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domingo, 6 de maio de 2012

E o cuzinho lavado com água de rosas, senhores presidentes das câmaras, não querem?

As câmaras que integram essa estrutura fantasmática que é a Comunidade Intermunicipal do Oeste estão contra a lei que proíbe as entidades públicas de incorrerem em despesas quando não tiverem previsões de receitas a 90 dias que cubram o valor que se propõem gastar.
Os caciques querem poder gastar à vontade, cobrar taxas que nos levam couro e cabelo (como é o caso da água) e nem pensam em reduzir despesas e depois... nós é que pagamos os disparates e os luxos deles?!
É ver o faraónico edifício da dita Comunidade Intermunicipal do Oeste onde foi, e continua a ser, enterrado milhão e meio de euros - que é de todos nós! - para benefício de uns poucos e sem proveito nenhum para os munícipes dos concelhos sujeitos a esta gente, que parece ter perdido toda a vergonha..
A seguir ainda hão-de querer o traseiro lavado com água de rosas e almoços e jantares só de pão-de-ló...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não, não ando satisfeito com este Governo... mas não vejo que haja alternativa

Pergunta-me directamente uma leitora: "Tem andado muito calado depois de já ter defendido o PSD e o actual governo. Já mudou de opinião?"
E eu respondo, começando por recordar que foi há cerca de um ano que o anterior primeiro-ministro se viu obrigado a reconhecer a ineficácia e a incompetência de tudo aquilo que, com visível dolo, andava a fazer e obrigava os seus a fazer e que fez o "ò tio, ò tio" de chamar as instâncias internacionais para emprestarem dinheiro ao Estado que geriu mal e/ou para proveito próprio e dos seus clientes e fiéis.
Com isso, o PS quis alijar toda a responsabilidade que teve na situação de quase bancarrota a que chegámos. É preciso não esquecer que, em 16 anos de administração do Estado (de 1995 a 2011), o PS esteve 14 anos no Governo. E que entre 1976 e 2011 o PS esteve no Governo durante 22 anos e o PSD esteve 13 anos.
O PSD e o CDS venceram as eleições em 2011 e, depois de terem assinado o Memorando de Entendimento com a "troika" (tal como o PS, que a tinha chamado), formaram governo.
Não gosto da austeridade que impuseram. Não gosto de alguns disparates que forem feitos. Mas eu, que sou da administração pública embora não no activo, ainda prefiro receber menos do que não receber nada, que será o resultado de uma bancarrota, perigo de que ainda não estamos totalmente livres. Até ver, o PSD e o Governo que formou com o CDS têm a minha confiança. Mas não, não estou satisfeito... e não vejo que haja alternativa. E a figura do actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não me é antipática.
O PS não é uma alternativa.
O antigo líder fugiu mas eu ainda o espero ver sentado, por um dos vários motivos que o justificam, no banco dos réus. O actual, António José Seguro, é uma coisa às segunda, quartas e sextas e outra às terças, quintas e sábados. Aos domingos... depende. Enganei-me ao pensar que podia reabilitar o PS. Talvez seja melhor assim e espero que o líder que se segue também não consiga. O PS não faz falta, lamento ter de dizê-lo.
À esquerda berra-se.
A alternativa do PCP, do BE, da CGTP e dos outros todos que pensam que vivem na Rússia da revolução soviética é berrar, berrar, berrar e agitar bandeiras com slogans extremados do género do "pacto de agressão" e acumular greves "gerais" porque lhes foge a imaginação. Não são de cá, nada têm a ver com a realidade do país, estariam melhor na Grécia a incendiar carros e edfícios e a atirar pedras aos polícias.
Portanto... espero que o Governo PSD/CDS faça o que tem a fazer. Ainda tem o meu voto.
Não o têm, no entanto, os seus autarcas de cá, cuja falta de qualidade se agiganta à medida que o tempo vai passando. Eles e os outros, que se dizem "oposição", competem na idiotice, na confusão, na inépcia e na incompetência.
Tenciono confirmar a minha opinião nas próximas eleições.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O "Avante" das Caldas

Mesmo na opinião exige-se rigor. E, nos jornais, quando se trata da opinião assumida (e defendida?) pelo próprio jornal e por isso não assinada, a exigência de rigor duplica.
Escrever "era uma verdadeira Padeira de Aljubarrota que hoje devia haver para enfrentar a troika que, quais insaciáveis predadores das finanças portuguesas, estão em Portugal a cortar até ao osso a riqueza do país", como o faz a "Gazeta das Caldas" é uma dupla idiotice e uma dupla falta de rigor.
Como bem o sabe a direcção do jornal, houve um acordo entre o Estado português e três entidades externas e esse acordo foi apoiado por três partidos (PS, então no Governo, PSD e CDS) e rejeitado por dois (que até se recusaram a falar com as três entidades externas).
A tese imbecil e chauvinista da agressão estrangeira (o "pacto de agressão", como dizem) é uma bandeira do PCP e do BE que encobre a incapacidade da extrema-esquerda de encontrar alternativas - sólidas, racionais, exequíveis, credíveis - ao estado de quase bancarrota em que caímos.
É estranho ver a "Gazeta" a empunhar essa bandeira, qual "Avante" das Caldas.
Se a "Gazeta" está à espera, ao adoptar o discurso radicalista da extrema-esquerda, de compensar por aí os leitores compradores que tem perdido talvez devesse tirar o cavalinho da chuva. Os comunistas não costumam pagar a traidores.

sábado, 3 de março de 2012

"Subsídios": uns de momento não têm, outros nunca os tiveram...


"Sem subsídio de Natal - Sem subsídio de férias - Sem hospital - O que fazemos? - Morremos!" - é isto que está escrito no improvisado cartaz carregado pela manifestante da fotografia (retirada daqui).
É possível que a pessoa em questão, ou algum seu familiar, tenha uma condição clínica tão desgraçada que sem os "subsídos" (dessa pessoa ou desta manifestante), cumulativamente com a falta de um hospital, a sua vida está em risco absoluto. Morrer é isso. E até pode ser o caso.
Mas, se não é, o desabafo desta proclamação é um equívoco, ele próprio muito perigoso.
A retirada dos 13.º e 14.º meses pagos à administração pública (cuja reposição, total ou parcial, as organizações sindicais já deviam começar a negociar para 2014) é prejudicial para muita gente e cria situações muito difíceis a quem, por efectiva necessidade ou hábito, tem vivido até agora com onze meses de trabalho, um de férias e catorze meses de remuneração completa.
Dizer - salvo numa situação de excepção - que se morre com a perda da remuneração desses dois meses extra é quase troçar dos muitos milhares de pessoas que, por inexistência de alternativas ou por opção própria, trabalham sem férias pagas e sem esses "subsídios".
Convém ter a noção das proporções.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

As contas da Linha do Oeste

Nuno Moreira (vogal do Conselho de Administração da CP) assina um esclarecimento intitulado "Linha do Oeste - a realidade" (na "Gazeta das Caldas") do qual é relevante retirar o seguinte excerto, que se refere às contas da Linha do Oeste:
"(...) O custo de produção do serviço ferroviário de passageiros na linha do Oeste é da ordem dos 7,5€ por quilómetro, custo que inclui apenas os custos directos de material, energia, maquinistas e revisores, e da taxa de utilização da infra-estrutura paga à Refer (não inclui custos de estrutura). Por outro lado a receita por passageiro do serviço regional é da ordem dos 0,07€ por quilómetro. Em resumo, para garantir a cobertura dos custos directos do serviço seria necessária uma ocupação média ao longo do percurso do comboio superior a 100 passageiros. Actualmente, com uma procura média de 50 passageiros por comboio, a que corresponde uma ocupação média de 20 passageiros ao longo de todo o percurso, seria necessário quintuplicar a procura ou a tarifa, ou reduzir os custos para um quinto do valor actual. Mesmo conjugando os três factores em simultâneo para não cair em valores absurdos, chegaríamos a uma situação incoerente de aplicar um forte aumento do tarifário e, em simultâneo, obter um aumento significativo da procura.Seja qual for a solução que venha a ser apresentada, mesmo com uma redução significativa dos comboios como refere o estudo, muito dificilmente se obterá a sustentabilidade económica do serviço. Qualquer outra empresa recusará a realização de um serviço que dá prejuízo, sem a garantia de uma comparticipação que lhe garanta o cumprimento das suas obrigações com os salários dos trabalhadores, pagamento a fornecedores à segurança social e ao estado (...)"
A "batalha" pacóvia pela Linha do Oeste esbarra nestes números. Já não há dinheiro para luxos...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Adeus, hospital...

Isto é mais importante do que a Linha do Oeste. Mas ainda são poucos os que protestam... Porque será?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O aumento do preço da água: mais 1 euro por mês, pelo menos...

Um visitante fez-nos chegar uma factura dos Serviços Municipalizados de valor modesto que serve para ilustrar bem a situação de iniquidade do custo do abastecimento de água e o significado do seu amento.
Este cliente da Câmara das Caldas tem a seguinte factura:

"Conta da Água" - 7.13€
"Conta Trat. Esgotos" - 4€
"Serviços Diversos" - 2.45€
IVA - 0.43€
Total - 14.01€

Ou seja, metade da conta é da água efectivamente consumida. A outra metade... é de tudo o resto. Dá para o "Trat. Esgotos" e para as rupturas, para os popós de função da Câmara e dos Serviços Municipalizados e sabe-se lá para que mais.
O item dos "Serviços Diversos" é uma percentagem, que passa dos 30 por cento (e cujo critério é incompreensível). Neste caso são 34%.
Se aplicarmos ao custo efectivo da água que é de 7.13€ os 10 por cento de aumento, teremos um valor de 7.84€.
Se aplicarmos a mesma taxa de 34% para os "Serviços Diversos" a este valor teremos um valor de 2.66€.
A estes aumentos soma-se o que se repercute no IVA que, a 6 por cento, é aplicado aos "Serviços Diversos". O que a um valor de 2.66€ dá mais 0.16€.
Ou seja, com o tal aumento de 10 por cento que a Câmara acha muito bem e que as oposições se calhar não percebem porque os seus activistas não precisam de andar a contar os cêntimos para sobreviverem, uma factura de 14.01€ - quem nem é um valor muito elevado - passará para 15.30€. Ou seja, mais 1 euro e 29 cêntimos.
Repetimos o que já escrevemos: se a maioria que aumentou o preço da água e as oposições que se limitam a fazer figura de corpo presente quisessem prejudicar menos os munícipes tinham reduzido as parcelas manhosas da "Cont. Trat. Esgotos" e/ou dos "Serviços Diversos".

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sobre a greve geral (com uma abébia para os idiotas que não gostam de ler as verdades que escrevo)

Não concordo com esta greve geral. O País - através dos seus órgãos de soberania e dos partidos parlamentares que não voltaram costas à "troika" (como aconteceu com o PCP e o BE) - assumiu um empréstimo, negociou o que pôde negociar com os seus credores, evitou a falência e agora tem de cumprir o que ficou estabelecido no contrato relativo ao empréstimo.
Se pode haver outras medidas que não passem, todas ou em parte, por este pesado regime de austeridade, não as conheço, não as vejo em lado nenhum e, por maioria de razões, não reconheço autoridade à esquerda (que estupidamente se alheou do processo) para se meter no assunto.
Agora é aguentar e cumprir e as contas internas que haverá que ajustar ficam para depois.
A única vantagem desta greve é a poupança do Estado, na remuneração que não terá de pagar agora aos seus grevistas e nos bens e serviços que um dia normal de trabalho consumiria.

Agora, a abébia para quem insiste que eu sou outra(s) pessoa(s) e para ficarem a saber qualquer coisa sobre mim: sou reformado da administração pública (onde trabalhei como auditor jurídico) em condições muito favoráveis e, como trabalhador independente, presto serviços esporádicos de consultoria jurídica.
Se ainda estivesse ao serviço, não faria greve (e fiz algumas greves em momentos da minha vida profissional, ao serviço do Estado e do País). E, nesta situação, mesmo que a quisesse fazer, de nada me serviria.
Agora, caros leitores, vou trabalhar um bocadinho num parecer que tenho em curso para depois ir dar uma volta que o dia, felizmente, parece ser de sol.
Bom dia!

domingo, 30 de outubro de 2011

Linha do Oeste: enterre-se o cadáver e canalizem-se as energias para coisas agora mais importantes

A Linha do Oeste começou a morrer há vários anos quando Cavaco Silva, como primeiro-ministro, preferiu a expansão das auto-estradas à consolidação e desenvolvimento das vias férreas. Outros também o fizeram.
Nessa altura como agora, só há uma explicação para isso: Cavaco Silva, como Guterres e Sócrates, percebeu que compensava politicamente beneficiar as grandes empresas de obras públicas com empreendimentos faraónicos, garantindo o apoio dos grandes interesses económicos. Até poderia ter sido acertado, tendo em atenção a criação de empregos que isso também possibilita.
E talvez não viesse daí mal ao mundo se, ao mesmo tempo, se investisse com racionalidade no transporte ferroviário. O que aconteceu, no entanto, foi o desinvestimento e o desinteresse. Num desequilíbrio idiota: o Estado multiplicou empresas, estudos e projectos... e prejuízos. Mas foi deixando morrer as linhas.
A abertura da A8 foi o golpe de misericórdia. Se para a ligação, em pequenos percursos, entre as localidades secundárias e Caldas da Rainha, a Linha do Oeste é útil, a ligação de "longo curso" com Lisboa e com o resto do País através da A8 tornou-a inútil.
Ninguém - a não ser que tenha muito tempo e predilecções especiais por comboios - preferirá, por exemplo, uma ligação lenta e desconfortável de duas horas entre Caldas da Rainha e uma estação secundaríssima (que não foi concebida como tal) nos arredores de Lisboa quando pode, em viatura própria ou nos autocarros expressos, fazer uma viagem de sessenta minutos para o centro de Lisboa através da A8.
Nas circunstâncias actuais, pode ser muito politicamente correcto e simbolicamente gratificante defender a Linha do Oeste e o transporte ferroviário - como, em certa medida, fez a "Gazeta das Caldas" num "dossier" bem feito - mas conviria que se percebesse que dificilmente o Governo e essas estruturas dirigidas por gestores milionários perdulários vão salvar o transporte ferroviário onde ele já passou a cadáver.
É mais proveitoso e mais vantajoso defender outras coisas - a limpeza público do concelho, na cidade e no interior, o bom funcionamento dos serviços públicos ou o investimento racional no que pode desenvolver turisticamente a região - do que perder tempo com quimeras. E, já agora, defender a responsabilização dos gestores que deitaram tudo a perder e que andaram estes anos todos a esbanjar o dinheiro que não era deles e que agora temos de pagar. E com juros.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Empresas públicas de transportes: os "trabalhadores" fazem greve e nós pagamos as dívidas...

O Metro do Porto deve 3,2 mil milhões de euros.
A CP deve 3,5 milhões de euros.
A Refer deve 2,6 mil milhões de euros.
A Carris deeve mais de 900 milhões de euros.
A SCTP (Porto) deve 346 milhões de euros.
Os prejuízos do sector público dos transportes chegou, em 2010, a quase 500 milhões de euros.
Não é preciso procurar muito para encontrar estes números e, com mais um pequeno esforço, ainda se encontram os resultados lastimáveis de algumas outras empresas de transportes do sector público.
Somos todos nós - por via dos impostos e dos cortes dos dois salários extra anuais - que vamos pagar isto tudo.
Mas os trabalhadores dessas empresas, onde beneficiam, e muito, de belos "direitos acumulados" e de regalias que às vezes incluem prémios só por irem trabalhar (numa lógica qué comum ao subsídio de incómodos dos CTT), vão fazer greve no dia 8 de Novembro... para que esta situação de mantenha. Com o apoio dos sindicatos e do PCP.
Mas, à sua maneira, eles são também responsáveis pelos prejuízos, pelas perdas e pelas dívidas alegremente acumuladas pelas luxuosas administrações a cujas mordomias nunca se opuseram, talvez para também receberem algumas migalhas.

As informações sobre os valores das dívidas e das perdas foram retirados daqui e daqui.
Sobre o extraordinário "subsídio de incómodos" dos CTT ver Carteiros: "subsídio de incómodos"?! Ao que isto chegou...

sábado, 15 de outubro de 2011

As rodelas de limão cobradas com a Cola-Cola e o IVA da restauração

Conta o "JN" aqui, sem infelizmente dizer onde e quem, que um estabelecimento de restauração cobrou pelas três rodelas de limão que meteu nas três Coca-Colas pedidas pelos clientes, pondo esse valor na factura.
À primeira vista, pode parecer estranho, até porque não será essa, em geral, a prática.
Mas, na realidade, os limões ou são de algum limoeiro do proprietário do estabelecimento (que gastará, pelo menos, água para os manter) ou são comprados. Portanto, será natural que - tal como acontece com os múltiplos cafés a que a mistura de um saco de café moído com água a ferver e com a energia gasta a aquecê-la - que as rodelas sejam cobradas.
Poderá, ainda, argumentar-se que o seu preço está incluído no preço do refrigerante. Mas estará? Deverão constar da lista, com preços diversificados, "Coca-Cola sem rodela de limão" e "Cola-Cola com uma rodela de limão"?
A questão, parecendo absurda, tem uma especial actualidade perante o aumento da taxa de IVA para a restauração (de 13% para 23%). A estrutura de custos daquilo que é servido ao cliente (a começar pelo café ao balcão, que é fiscalmente incontrolável) não é, em absoluto, transparente ou tem variações enormes de estabelecimento para estabelecimento.
Se teria sido desejável que o IVA não aumentasse neste sector (tal como não fossem decididas mais, e tão gravosas, "medidas de austeridades" para pagarmos todos o que um punhado de gente desonesta andou a fazer durante vários anos), seria também desejável que os seus representantes moderassem o tom dos seus protestos. O sector é tão diversificado que haverá estabelecimentos e postos de trabalho em risco tal como haverá outros estabelecimentos que absorverão, sem grandes crises, o aumento do IVA.

Voltando ao exemplo inicial:
1 - o comerciante compra um limão e deduzirá o IVA que pagou por esse fruto;
2 - a rodela de limão que vende a 0,20€ passará a ser vendida por 0,22€ (pelo acréscimo de 10% da nova taxa de IVA);
3 - ao Estado, o comerciante terá de entregar o valor do IVA que cobrou pela rodela de limão;
4 - mas desse valor que vai entregar ao Estado tem o direito a deduzir o IVA que pagou quando comprou o limão original.

Ou seja, neste caso: não tem um prejuízo directo pelo aumento da taxa de IVA. É certo que pode perder os clientes que não querem adicionar aos 1,30€ da Coca-Cola (ou 1,43€ com o aumento da taxa de IVA) o valor de 0,22€ pela rodela de limão. E isso acontecerá?

Sobre o aumento da taxa de IVA na restauração ver O IVA dos restaurantes - calem-se por um bocadinho, pode ser?

Adeus, Linha do Oeste

"O Governo vai desactivar, até ao final do ano, a linha ferroviária do Alentejo para transporte de passageiros entre Beja e a Funcheira, e o serviço, também de passageiros, da linha do Oeste, entre as Caldas da Rainha e a Figueira da Foz", relata o "Público" pela mão de Carlos Cipriano.
Não devia acontecer mas, infelizmente, na situação para que fomos empurrados, não vale a pena perder mais tempo com um cadáver que tem estado a ser adiado.

domingo, 9 de outubro de 2011

Notícias da crise

O Centro Cultural e de Congressos vê o público a decrescer e o próprio presidente da Câmara parece mostrar-se arrependido do projecto, o Centro de Alto Rendimento de Badminton já não parece estar a servir os propósitos para que foi criado e o centro comercial da Sonae Sierra (que nasceria a partir do actual Continente, do mesmo grupo, para estar pronto em 2010) ficou adiado "sine die" (segundo informa o jornal "Mais Oeste"). E a livraria Loja 107 fechou mesmo no dia 30 de Setembro.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Intermarché já está em falência?

Dizem-me que o Intermarché de Caldas da Rainha não tem mercadoria, que receberia da central de compras da empresa-mãe, por não ter dinheiro para pagar no mesmo dia, como lhe é exigido. E que, na prática, está já em falência. Será verdade?
Iremos ter, um dia destes, o Intermarché de porta fechada e os seus trabalhadores em protesto à porta?

sábado, 20 de agosto de 2011

Será o Intermarché o primeiro supermercado a fechar?

Já não é de agora que se diz que não há lugar para todo os supermercados que existem em Caldas da Rainha  (Aldi, Auchan, Continente, E. Leclerc, Intermarché, Lidl, Minipreço e Pingo Doce). E hoje, quando fui ao Intermarché, não fiquei surpreendido por ver muitas prateleiras vazias e falta de certos produtos. E pouca gente, quase ninguém. Será este o primeiro a fechar?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quanto custou à Câmara a Festa Branca?

Não se sabe e é pena. Os organizadores privados, noticia a "Gazeta das Caldas", desapareceram. Mas a Festa Branca fez-se, pelos vistos com apoio directo ou indirecto da Câmara, e parece que, desta vez, houve instalações sanitárias para todos os participantes. Foi um êxito, portanto. Mas a "Gazeta" não diz quanto custou ao erário público o que terá sido a única iniciativa da Câmara para "animar" o Verão. A "Gazeta" não sabe, ou não quis saber? Ou não quis dizer?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O IVA dos restaurantes - calem-se por um bocadinho, pode ser?

É cansativa, e torna-se monótona, a campanha que o sector dos restaurantes e os sectores que estão ligados a este negócio andam a fazer contra a eventual subida da taxa intermédia de IVA (12%) a que estão sujeitos, ameaçando com falências, despedimentos e fecho de estabelecimentos.
Com a ressalva de que, neste negócio como em tantos outros, há decerto situações muito difíceis, convém anotar duas coisas:
1 - Quando a taxa de IVA baixou, no cavaquismo, os preços de venda ao público das refeições e dos produtos não baixaram. A "poupança" ficou em casa e não chegou aos clientes, que continuaram a pagar os mesmos preços.
2 - A estrutura de custos dos pratos, das refeições, das bebidas e dos simples cafés não é transparente. Um café, que nem entra nas contas para o IRC, está longe de custar os 50 ou 60 cêntimos (ou mesmo mais) cobrados ao cliente; o vinho à mesa chega a custar o dobro, ou mais, do preço de venda no retalhista; um bacalhau com grão custa ao cliente do restaurante bastante mais do que a soma dos custos dos diversos produtos, da energia que serve para os cozer e aquecer e da fracção de mão-de-obra que é empregue na confecção e no serviço.
Portanto: calem-se por um instante, está bem?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Não se nota

Quero acreditar que isto é verdade. O problema é que não se nota.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não se queixem todos do mau tempo...

... que eu vi a cidade e o comércio local (nomeadamente os supermercados...) com mais gente do que é habitual nos dias em que o mau tempo afastou os veraneantes da praia. E hoje, que voltou o sol, já se circula melhor e os supermercados têm menos gente.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Desgraças, desgraças, desgraças

Para variar, o "Jornal das Caldas" (mas por agora apenas a edição impressa) tem bastante que ler: pormenores sobre o incêndio dos bares da Foz do Arelho ("impuseram-nos um projecto que tínhamos de seguir à risca. Obrigaram-nos a fazermos tudo pegado e em madeira...", diz a proprietária de um dos bares); a história de um funcionário da Câmara, a morrer de cancro, que dormiu ano e meio nas Piscinas Municipais; um desempregado com 63 anos (ex-combatente na guerra colonial, tratado com o desprezo com que todos os ex-combatentes foram miseravelmente tratados pelo Estado socialista) que vive numa carrinha na Foz do Arelho e a quem uma técnica da Segurança Social de Leiria disse que não precisava de ajuda "porque ainda não cheirava mal".
É um retrato das próprias misérias do País, ensombrado por um dia escuro. Que tristeza!