que se desconhecem, a tirar a frase do contexto e a aplicá-la ao país inteiro.
Por cá, pondo-se nos bicos dos pés para tentarem que alguém os visse e também atentos só às aparências e não às substâncias como infelizmente começa a ser comum, houve quem quisesse derramar as suas opiniões em verdadeiras lamúrias de rabujice como Jaime Montez da Silva numa sucessão de perguntas idiotas no "Mais Oeste" e o autor da "Semana do Zé Povinho na "Gazeta das Caldas" que chegou a escrever: "Zé Povinho ouviu esta semana o primeiro-ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, chamar piegas aos portugueses..."
É a isto que se chama emprenhar pelos ouvidos. Na melhor da hipóteses, pois claro...
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Títulos totós
O verbo "reunir" é reflexivo. Escreve-se "Associação comercial reúne-se com PSP..." e não Associação comercial reúne com PSP...". No "Jornal das Caldas".
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Campeonato de títulos de 1.ª página totós
Do "Jornal das Caldas": "Agentes que usaram máscara sob processo" - Usaram a(s) máscara(s) debaixo de que processo?!
Da "Gazeta das Caldas": "Reforma autárquica não agrada a quase ninguém" - Mas houve alguma consulta às populações?!
Do "Mais Oeste": "Se fôssemos encerrar tudo o que dá prejuízo teríamos de fechar hospitais, a Assembleia da República e o país" - A frase é de Fernando Costa e a qualificação aplica-se a dobrar: como argumento é bastante totó...
Da "Gazeta das Caldas": "Reforma autárquica não agrada a quase ninguém" - Mas houve alguma consulta às populações?!
Do "Mais Oeste": "Se fôssemos encerrar tudo o que dá prejuízo teríamos de fechar hospitais, a Assembleia da República e o país" - A frase é de Fernando Costa e a qualificação aplica-se a dobrar: como argumento é bastante totó...
sábado, 17 de dezembro de 2011
Quem ganha? O "Jornal" ou a "Gazeta"?
Será verdade que a "Gazeta das Caldas" está a descer nas vendas e que o "Jornal das Caldas" está a aumentar?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Mais uma porcaria a fazer de conta que promove a Região Oeste
Isto é mais um mau exemplo do que não serve para verdadeiramente promover a Região Oeste: não vale a pena insistir nos lugares-comuns das grandes ondas, em meia-dúzia de coisas que se pescam na internet, no vinho da Lourinhã, nas cavacas das Caldas ou, ainda por cá, no Centro Cultural e de Congressos (que parece cada vez mais alheado da realidade).
A Região Oeste não é só o que aqui aparece, a trouxe-mouxe.
Pode ser que a versão em papel - se existe - seja um poucochinho melhor mas aposto que não passa de mais um suplemento de publicidade, em que algumas empresas ainda metem dinheiro, as entidades oficiais vão ao engano (ou o promovem) e o jornal em questão compõe as suas receitas com pouco trabalho.
E nem admira que por aqui apareçam as dispendiosas inutilidades do costume como o Turismo (?!) do Oeste ou a Comunidade Intermunicipal.
Mais lugares-comuns idiotas, mais uma oportunidade perdida, mais dinheiro deitado à rua (ou aos bolsos alheios), mais fogo de vista sem nada de substância!...
A Região Oeste não é só o que aqui aparece, a trouxe-mouxe.
Pode ser que a versão em papel - se existe - seja um poucochinho melhor mas aposto que não passa de mais um suplemento de publicidade, em que algumas empresas ainda metem dinheiro, as entidades oficiais vão ao engano (ou o promovem) e o jornal em questão compõe as suas receitas com pouco trabalho.
E nem admira que por aqui apareçam as dispendiosas inutilidades do costume como o Turismo (?!) do Oeste ou a Comunidade Intermunicipal.
Mais lugares-comuns idiotas, mais uma oportunidade perdida, mais dinheiro deitado à rua (ou aos bolsos alheios), mais fogo de vista sem nada de substância!...
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sábado, 8 de outubro de 2011
Uma curiosidade genuina a propósito da "Gazeta das Caldas"
Por que motivo é que a "Gazeta" aceitou como boa a reivindicação do ex-ministro Alberto Costa de que tinha sido ele o criador do "Programa Escola Segura" e não cuidou de investigar, ou estudar, o assunto, o que lhe permitiria ter chegado a outras conclusões?
O que acontece, assim, é que a "Gazeta" publicou uma carta de um seu leitor que nada tinha a ver com a realidade, desmentindo até um elemento do público e talvez seu leitor que respondeu de boa fé às perguntas do próprio jornal, e lavando as mãos da procura da realidade objectiva a que, pelo menos em nome dos bons princípios do jornalismo, a "Gazeta" deveria estar, moral e eticamente, obrigada.
A "Gazeta" não pode ignorar isto. Ou, melhor, pode. Mas não deve depois surpreender-se por ser alvo das críticas e da desconsideração de quem lê (e são muitas pessoas) aqui o que deveria ler, em primeiro lugar, nas próprias páginas deste conceituado, mas na melhor das hipóteses ingénuo, órgão de comunicação social.
O que acontece, assim, é que a "Gazeta" publicou uma carta de um seu leitor que nada tinha a ver com a realidade, desmentindo até um elemento do público e talvez seu leitor que respondeu de boa fé às perguntas do próprio jornal, e lavando as mãos da procura da realidade objectiva a que, pelo menos em nome dos bons princípios do jornalismo, a "Gazeta" deveria estar, moral e eticamente, obrigada.
A "Gazeta" não pode ignorar isto. Ou, melhor, pode. Mas não deve depois surpreender-se por ser alvo das críticas e da desconsideração de quem lê (e são muitas pessoas) aqui o que deveria ler, em primeiro lugar, nas próprias páginas deste conceituado, mas na melhor das hipóteses ingénuo, órgão de comunicação social.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Uma curiosidade genuina a propósito do "Jornal das Caldas"
Quem dirige o "Jornal das Caldas", quem o administra e quem o escreve terão algum tipo de preocupação em fazer chegar o jornal aos assinantes?
O jornal sai às quartas-feiras, chegava normalmente à quinta-feira e agora começa a chegar à sexta-feira.
Ser assinante assim não vale a pena, meus senhores!
O jornal sai às quartas-feiras, chegava normalmente à quinta-feira e agora começa a chegar à sexta-feira.
Ser assinante assim não vale a pena, meus senhores!
sábado, 1 de outubro de 2011
Programa "Escola Segura" - "O pum que aquela senhora deu não foi ela, fui eu"...
Há uma semana, a "Gazeta das Caldas" publicava uma reportagem ("Programa Escola Segura tem quase 20 anos e tem tido bons resultados na comunidade escolar") sobre o programa de segurança nas escolas que é genericamente conhecido por "Escola Segura", referindo-se à sua criação em 1992.
Esta semana, no entanto, publica uma carta de Alberto Costa, antigo ministro da Administração Interna que não deixou saudades na função, em que este afirma, adejando uma indignação desadequada: "Na ultima edição da Gazeta, fontes equívocas ou erróneas levaram a que se tivesse publicado que “o programa Escola Segura teve início em 1992”, o que implicaria que esse programa tivesse sido concebido e posto em prática pelo último governo de Cavaco Silva. Tal não corresponde à verdade. O programa Escola Segura foi criado, lançado e generalizado a todos os distritos do País em 1996, com o primeiro governo de António Guterres, em que me coube a responsabilidade da Administração Interna (1995-1997)."
Mais valia a Alberto Costa ter ficado calado.
Porque a verdade, dura como granito, é que esse programa foi efectivamente criado em 1992 (sem a designação propagandística de "programa" ou de "Escola Segura"), nascendo de um protocolo celebrado entre o Ministério da Educação e o Ministério da Administração Interna que começou por abranger 59 escolas, sendo coordenado por um gabinete criado para o efeito na Educação que era dirigido por um oficial do Exército.
Os resultados foram de tal modo positivos que o primeiro governo do PS generalizou a medida.
O protocolo de 1992 entre os dois ministérios foi, na realidade, celebrado quando Cavaco Silva era primeiro-ministro e Couto dos Santos era ministro da Educação.
E para que não restem dúvidas, a informação está no próprio site da PSP:
"O Programa Escola Segura tem a sua origem num protocolo celebrado em 1992 entre o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Educação. Na altura foram escolhidas, em função de estudos prévios e critérios objectivos para integrar o programa, as escolas consideradas prioritárias, ou seja, as mais carenciadas de meios humanos e materiais, a fim de melhorar, substancialmente, as suas condições de segurança. Estas escolas passaram a beneficiar de presença policial em permanência junto à entrada e para garantirem a segurança dos espaços interiores das escolas foram recrutados recursos humanos específicos (Auxiliares de Educação). Foram, ainda, efectuadas significativas alterações na sua arquitectura e sistemas de segurança física (vedações, iluminação) (...)"
A "Gazeta" procedeu correctamente, acreditando na palavra do ex-ministro e publicando a carta (embora pudesse ter feito esta mesma pesquisa). Mas o ex-ministro procedeu mal, omitindo a verdade e chamando a si um mérito que não tem sem, contudo, poder eliminar a realidade. Era perfeitamente escusado.
Talvez voltemos ao assunto...
Esta semana, no entanto, publica uma carta de Alberto Costa, antigo ministro da Administração Interna que não deixou saudades na função, em que este afirma, adejando uma indignação desadequada: "Na ultima edição da Gazeta, fontes equívocas ou erróneas levaram a que se tivesse publicado que “o programa Escola Segura teve início em 1992”, o que implicaria que esse programa tivesse sido concebido e posto em prática pelo último governo de Cavaco Silva. Tal não corresponde à verdade. O programa Escola Segura foi criado, lançado e generalizado a todos os distritos do País em 1996, com o primeiro governo de António Guterres, em que me coube a responsabilidade da Administração Interna (1995-1997)."
Mais valia a Alberto Costa ter ficado calado.
Porque a verdade, dura como granito, é que esse programa foi efectivamente criado em 1992 (sem a designação propagandística de "programa" ou de "Escola Segura"), nascendo de um protocolo celebrado entre o Ministério da Educação e o Ministério da Administração Interna que começou por abranger 59 escolas, sendo coordenado por um gabinete criado para o efeito na Educação que era dirigido por um oficial do Exército.
Os resultados foram de tal modo positivos que o primeiro governo do PS generalizou a medida.
O protocolo de 1992 entre os dois ministérios foi, na realidade, celebrado quando Cavaco Silva era primeiro-ministro e Couto dos Santos era ministro da Educação.
E para que não restem dúvidas, a informação está no próprio site da PSP:
"O Programa Escola Segura tem a sua origem num protocolo celebrado em 1992 entre o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Educação. Na altura foram escolhidas, em função de estudos prévios e critérios objectivos para integrar o programa, as escolas consideradas prioritárias, ou seja, as mais carenciadas de meios humanos e materiais, a fim de melhorar, substancialmente, as suas condições de segurança. Estas escolas passaram a beneficiar de presença policial em permanência junto à entrada e para garantirem a segurança dos espaços interiores das escolas foram recrutados recursos humanos específicos (Auxiliares de Educação). Foram, ainda, efectuadas significativas alterações na sua arquitectura e sistemas de segurança física (vedações, iluminação) (...)"
A "Gazeta" procedeu correctamente, acreditando na palavra do ex-ministro e publicando a carta (embora pudesse ter feito esta mesma pesquisa). Mas o ex-ministro procedeu mal, omitindo a verdade e chamando a si um mérito que não tem sem, contudo, poder eliminar a realidade. Era perfeitamente escusado.
Talvez voltemos ao assunto...
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domingo, 25 de setembro de 2011
A imprensa regional tem os mesmos direitos da imprensa de expansão nacional
Prova-o a queixa que a "Gazeta das Caldas" dirigiu, e bem, à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) contra o Ministério do Ambiente por dificultar a este jornal infomações de interesse público sobre a situação da Lagoa de Óbidos. Os pormenores estão aqui. (A legenda da fotografia da lagoa, com a draga ao fundo, faz referência à draga na edição em papel, o que se saúda.)
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Já ficámos a saber mais
Perguntámos, insistimos e voltámos a insistir, comentando.E, finalmente, ficámos a saber que a Câmara gastou 10 mil euros na "animação de Verão" da Foz do Arelho e outros 10 mil euros na "animação nocturna da cidade". No ano passado terão sido gastos 150 mil euros. Este ano, e sem se perceber se a "Festa Branca" está abrangida pela segunda parcela ou não, só terão sido gastos 20 mil euros.
As explicações foram - finalmente - dadas pelo vereador Hugo Oliveira ao "Jornal das Caldas" (sem link). É pena que não haja nenhuma referência ao desaparecimento do FozBus. Talvez seja necessário insistir mais...
As explicações foram - finalmente - dadas pelo vereador Hugo Oliveira ao "Jornal das Caldas" (sem link). É pena que não haja nenhuma referência ao desaparecimento do FozBus. Talvez seja necessário insistir mais...
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Uma imprensa e uma oposição unidas pelo medo? Ou pela distracção? Ou apenas por cobardia? Ou por ganharem alguma coisa?
Confesso que tinha alguma esperança em ver, ontem, no "Jornal das Caldas" e, hoje, na "Gazeta das Caldas" alguma informação sobre os gastos da Câmara Municipal de Caldas da Rainha na suas actividades de Verão.
E não porque fiz três perguntas nem, apenas, porque não me limitei a pô-las neste blog mas enviei-as, directamente, para uma parte da minha "mailing list". Que, por acaso, até tem suscitado reacções e respostas, directas, de algumas pessoas e entidades que contacto directamente.
A questão é, mais do que isso, extraordinariamente óbvia:
- A "animação de Verão" encolheu por não haver dinheiro... e era emblemática;
- O FozBus desapareceu... e prestava um serviço tímido a frequentadores da praia da Foz do Arelho, que até podia ser rentabilizado;
- A Festa Branca teve apoio camarário para se realizar porque, afinal, é mais importante do que tudo o resto.
Havia, e há, todos os motivos para perguntar: quanto dinheiro, e de que maneira, foi gasto pela Câmara nestas actividades?
Mas ninguém perguntou. A imprensa local ignorou o assunto. A oposição, que já deve ter perdido todas as esperanças de verdadeiramente ser oposição, fez o mesmo. E o presidente da Câmara e o seu vereador-delfim fizeram um manguito bem medido ao povo que os elegeu.
E isto acontece porquê? Medo? Distracção? Falta de iniciativa? Cobardia? Cumplicidade de quem ganha alguma coisa com o negócio? É difícil de perceber. Mas regista-se. E sem medo.
E não porque fiz três perguntas nem, apenas, porque não me limitei a pô-las neste blog mas enviei-as, directamente, para uma parte da minha "mailing list". Que, por acaso, até tem suscitado reacções e respostas, directas, de algumas pessoas e entidades que contacto directamente.
A questão é, mais do que isso, extraordinariamente óbvia:
- A "animação de Verão" encolheu por não haver dinheiro... e era emblemática;
- O FozBus desapareceu... e prestava um serviço tímido a frequentadores da praia da Foz do Arelho, que até podia ser rentabilizado;
- A Festa Branca teve apoio camarário para se realizar porque, afinal, é mais importante do que tudo o resto.
Havia, e há, todos os motivos para perguntar: quanto dinheiro, e de que maneira, foi gasto pela Câmara nestas actividades?
Mas ninguém perguntou. A imprensa local ignorou o assunto. A oposição, que já deve ter perdido todas as esperanças de verdadeiramente ser oposição, fez o mesmo. E o presidente da Câmara e o seu vereador-delfim fizeram um manguito bem medido ao povo que os elegeu.
E isto acontece porquê? Medo? Distracção? Falta de iniciativa? Cobardia? Cumplicidade de quem ganha alguma coisa com o negócio? É difícil de perceber. Mas regista-se. E sem medo.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Desgraças, desgraças, desgraças
Para variar, o "Jornal das Caldas" (mas por agora apenas a edição impressa) tem bastante que ler: pormenores sobre o incêndio dos bares da Foz do Arelho ("impuseram-nos um projecto que tínhamos de seguir à risca. Obrigaram-nos a fazermos tudo pegado e em madeira...", diz a proprietária de um dos bares); a história de um funcionário da Câmara, a morrer de cancro, que dormiu ano e meio nas Piscinas Municipais; um desempregado com 63 anos (ex-combatente na guerra colonial, tratado com o desprezo com que todos os ex-combatentes foram miseravelmente tratados pelo Estado socialista) que vive numa carrinha na Foz do Arelho e a quem uma técnica da Segurança Social de Leiria disse que não precisava de ajuda "porque ainda não cheirava mal".
É um retrato das próprias misérias do País, ensombrado por um dia escuro. Que tristeza!
É um retrato das próprias misérias do País, ensombrado por um dia escuro. Que tristeza!
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O fogo na Foz do Arelho on line
O incêndio dos bares da Foz do Arelho, na madrugada de domingo para segunda-feira, chegou ao "Mais Oeste" numa impressão inicial e aí ficou. Na "Gazeta das Caldas" está uma notícia um pouco mais desenvolvida com fotografia própria. O "Jornal das Caldas" teve falta de comparência.
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sábado, 30 de julho de 2011
O das Caldas...
"Líder da oposição vive nas Caldas" - titula, em êxtase provinciano, a "Gazeta" na primeira página da sua edição em papel.
E depois?, pergunto eu. O que ganhamos nós com isso?
E depois?, pergunto eu. O que ganhamos nós com isso?
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