sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A "tolerância de ponto" e a incompetência

Há quem, invocando a(s) crise(s), verbere aqueles feriados extraordinários que, por um pudor passadista, são designados por "tolerância de ponto". É pena que os críticos desta coisa não estendam as suas críticas à incompetência, à falta de profissionalismo, ao laxismo, à falta de pontualidade, ao desinteresse de muitos fala-baratos e ao chico-espertismo, tudo defeitos bem portugueses que custam ao País horas, semanas, meses... de trabalho produtivo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Casem Sócrates, que também dá dinheiro

Se o casamento de um príncipe inglês com uma hospedeira de bordo pode dar um acréscimo de 700 e tal milhões de euros às finanças públicas britânicas (número repescado num telejornal), também é legítimo pensar que se por cá casássemos o Sócrates também haveria um acréscimo de receitas para as finanças portuguesas, pelo espectáculo, pelos "souvernirs", pelas impostos cobrados às actividades relacionadas. E pela curiosidade, claro. Já que foi o ainda primeiro-ministro o grande paladino dos casamentos homossexuais, era vê-lo ser coerente nesta "questão fracturante"!...

Palhaçada a mais, dignidade a menos

Se o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, tivesse um mínimo de dignidade, demitia-se depois de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o ter desautorizado no Parlamento, negando que as obras da meia dose de TGV avancem em 2011 como o seu colega dissera dois dias antes. Mas como, nesta inenarrável palhaçada, o exemplo vem de cima, tudo se permite...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Como os CTT e os carteiros nos podem tranquilamente enfiar o barrete

Repare o leitor: a maioria da correspondência que recebe não indica, por fora, data de expedição. São contas, correio institucional, de empresas, oferta de produtos e serviços, publicações. O correio pessoal é uma espécie quase extinta, substituído pelo e-mail e pelas mensagens de telemóvel. E esta era, e ainda é, a correspondência que leva - ao balcão - o carimbo do dia em que os CTT a recebem. Porque a outra vai por avença, com carimbos de máquinas que não põem a data de expedição.
Não há, por isso, qualquer tipo de controlo. A conta da empresa prestadora de serviços ABDC tem, no interior, uma data de emissão. No exterior, nada. Normalmente, a data antecede vários dias a data da cobrança. Portanto, esta correspondência não é urgente. Pode ser entregue hoje, amanhã ou depois de amanhã, quando convier ao carteiro, por exemplo.
Só isto explica que haja zonas residenciais onde se passam dois dias, ou mesmo três, em que não há correio e que depois, de repente, a caixa de correio fique cheia.
Por outro lado, repare o leitor, não há controlo sobre a distribuição. O carteiro sai a uma dada hora com um certo volume de correspondência. Grande parte dela pode ser entregue no dia seguinte. Justifica-se dar certas voltas, quando a urgência é inexistente?
Pense bem, leitor. Nestas circunstâncias, confia nos CTT e nos carteiros?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Vivacine: melhorar a imagem não chega

Noticia a "Gazeta das Caldas" que as salas do Vivacine vão ter cinema em formato digital. Não chega. E o som? Vai, finalmente, melhorar?

Outra vez os carteiros, grevistas "incomodados"...

Aí vêm eles, outra vez: os carteiros, receptores de um "subsídio de incómodos" que ninguém explica o que é, ameaçam com novas greves. Voltamos à mesma: os carteiros não gostam dos horários que têm (e não desfazem a impressão de que não gostam porque lhes dão jeito para poder acumular outros empregos) e os problemas existentes (tão bem denunciados pela DECO e que os caldenses bem conhecem) nada têm a ver com a incompetência nem com a má vontade nem com as greves nem com uma administração que, como o seu pessoal, tira todos os benefícios de uma situação de monopólio que nos prejudica a todos nós, clientes à força, e que se dá ao luxo de oferecer aos carteiros um "subsídio de incómodos". Talvez porque ficam "incomodados" por terem de trabalhar?...

domingo, 14 de novembro de 2010

A propósito da greve geral

A greve é uma das formas de luta clássicas, com uma génese muito simples... quando tudo era simples. O patrão, que é proprietário da fábrica, só ganha dinheiro quando a fábrica produz. Se os operários não trabalharem, a produção fica interrompida e o patrão não ganha dinheiro. A greve geral é uma aplicação desta lógica a uma escala nacional: todas as fábricas, todos os serviços, todas as empresas têm os seus trabalhadores em greve.
Isto pressupõe, no entanto, que a estrutura económica da sociedade não tenha sofrido alterações. Que de um lado estão os trabalhadores, por definição pobres, e, do outro lado, os patrões. Que só há trabalhadores assalariados desses mesmos patrões.
A greve geral decretada pela CGTP (contra “a burguesia”, como disse Carvalho da Silva num arroubo troglodita) e pela UGT parte destes mesmos pressupostos. E, por isso, só em parte é correcta.
Uma greve geral, na situação actual da economia portuguesa, é um protesto redutor porque deixa de fora muitos sectores que não se enquadram nem nos trabalhadores assalariados nem nos patrões proprietários de fábricas ou de outros meios de produção.
Os proprietários/patrões das micro e pequenas empresas, os empresários em nome individual e os recibos-verdes enquadram-se em que categoria na dicotomia sindical? Na “burguesia” negregada? Nos patrões? Nos trabalhadores? Vítimas, e não é pouco, desta crise e das medidas terroristas impostas para compensar as asneiras do PS e do seu Sócrates, protestam como? Fazendo greve e não trabalhando? Mas isso só os afecta a eles próprios!
E os reformados? E os desempregados? E os que procuram emprego? Como é que poderão protestar?
Cercadas por uma muralha de lugares comuns e de preconceitos ideológicos (tal como o sisudo PCP, o folclórico Bloco de Esquerda e a atrapalhada ala esquerda do PS), as organizações sindicais combatem-se a elas próprias e ao povo que dizem defender quando se metem em becos sem saída deste género.
Talvez fosse preferível, mesmo que cumulativamente, pensar num apagão nacional, num fechar de luzes colectivo durante quinze minutos, que pusesse o país todo às escuras, no negrume do luto, num protesto realmente grandioso contra este miserável governo. Custaria menos, notar-se-ia mais e seria muito mais abrangente.

Recordando um acto de má gestão dos CTT

Alguém se lembra das estruturas que, há cerca de dez anos, foram montadas nas estações dos CTT para as pessoas acederem à internet? Foi uma iniciativa apadrinhada e inaugurada pelo então primeiro-ministro António Guterres e pelo eterno ministro da Ciência Mariano Gago. Em poucos meses, degradadas e inúteis, essas coisas desapareceram das estações de correios. Quanto custaram? Não se sabe. Quem as pagou? Pois, todos nós.

As "casas de banho" para cães servem para alguma coisa?

Eu sei que é habitual, infelizmente: uma entidade pública faz uma coisa, gastando mais ou menos dinheiro público, a coisa não serve e desmantela-se, ou deixa-se ficar. Nunca se retira uma lição desse insucesso.
O caso das "casas de banho" para cães, que alguma coisa há-de ter custado, é um exemplo: os donos dos cães conseguem meter os bichos lá dentro para defecar? Essas estruturas são utilizadas? Servem, de facto, para alguma coisa? Era conveniente que a Câmara prestasse contas...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Parquímetros: de como Deus escreve direito por linhas tortas...

Conta aqui o "Jornal das Caldas": "Os caldenses e visitantes podem continuar a estacionar gratuitamente na zona de parquímetros da cidade das Caldas, porque a edilidade só vai mandar arranjar os equipamentos quando o projecto da regeneração urbana estiver concluído..." Não se pode dizer que isto seja “politicamente correcto”. Nem que dê uma boa imagem de práticas de gestão autárquica: os objectos estão lá, não estão? E, sem nenhum aviso formal, continuam a comer moedinhas… sem que os menos prevenidos o saibam. O que gera receita, claro. Mas é óbvio que dá jeito. E que a argumentação até é correcta: reparar os antipáticos objectos e desfazer tudo depois seria uma tolice (infelizmente muito praticada pelo Estado). Enfim, como se costuma dizer: Deus escreve direito por linhas tortas…

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Estacionamento no meio da Rua Eng.º Duarte Pacheco mesmo "nas barbas" da PSP e da Câmara - porquê?

É incompreensível que a PSP (que mantém um agente, e às vezes mais do que um, na entrada da Rua Heróis da Grande Guerra) deixe estacionar em segunda fila, e praticamente no meio da rua e nos dois lados, na Rua Eng.º Duarte Pacheco. A Câmara Municipal fica mesmo ao virar da esquina e também ninguém liga nenhuma. Pode ser difícil estacionar nessa zona do centro mas esta permissividade imbecil não é admissível. Se os que andam de carro mandam às urtigas o que aprenderam no Código da Estrada, cumpre às autoridades fiscalizar e aplicar a lei. O que não é feito neste caso. Porquê?

domingo, 7 de novembro de 2010

O PS caldense e a cultura

Segundo Luísa Arroz, deputada municipal do PS que já havia levantado algumas questões pertinentes sobre as "festas" de Verão da Foz do Arelho, existem nas Caldas "equipamentos culturais a mais e actividades a menos" (relato aqui). A questão foi suscitada numa reunião pública em que Luísa Arroz criticou a realização dos concertos de Tony Carreira e os 94 mil euros dados à "animação de Verão". Luísa Arroz terá razão em parte mas ficar-lhe-ia bem, e ao PS, desenvolver iniciativas mais concretas sobre o assunto.

Mário Tomé, as missões militares no estrangeiro e os "mercenariozinhos"

O militar revolucionário Mário Tomé, que esteve nas Caldas por iniciativa do Bloco de Esquerda, organização a que se encontra ligado, disse em voz alta o que muita gente pensa: as missões militares portuguesas no estrangeiro servem mais para os elementos que as integram ganharem mais e mais rapidamente do que para prestígio da nação. A designação que usou - "mercenariozinhos", segundo o relato da "Gazeta das Caldas" - não será muito própria e "mercenários" teria sido suficiente mas Mário Tomé é militar e saberá melhor do que os civis o que deve e o que não deve dizer sobre os seus camaradas de armas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Henrique Neto contra Sócrates, 1 - zero

Não são de agora as críticas de Henrique Neto (empresário, ex-deputado do PS, que não parece ter sido beneficiado pela governação da PS nem ter feito por isso) ao ainda primeiro-ministro e actual secretário-geral do PS. Mas estas, em entrevista ao "Jornal de Negócios", foram as mais fortes. Podem ler-se resumos aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O PSD caldense e as eleições autárquicas

A recente conferência de imprensa do PSD para fazer o balanço de um ano de actividade na Câmara Municipal (pormenorizadamente coberta pelo "Jornal das Caldas" aqui)foi, em primeiro lugar, uma boa iniciativa porque permitiu aos caldenses ficarem a saber o que andam os representantes do PSD a fazer. A mesma atenção para com os eleitores não tiveram as outras forças políticas. Talvez por pouco terem para contar, excepção naturalmente feita ao representante do CDS/PP que dá grande atenção às "tias" e aos touros.
Em segundo lugar, porque - e seria essa a intenção? - parece atirar para a linha de partida das eleições autáquicas de 2013 os candidatos à sucessão do presidente Fernando Costa na câmara: Maria da Conceição Pereira, Hugo Oliveira e Tinta Ferreira. Seria preferível, no entanto, que a decisão não tardasse. Fernando Costa deve manter-se em funções até ao final do seu mandato mas o PSD deve indicar, o mais cedo possível, o seu próximo candidato. E, à partida, e com destaque nacional (até como deputada na Assembleia da República), deveria ser Maria da Conceição Pereira a próxima presidente da Câmara. Tinta Ferreira nota-se pouco e Hugo Oliveira tem de mostrar que sabe fazer mais alguma coisa do que a "Festa Branca".
Esta renovação deve, também, ser acompanhada pela renovação das listas para as juntas e assembleias. O PSD e o eleitorado só têm a ganhar com a substituição de alguns autarcas das freguesias que só vencem eleições por inércia e por falta de comparência das oposições.
E não é cedo para começar a pensar no assunto...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ao cobarde que insiste em comentários imbecis

Se se identificar - eu já o identifiquei mas (ainda) não o posso divulgar abertamente - e me disser, cara a cara, o que me diz a coberto do seu cobarde anonimato, prometo-lhe duas coisas:
1 - identificar-me-ei
2 - farei o possível por me conter e não lhe dar as bengaladas no lombo que merece, pela sua insolência e pelas suas ofensas idiotas.
Tê-los-á no sítio, para isso?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sócrates e a chave da sua casa

Segundo a sondagem hoje publicada no "Correio da Manhã" (aqui) a maioria dos inquiridos (61 por cento) não confiaria a chave de casa ao actual primeiro-ministro:"‘Acha que seria capaz de confiar a José Sócrates a chave da sua casa?’ De acordo com uma sondagem CM/Aximage, 61 por cento dos eleitores respondem ‘não’. Mais curioso neste resultado é o facto de, no universo de inquiridos que nas eleições legislativas de 2009 votaram no actual primeiro--ministro, uma grande fatia (46,6 por cento) não confiava ao chefe do Governo a chave de casa. Por outro lado, 48 por cento dos eleitores que votaram PS confiavam e 5,4 por cento não têm opinião. A sondagem indica que apenas 33,6% do total de eleitores confiava a chave de casa a José Sócrates e 5,4 por cento não tem qualquer opinião sobre esta matéria."
Esta sondagem é a terceira, numa semana, que mantém as intenções de voto do PS abaixo dos 30 por cento (as três oscilam entre os 25 e os 27 por cento), atribuindo 35 por cento de votos ao PSD (as anteriores, de outra empresa e da insuspeita Universidade Católica, atribuíram-lhe 42 e 40 por cento.

CTT: a Deco também confirma que funcionam mal

Desta vez é o correio azul. Um estudo da Deco publicado agora no "Correio da Manhã" mostra que o mais caro correio azul se atrasa e que as cartas extraviadas têm aumentado.

PS: bem vindo ao Inferno!

O PS queria uma crise política à conta do Orçamento de Estado para poder fugir do Governo mas foi obrigado a negociar e a ficar. É o “pai” de um pacote de medidas que vão empobrecer o país, depois de andar anos a gastar à vontade e a beneficiar os amigos. A suspensão das parcerias público-privadas não lhe permite continuar a favorecer as empresas que o apoiam. Três sondagens diferentes mostram o PS a cair, a caminho dos seus piores resultados. O impacto das suas medidas pode atirá-lo ainda mais para o fundo, depois do Natal e dos efeitos do subsídio de Natal. A derrota de Manuel Alegre nas eleições presidenciais será outro desastre. Em 2011, o PS será corrido do Governo. Que não volte tão cedo!

GNR e PSP, não precisam de passar umas multinhas?

É interessante verificar como a GNR e a PSP das Caldas não parecem precisar de passar multas. Basta ver como ignoram o estacionamento ilícito na via pública, bem no centro da cidade e, muitas vezes, debaixo dos olhos dos seus agentes.