quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um boi à solta?! Chamem o senhor vereador Manuel Isaac!

Ah, os prazeres da ruralidade! Então não é que anda um boi à solta entre a Serra do Bouro e Salir do Porto, há nove dias, segundo relata o "Jornal das Caldas" aqui ? E enquanto o dono graceja ("Anda a monte, não quer conversar connosco"), a GNR, no intervalo das várias expedições de caça ao boi, levanta-lhe um auto de contra-ordenação (uma multa, portanto) por ser um animal sem condutor.
Há quem diga que o boi tem andado a rondar o bar de alterne que existe na região (pormenores aqui e aqui). E eu tenho visto muitos bois à solta em várias estradas mas parecem-me animais em figura de gente. E... bem, ia dizer uma piada envolvendo uma junta de freguesia mas era chato.
Por mim, acho que a única solução é chamar o senhor vereador Manuel Isaac. O representante do CDS/PP já demonstrou que é um especialista no assunto...

Irregularidades na Câmara das Caldas (com actualização)

O "Jornal das Caldas" teve, nesta desenvolvida notícia, um "furo" jornalístico digno de todos os elogios. Num meio pequeno, onde há tão grandes interdependências, soube ser suficientemente independente para dar o devido destaque o assunto. O autor, Francisco Gomes, tem publicado matérias jornalísticas que mostram o que pode vir ser o "Jornal das Caldas".
As irregularidades registadas não são extraordinariamente graves e são muito comuns a quase todas as câmaras municipais. Mas é evidente que não podem ser admitidas e, para lá do que vier a ser decidido em sede de inquérito, já fica bem a censura social. Fernando Costa, o presidente, habituado a espingardear, deve ficar calado, responder em sede de inquérito e corrigir o que tem de ser corrigido. E ouvir as oposições se elas, por acaso, repararem no caso.
Um aspecto particularmente grave que aqui se nota é o inventário das ilegalidades que envolvem a famosa discoteca Greenhill, que parece dispor de um poder muito desproporcionado na região por motivos - como se costuma dizer nos meios judiciais - não concretamente apurados.
Ainda há uma semana, a "Gazeta das Caldas" (sem link para a matéria, incluída na secção "Uma Empresa, várias Gerações") dava duas páginas à discoteca (de duas gerações só: mãe e filha). Depois desse destaque, não pode a "Gazeta" ignorar esta situação.

Actualização em 1.10.10: Pois, não pode mas ignorou, como se pode ver aqui. Dando a notícia das irregularidades, a "Gazeta" ignorou tudo o que se referia à discoteca Greenhill, como se não fosse, pela visibilidade pública do estabelecimento, um dos aspectos mais importantes. Se se aplicassem os critérios da "Semana do Zé Povinho" à "Gazeta", teria este jornal direito a um manguito!

Emprestaria o seu dinheiro a um tipo destes?

Veja-o aqui...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ainda sobre a questão do anonimato

Há cerca de dois meses, expliquei aqui a minha opção de manter anónima a autoria deste blog. Hoje, ao cabo de quase 360 posts e cerca de 6600 visualizações desde o início, não tenho razão nenhuma para alterar a minha posição.
Nos últimos dias, coincidindo com posts mais críticos relativos a um presidente de Junta de Freguesia, o meu blog começou a ser invadido por comentários assinados com um pseudónimo óbvio por uma pessoa que, utilizando o nome de outro político, lançou diversos ataques ao autor deste blog e, estranhamente, a uma pessoa que não era, nem é, o autor do meu blog e com quem o autor desses comentários parece ter uma "guerra" particular ou política, metendo-me e ao meu blog na polémica.
Esta ofensiva, apesar de idiota, obrigou-me a publicar este esclarecimento e a activar o mecanismo da moderação de comentários depois de eliminar os dislates que, vindos dessa zona, aterraram no meu blog.
Pensando que a ofensiva criatura percebera o meu ponto de vista, libertei a publicação de comentários... e lá vieram pousar mais comentários maníacos, oriundos da mesma fonte, que não aceito aqui e que tive de andar outra vez a eliminar. Mantendo, no entanto, a liberdade de publicação de comentários para benefício dos leitores "normais".
E enquanto espero, para ver se a criatura aprendeu a lição, quero apenas acrescentar que considero natural a existência de comentários anónimos como contrapartida do anonimato em que me mantenho. Numa lógica que para mim é claríssima: se não assino o que publico, tenho de aceitar que há pessoas que comentem o que publico sem também assinar.
É claro que, assim, ficamos iguais mas, como na velha história, há quem seja mais "igual" do que os outros e eu sou-o: como proprietário do blog, posso eliminar os comentários (quando, repito, eles forem despudoramente injuriosos, completamente idiotas e visarem malevolamente outras pessoas) e quem comenta não pode eliminar os meus posts.
Espero que a idiota criatura perceba isto e que não provoque a fúria divina...

Asfaltar uma rua e fazer um passeio - na Foz do Arelho demora 3 meses

Fazer um pedaço de um passeio e asfaltar uma rua é uma "requalificação" que, na Foz do Arelho, demora três (3) meses! Pelo menos, porque ainda não acabou... Isto acontece na estrada de cima, que nem parece ter nome, da "rotunda do Greenhill" para a Foz. Não há maneira de esta gente, que manda fazer obras assim, se apressar? Se fosse em ano de eleições, a obra já estava mais do que feita.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aumentar ainda mais os impostos? Não!

A primeira solução é cortar na despesa do Estado com institutos públicos, empresas municipais e mordomias dos seus quadros dirigentes e fundir serviços. Só depois, e a ser necessário, é que deve ser aceite um aumento de impostos.
O modo como o PS e os seus amigos têm defendido, sem qualquer reticência, um puro aumento de impostos, é uma prova irrefutável de incompetência, falta de vontade política, desrespeito pela pátria e pelo seu povo e uma claríssima filha-da-putice.
O povo todo devia sair à rua, em protesto!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A palavra dos outros: o desabafo de uma professora

No blog Pensatriz (aqui), a autora faz um comentário sobre a sua condição de professora: "Isto é uma real merda". É "politicamente incorrecto", mas é o que muita gente pensa e tem acanhamento, ou medo, de dizer.

Porque é que o vinho não há-de saber a vinho?!

Se não se espera que o pão saiba a chocolate ou que o chocolate saiba a café ou que um bife de vaca saiba a salmão, por que carga de água é que se generalizou hoje a estúpida noção de que o vinho tem de ter "aroma de amora e ameixa preta", "especiarias e alguma tosta", "aroma de galho seco", "nuances de baunilha" e, mesmo, suor de cavalo? Quem escreve estas parvoíces gostará mesmo de vinho?

sábado, 25 de setembro de 2010

Falta de comparência autárquica

Duas perguntas que toda a gente devia fazer:
1 - Por onde andam os candidatos crónicos e os residentes candidatos a cada Junta de Freguesia nos quatro anos que medeiam entre cada acto eleitoral?
2 - Os presidentes das Juntas de Freguesia em exercício ganham as eleições por mérito próprio ou por falta de comparência dos que, de quatro em quatro anos, atiram ao ar umas promessas tontas para ver se abicham alguns votos para a percentagem concelhia de cada partido?

Uma história de cultura e de falta dela

Há alguns anos atrás, um escritor residente na freguesia de Serra do Bouro perguntou ao presidente da respectiva Junta de Freguesia se podia oferecer a sua biblioteca de alguns milhares de volumes ao Centro Cultural (sublinha-se: Cultural) da Serra do Bouro. Não teve resposta. Fez a mesma pergunta à Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha e a resposta foi imediata: "sim". Na Biblioteca até agradeceram a oferta, que se concretizou, e o autor fez questão de dizer que era ele que devia agradecer a boa receptividade da Biblioteca porque, desse modo, os livros que acumulara ao longo de dezenas anos poderiam encontrar novos leitores. Remata o autor, ao recordar-me o episódio: "A atitude da Biblioteca Municipal, como instituição, e o esforço que fazem a sua directora e as pessoas que aí trabalham em prol do livro e da leitura merecem todos os elogios. O desinteresse do presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro merece... um manguito!"
Estou inteiramente de acordo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Um esclarecimento necessário: reservado o direito de admissão

Este blog é um espaço de liberdade e não tenciono, à partida, eliminar comentários dos meus leitores, mesmo que alguns não respeitem as regras da ortografia e da gramática (e não os corrigirei) e que sejam menos cordatos.
Não tenciono, no entanto, permitir a publicação de comentários personalizados que insultam pessoas com as quais nada tenho a ver e que provêm de leitores que se identificam com nomes falsos, usando-os como capachinhos para ocultar uma identidade estupidamente óbvia.
Se a criatura aqui especialmente visada tem alguma coisa a dizer a qualquer inimigo de estimação que pense ser o autor deste blog, recomendo que o faça abertamente e que vá bater a essa porta e de cara descoberta.
Aqui não tem sorte nenhuma porque, além do mais, não merece a minha consideração.
Fica, portanto, devidamente notificado: é reservado o direito de admissão.

Bruna no Oeste!

Dizia um meu avô que gostava mais de ver as mulheres muito vestidas porque isso lhe permitia dar mais asas à imaginação e descobrir-lhes o corpo a pouco e pouco, com um maior grau de erotismo e de luxúria. Esta perspectiva pode ter influenciado o tratamento noticioso dado pelo "Jornal das Caldas" à transferência da Peniche de Bruna Real, a jovem que ficou conhecida por desempenhar algumas funções educativas em Mirandela e por, ao mesmo tempo, ter posado para a edição portuguesa da revista "Playboy". O jornal (a edição on line, aqui, é uma imagem pálida do entusiasmo vertido no papel) dá-lhe manchete e a última página e valoriza, digamos assim, a imagem da profissional escolhida pela câmara por concurso nacional.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

E o gado não se importa?

Contava-se, noutros tempos, como anedota que Portugal tem três espécies de gado: o que se exporta, o que se importa e o que não se importa. É o que me ocorre quando olho para a mansidão com que as pessoas parecem aceitar a hipótese de um corte no "subsídio de Natal", que criaturas como Murteira Nabo (o rico ex-presidente da Portugal Telecom) já andam a agitar, como se fossem batedores deste que, como todos nós sabemos, é do mais mentiroso que existe.
Antes de chegar a esse ponto, o Governo deve cortar nas muitas despesas supérfluas que continua a fazer, dos institutos públicos e das empresas municipais (que fazem o que os serviços públicos deviam fazer) às frotas de luxo que são pagas com os nossos impostos (como é este escandaloso caso, infelizmente banal).
A capacidade de se indignarem, leitores, é o que vos distingue do gado...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mais uma que fecha - a MRW

Quando me preparava para, mais uma vez, utilizar a transportadora MRW das Caldas, descobri que a empresa já não existia, depois de ter sido atendido, no mesmo escritório, por um homem com uma camisola da Enviália (que parece ser uma empresa espanhola de transportes). O meu interlocutor deu-me um número de telefone que me garantiu ser da "MRW de Leiria", e que eu verifiquei ser de uma "casa particular", e desapareceu. E sobre a possibilidade de a Enviália fazer o mesmo serviço - transportar uma encomenda para um cliente em Lisboa - não se mostrou nada interessado.
Mais uma empresa que fecha, portanto. E é pena, porque o serviço era simpático e eficaz. E outra - como é o caso da Enviália - que, digamos, nem abre...

A Estrada Atlântica

Oficialmente denominada "Avenida Engenheiro Paiva de Sousa", a Estrada Atlântica liga a Foz do Arelho a Salir do Porto e é uma das zonas mais bonitas da região, percorrendo o litoral e deixando avistar o Atlântico em quase toda a sua extensão. E até tem um miradouro, por sinal ao lado do acesso a um promontório que já foi considerado "zona perigosa" (e deixou de o ser, porque o sinal desapareceu, embora não tivessem sido feitas obras).
A Estrada Atlântica foi uma obra de mérito mas talvez precise de mais alguma coisa, do tipo "requalificação".
O "parque de merendas" (ver fotografia aqui na entrada do blog) do presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro é um atentado grotesco ao bom gosto, o restaurante "Jotemar" (que já foi, há uns vinte anos, um restaurante decente) está em obras que talvez não o "requalifiquem", o bar de alterne "Carmen's" tem um aspecto lamentável de bordel de bairro de lata e o antigo "Talefe" fechou.
Os poderes públicos dificilmente poderão corrigir estas situações mas dispõem, com certeza, de outras possibilidades para valorizar, com gosto e qualidade, um elemento fundamental da ignorada potencialidade turística da região.

Requalificação

Tapa-se um buraco numa rua? É "requalificação". Arranja-se uma calçada? É "requalificação". Muda-se qualquer coisa numa avenida? É "requalificação". Altera-se uma coisa na cidade? É "requalificação". Constrói-se um parque de estacionamento? É "requalificação". Planta-se um arbusto? É "requalificação". A palavra entrou no quotidiano português e serve para tudo. Por exemplo: o presidente da Câmara dá um pum? É "requalificação"... do ar.
A seguir, seremos nós, os particulares. Chamamos um canalizador? É para "requalificar" uma torneira ou um cano ou um autoclismno. O carro tem uma avaria e precisa de ir à oficina? É para ser "requalificado". O computador precisa de uma reparação? É um acto de "requalificação".
Quando é que o letreiro das "Urgências" do hospital passa a ser "Requalificações urgentes"?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Euro-alterne

Serão brasileiras as funcionárias do Carmen's, da Serra do Bouro?

Um presidente de Junta internacional: Álvaro Jerónimo

O advogado Álvaro Jerónimo não é só presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro e entusiasta de pequenos parques de merendas e grandes caçadas. É, também, representante em Portugal da empresa brasileira Eurocasa (link aqui), empresa imobiliária do Rio de Janeiro, que presta também serviços de aconselhamento jurídico a brasileiros no seu país de origem e em Portugal. O site da Eurocasa é ilustrado com imagens de imóveis, moedas de euro e fotografias dos seus representantes.

À caça de quem passa

Só surpreende que não aconteça mais vezes (ou, então, não chega a saber-se): um idiota de um caçador quis matar um coelho e abateu um ciclista que ia a pssar na estrada ("Correio da Manhã"). A caça, essa caca, é um "desporto" giro, não é?...

Há petróleo no Oeste

Segundo conta o "Correio da Manhã" aqui, o milionário Joe Berardo acredita que há petróleo em Alcobaça e Torres Vedras e vai começar a extraí-lo no próximo ano. Será que os concelhos vizinhos vão ficar a salivar por causa do "ouro negro" alheio?