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quinta-feira, 1 de março de 2012
Sete conclusões sobre a polémica em torno do desmantelamento do Hospital
Eis o que se pode concluir do pouco que se vai percebendo sobre o desmantelamento do Hospital das Caldas e sobre a confusão já instalada:
1- Há a intenção, por parte do Ministério da Saúde, de ter serviços hospitalares complementares em Caldas da Rainha e Torres Vedras. Os cinquenta quilómetros que separam as duas cidades podem, num mapa, parecer uma distância insignificante quando vistos de Lisboa mas se podem servir para certas urgências não servem para outros serviços que, verdadeiramente, deviam ser prestados nos centros de saúde e não nos hospitais.
2 - O presidente da Câmara, Fernando Costa, estava informado do projecto, ou das intenções, e quis aproveitar para negociar com o Ministério da Saúde, "trocando" parte do hospital das Caldas pelo Hospital Termal.
3 - A fuga de informação, aproveitando o folclore dos protestos do encerramento da Linha do Oeste, visou tornar a coisa mais fácil de ser aceite pela população e enfraquecer a posição de Fernando Costa, que ficou entalado entre as reivindicações da sua população e o diálogo com o Ministério da Saúde.
4 - O pouco que se sabe (apesar da extensa carta de intenções que o "Jornal das Caldas", e bem, divulgou) radicalizou as posições: a população não aceita "perder" o hospital (mesmo que, possivelmente, não o perca na realidade) mas não há ninguém que lhe diga o que é que pode ganhar em troca.
5 - Quanto aos partidos, estão de mãos atadas. O PSD, além de estar tolhido pelos objectivos de Fernando Costa, não tem informações suficientes para se pronunciar. O CDS está num limbo feito de "nim". O PS e o PCP já começaram aos gritos, como lhes compete, mas não só não têm informações como não querem contrapor nada, o que os torna - como já é costume - irrelevantes. O BE ainda anda fixado na Linha do Oeste mas já percebeu que tem neste tema um pasto farto para a sua "agitprop".
6 - A população, em geral, tem razões para estar preocupada mas, salvo algumas iniciativas desgarradas das elites da cidade, não encontra um interlocutor capaz de ouvir as suas queixas.
7 - Ou seja: nada de novo, a não ser o tema, e a mesma incapacidade de sempre em resolver alguma coisa.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
PSD sem alternativas para o desmantelamento do hospital
O que aqui já escrevi sobre a ausência de alternativa que são as oposições locais (PS, PCP, BE e CDS) à maioria PSD da Câmara Municipal aplica-se agora ao PSD e ao comunicado tonto que divulgou sobre o desmantelamento do Hospital das Caldas (e de que a "Gazeta das Caldas" deu notícia e publicou na íntegra).
O que interessa saber, e interessa a todos os caldenses, é quais as alternativas existentes ao projectado desmantelamento. E uma delas seria, por exemplo, o reforço da rede de atendimento e de cuidados clínicos dos centros de saúde.
É uma pena que o PSD não o perceba porque talvez pudesse facilitar o diálogo sobre o desmantelamento do hospital.
O que interessa saber, e interessa a todos os caldenses, é quais as alternativas existentes ao projectado desmantelamento. E uma delas seria, por exemplo, o reforço da rede de atendimento e de cuidados clínicos dos centros de saúde.
É uma pena que o PSD não o perceba porque talvez pudesse facilitar o diálogo sobre o desmantelamento do hospital.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O desmantelamento do hospital é "irreversível" porquê?
O encerramento da mais que deficitária Linha do Oeste, relativamente à qual existem alternativas, não é irreversível e vale a pena protestar; a perda das "contrapartidas" da Ota, que não passou de um sonho tonto, não é irreversível. Mas o desmantelamento do hospital - embrulhado numa confusão de intenções e de projectos e de opiniões em que tudo e o seu contrário são possíveis - já é "irreversível"?
A atitude do Dr. Fernando Costa nisto tudo é estranha e a sua alegada gestão da coisa para tentar conquistar o "património termal" não cheira nada bem.
A atitude do Dr. Fernando Costa nisto tudo é estranha e a sua alegada gestão da coisa para tentar conquistar o "património termal" não cheira nada bem.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O silêncio dos autarcas
Sobre o desmantelamento do Hospital, o presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, os vereadores, os membros da Assembleia Municipal e os presidentes das juntas de freguesiam não piam. Porquê? Mas sobre a Linha do Oeste foi uma alegria. Devem ter ficado extenuados...
Quando é que começam a protestar contra o desmantelamento do Hospital?
Não consigo perceber o silêncio dos contestatários do costume quanto ao desmantelamento do Hospital das Caldas (falar em "perda de valências" é querer disfarçar a coisa). Por causa da Linha do Oeste, arrepelaram-se, berraram, brandiram estudos e mais estudos, fizeram vigílias e manifestaram-se na rua, derramaram-se pelas páginas dos jornais complacentes mas agora... nicles.
Ficaram cansados, foi?
Ficaram cansados, foi?
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Andavam distraídos, não era? Azar...
Segundo soube de fonte segura, a administração do CHON e o Ministério da Saúde aproveitaram consciente e propositadamente a excitação da imprensa local e a distracção de alguns contestatários com a Linha do Oeste para fazer sair a notícia da perda de valências hospitalares por parte do hospital das Caldas. E parece que deu resultado porque a malta contestatária ainda não deu verdadeiramente pela coisa...
Títulos totós
No "Mais Oeste": "Extinção de tribunais preocupa autarcas". Na "Gazeta das Caldas": "Perda de valências hospitalares com o fim do CHON preocupa autarcas".
Coitados dos autarcas, vergados que andam sob o peso das "preocupações". É pena que não resolvam nada nem saiam de cima mas, vá lá, já andam "preocupados".
Coitados dos autarcas, vergados que andam sob o peso das "preocupações". É pena que não resolvam nada nem saiam de cima mas, vá lá, já andam "preocupados".
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Taxas moderadoras - um princípio básico
Todas as pessoas que se acham numa urgência de hospital com uma aflicção grande, pequena ou assim-assim (e todas parecem enormes nessas circunstâncias) estarão de acordo em pagar mais, se o podem fazer, para serem mais rapidamente atendidas.
Mau é perceber-se que os preços baixos das taxas moderadoras (um nome transparente mas aberrante) desculpam e justificam maus serviços.
Mau é perceber-se que os preços baixos das taxas moderadoras (um nome transparente mas aberrante) desculpam e justificam maus serviços.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Talvez fosse útil um livro de reclamações para o concelho...
A propósito do meu comentário sobre uma reclamação contra a Urgência do Hospital das Caldas (aqui), uma visitante (Pensatriz) acrescentou um comentário irónico: “Junte-se a mim! Podemos esperar juntos!”. O comentário é justo porque, com frequência, fazemos uma reclamação, deparamos com uma espécie de muro de cimento silencioso e a vontade é desistir. Eu, no entanto, não partilho deste ponto de vista e a minha visitante (no seu blog Pensatriz aqui, cuja visita se recomenda) faz um convite, e bem, à denúncia de “histórias de terror” ou “sórdidas” (boa escolha de palavras) daquilo que ainda tem a designação de “Serviço Nacional de Saúde” aqui. Generalizando, talvez fosse útil um livro de reclamações para o concelho. Até porque fico com a ideia de que, por aqui, se convive mal com a reclamação. O que, parecendo que não, é favorável a quem reclama...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Hospital das Caldas: sem urgência nas Urgências
Uma reclamação contra o Hospital de Caldas da Rainha (oficialmente designado por Centro Hospitalar Oeste Norte) feita através da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), visando o esclarecimento de uma espera de dez horas e meia (10,5 horas, quase metade de um dia!) no respectivo serviço de urgência, está bloqueada no próprio hospital há dois meses à espera da resposta de quem dirige esse serviço. O reclamante, claro, voltou à carga, com nova queixa à ERS. E não tenciona desistir.
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