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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sobre a greve geral (com uma abébia para os idiotas que não gostam de ler as verdades que escrevo)

Não concordo com esta greve geral. O País - através dos seus órgãos de soberania e dos partidos parlamentares que não voltaram costas à "troika" (como aconteceu com o PCP e o BE) - assumiu um empréstimo, negociou o que pôde negociar com os seus credores, evitou a falência e agora tem de cumprir o que ficou estabelecido no contrato relativo ao empréstimo.
Se pode haver outras medidas que não passem, todas ou em parte, por este pesado regime de austeridade, não as conheço, não as vejo em lado nenhum e, por maioria de razões, não reconheço autoridade à esquerda (que estupidamente se alheou do processo) para se meter no assunto.
Agora é aguentar e cumprir e as contas internas que haverá que ajustar ficam para depois.
A única vantagem desta greve é a poupança do Estado, na remuneração que não terá de pagar agora aos seus grevistas e nos bens e serviços que um dia normal de trabalho consumiria.

Agora, a abébia para quem insiste que eu sou outra(s) pessoa(s) e para ficarem a saber qualquer coisa sobre mim: sou reformado da administração pública (onde trabalhei como auditor jurídico) em condições muito favoráveis e, como trabalhador independente, presto serviços esporádicos de consultoria jurídica.
Se ainda estivesse ao serviço, não faria greve (e fiz algumas greves em momentos da minha vida profissional, ao serviço do Estado e do País). E, nesta situação, mesmo que a quisesse fazer, de nada me serviria.
Agora, caros leitores, vou trabalhar um bocadinho num parecer que tenho em curso para depois ir dar uma volta que o dia, felizmente, parece ser de sol.
Bom dia!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um bom exemplo dado pelo Estado: protegem-se os carros dos dirigentes mas não as crianças!

Não há dinheiro para obras nas escolas mas a Direcção Regional de Educação do Centro, em Coimbra, gastou 138 mil euros numa cobertura para o seu próprio parque de estacionamento, para proteger os popós dos seus altos funcionários. Mais um bom exemplo dado pelo governo do PS. Pormenores aqui.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Fernando Costa sobre empresas municipais e poupanças

O "Jornal das Caldas" conta (sem link) que Fernando Costa, o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, decidiu começar a cortar nas despesas da autarquia, sendo a notícia acompanhada de declarações do presidente sobre as empresas municipais (que se transcrevem tal como foram publicadas): " As empresas municipais são boas para fraquejar o erário municipal. Ou é preciso empresas municipais para fugir ao cumprimento da Lei ou é para dar emprego aos boys partidários, ou são precisas porque a Câmara é incompetente para gerir os assuntos municipais."
Três aplausos para Fernando Costa: por querer cortar nas despesas, por criticar as empresas municipais (de facto, não parecem justificar-se a não ser pelos motivos que o presidente invoca) e por a câmara das Caldas não ter nenhuma empresa municipal.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O Fisco e a "Via CTT": um caso pouco transparente

Há poucos dias recebi das Finanças uma carta escrita com palavrinhas muito gentis em que era convidado a aderir a uma coisa criada pelos CTT chamada "Via CTT" que parece servir apenas como caixa de correio electrónica para o envio de coisas mais ou menos oficiais e das contas habituais (electricidade, água, etc). A ideia era eu receber por aí toda e qualquer notificação do Fisco, que normalmente são enviadas com registo (simples ou em mão). Mas, avisava o Fisco, a adesão não substituia a notificação formal por correio registado, que continuaria a ter valor judicial.
Titular de contas de correio electrónico (e-mail) há vários anos, é por e-mail que trato de vários assuntos e é por aí que já recebo muitas comunicações. Até das Finanças, às vezes um pouco estranhas.
Não faria assim sentido ir inscrever-me nessa "Via CTT", que chegou a ser anunciada como a grande maravilha da era "Magalhães" que iria ser capaz de alfabetizar electronicamente a população lusa. E suponho que quem já tem conta de e-mail (no Hotmail, no gmail ou yahoo, por exemplo, estará mais ou menos na mesma situação. Ou seja: não precisa dessa "Via CTT".
É por isso que a ideia das Finanças não me parece muito acertada, fazendo-me pensar que a intenção é, apenas rentabilizar a "Via CTT". O que também não surpreende: já é capaz de ser o segundo "buraco" em que os CTT se enfiam depois dos milagrosos dispositivos montados nas estações (inaugurados com a presença do então primeiro-ministro Guterres e do perpétuo ministro Gago) que iam ligar o povo à internet e que se sumiram no caixote de lixo das más ideias dos monopólios de Estado que dão prémios pecuniários aos gestores e prejuízos à Nação.