É o que diz o presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, Fernando Horta, ao "Jornal das Caldas": "Uma campanha de divulgação da Foz é sempre bem vinda e a junta não tem capacidade de a fazer. Sou presidente da junta há seis anos e já contatei a região de turismo por várias vezes e nunca obtive qualquer resposta”.
Eu também nunca vi nenhuma promoção da praia da Foz do Arelho nas coisas que saem do Turismo do Oeste e esta observação, feita a propósito do final desta fase de dragagens e com a esperança de uma época balnear mais favorável, é suficientemente elucidativa para que se pergunte, mais uma vez, o que anda a fazer o ainda director do Turismo do Oeste e os seus entusiásticos apoiantes das Caldas.
Para que serve uma defesa tão assanhada dessa coisa sem préstimo que é o Turismo do Oeste aqui nas Caldas se ele nem liga - como a maior parte da elite citadina do concelho - às verdadeiras potencialidades turísticas da região?
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
Turismo do Oeste nunca promoveu a Foz do Arelho
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Duas oportunidades de progresso para o interior
O interior do País, onde obviamente a crise também chega, vive, não obstante, uma época de oportunidade e a dois níveis.
Um deles é o turismo. E esta é, talvez, a maior e a mais lucrativa indústria que Portugal pode ter.
A costa de mar, o tempo ameno, o sol, os campos e as florestas do interior, a gastronomia, o património histórico e as manifestações culturais são elementos que, harmonizados e valorizados, podem atrair o turismo externo e interno e gerar riqueza, nacional e regional, e emprego.
Para isso é necessário perceber bem o que existe para mostrar e oferecer, promover, dar a conhecer, pensar que são turistas dignos tanto os jovens de mochila como os séniores que procuram o golfe e os empreendimentos megalómanos e os blocos de apartamentos à moda do Algarve não são o que querem ver os turistas que têm maior mobilidade e, por vezes, dinheiro para gastar sem grandes problemas.
Não é com birras regionalistas de sultões e caciques locais ou com os olhos cravados nas pedras das ruas sujas da cidade que se progride neste domínio. O futuro não é isso.
A outra oportunidade é a migração para o interior.
Com as condições de vida mais degradadas e mais caras nas maiores cidades e nos seus subúrbios (sobretudo em Lisboa), o interior oferece hoje, para residir em definitivo ou como habitação temporária, possibilidades muito razoáveis de melhoria da qualidade de vida e, em numerosos casos, oportunidades de emprego. Em tudo o que há por fazer a nível da oferta turística e porque mais residentes significam maior consumo de bens e de serviços locais.
Desde as lojas da cidade aos supermercados, passando pelas lojas de produtos alimentares e de outros bens de primeira necessidade das freguesias e pelas empresas de serviços do sector da construção, todos têm a ganhar com os novos residentes.
Mas para que tudo isto possa acontecer é necessário que as mentalidades se alterem. Politicamente, socialmente e culturalmente.
Os órgãos locais, das câmaras às juntas de freguesia, têm de criar condições para acolher os novos residentes, para lhes dar a conhecer as realidades de cada região, as suas potencialidades e os seus pontos mais interessantes, os serviços que prestam e os elementos sobre os quais podem fornecer sugestões e conselhos. Sem gestos de hostilidade, sem exigir que os recém-chegados aceitem à viva força as tradições de cada comunidade que, muitas vezes, nem sequer lhes são apresentados.
Não basta, por exemplo, lançar às casas os miúdos da freguesia a pedir dinheiro para uma festas que terão começado por ser religiosas sem dar em troca um folheto que explique o que são e o que integram essas festas. E não é sequer normal que se berre a quem manifesta as suas dúvidas sobre algumas práticas vagamente sectárias que se deve ir embora porque "quem está mal muda-se".
Os novos residentes, em interacção com os residentes originais, contribuem sempre positivamente para o rejuvenescimento e para o progresso das regiões mais isoladas. Quando os seus naturais se consideram proprietários das vias de acesso, do ar, do sol e até do mar o estão a condenar-se a eles próprios e às suas famílias a um futuro sombrio.
Um deles é o turismo. E esta é, talvez, a maior e a mais lucrativa indústria que Portugal pode ter.
A costa de mar, o tempo ameno, o sol, os campos e as florestas do interior, a gastronomia, o património histórico e as manifestações culturais são elementos que, harmonizados e valorizados, podem atrair o turismo externo e interno e gerar riqueza, nacional e regional, e emprego.
Para isso é necessário perceber bem o que existe para mostrar e oferecer, promover, dar a conhecer, pensar que são turistas dignos tanto os jovens de mochila como os séniores que procuram o golfe e os empreendimentos megalómanos e os blocos de apartamentos à moda do Algarve não são o que querem ver os turistas que têm maior mobilidade e, por vezes, dinheiro para gastar sem grandes problemas.
Não é com birras regionalistas de sultões e caciques locais ou com os olhos cravados nas pedras das ruas sujas da cidade que se progride neste domínio. O futuro não é isso.
A outra oportunidade é a migração para o interior.
Com as condições de vida mais degradadas e mais caras nas maiores cidades e nos seus subúrbios (sobretudo em Lisboa), o interior oferece hoje, para residir em definitivo ou como habitação temporária, possibilidades muito razoáveis de melhoria da qualidade de vida e, em numerosos casos, oportunidades de emprego. Em tudo o que há por fazer a nível da oferta turística e porque mais residentes significam maior consumo de bens e de serviços locais.
Desde as lojas da cidade aos supermercados, passando pelas lojas de produtos alimentares e de outros bens de primeira necessidade das freguesias e pelas empresas de serviços do sector da construção, todos têm a ganhar com os novos residentes.
Mas para que tudo isto possa acontecer é necessário que as mentalidades se alterem. Politicamente, socialmente e culturalmente.
Os órgãos locais, das câmaras às juntas de freguesia, têm de criar condições para acolher os novos residentes, para lhes dar a conhecer as realidades de cada região, as suas potencialidades e os seus pontos mais interessantes, os serviços que prestam e os elementos sobre os quais podem fornecer sugestões e conselhos. Sem gestos de hostilidade, sem exigir que os recém-chegados aceitem à viva força as tradições de cada comunidade que, muitas vezes, nem sequer lhes são apresentados.
Não basta, por exemplo, lançar às casas os miúdos da freguesia a pedir dinheiro para uma festas que terão começado por ser religiosas sem dar em troca um folheto que explique o que são e o que integram essas festas. E não é sequer normal que se berre a quem manifesta as suas dúvidas sobre algumas práticas vagamente sectárias que se deve ir embora porque "quem está mal muda-se".
Os novos residentes, em interacção com os residentes originais, contribuem sempre positivamente para o rejuvenescimento e para o progresso das regiões mais isoladas. Quando os seus naturais se consideram proprietários das vias de acesso, do ar, do sol e até do mar o estão a condenar-se a eles próprios e às suas famílias a um futuro sombrio.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Um monumento ao mau gosto
Como nem toda a gente consegue perceber a ironia, vamos falar muito a sério: este bocado árido de terreno na Estrada Atlântica, sem qualquer protecção contra o sol e contra os escapes dos automóveis, com três mesas desconfortáveis e alguns bancos ainda mais desconfortáveis, onde não se soltará nenhuma criança porque nunca se sabe se elas podem correr de repente para a estrada e com um conjunto de cores absolutamente piroso, é um monumento foleiro ao mau gosto e uma inutilidade que deveria fazer envergonhar os residentes do local e da freguesia onde a coisa foi feita.
Este grotesco "parque de merendas" devia ser objecto de estudo na ESAD, como amostra do que não se deve fazer. Mas é natural que, como a restante elite das Caldas que não sabe o que existe fora da cidade, os artistas e os sábios da ESAD desconheçam a coisa.
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
A falta de pontaria dos "turistas" da elite das Caldas
Portugal tem um dos mais amenos climas da Europa numa zosta de mar que vai de Norte a Sul.
E este concelho, o concelho de Caldas da Rainha, tem toda a sua zona ocidental praticamente voltada para o Atlântico. Tem uma estrada em razoável bom estado que começa na Lagoa de Óbidos e que só termina, verdadeiramente, à vista da baía de São Martinho do Porto e num ponto onde há uma zona de praia simpática e aprazível que é a de Salir do Porto. Dessa via vê-se sempre o azul do mar, vêem-se as Berlengas e o porto de Peniche e há caminhos, não muito inseguros, por onde é possível chegar ao oceano. E até há um miradouro que - demonstrando a capacidade de estragar de muito boa gente - está estupidamente tomado de assalto pelo chico-esperto do cigano que lá plantou a rulote.
A magnífica costa atlântica das Caldas é que é o grande património natural e turístico da região e, aliás, foi esse o chamariz do "elefante branco" do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. E devia ter pontos mais aprazíveis do que cafés e restaurantes em ruínas e toneladas de lixo, incluindo a publicidade pendurada das árvores.
Há poucos dias, o ex-vereador e distinto membro da elite das Caldas Jorge Mangorrinha, um dos muitos que desconhecem em absoluto o que existe para lá das muralhas da cidade, defendeu que "a marca das Caldas da Rainha deve estar focada no Hospital Termal, na Praça da Fruta, na tradição artística ligada à arte cerâmica, na escola de Artes (ESAD) e na área verde de cerca de 30 hectares no seu centro urbano histórico". (Os pormenores do disparate encontram-se aqui.)
É uma rematada tolice, infelizmente não muito diferente das tolices empunhadas por outros membros da elite caldense.
A cidade de Caldas da Rainha é uma cidade simpática mas rigorosamente nada atraente para o turismo como dezenas de outras cidades portuguesas sem património histórico real e sem artesanato nem gastronomia próprias. A "marca" turística das Caldas não é a cidade mas o mar da sua costa e, eventualmente, o terreno de fusão (que seria harmonioso se não fosse o lixo) do ruralismo com o Atlântico.
Não vale a pena alimentar fantasias nem sonhos pessoais de grandeza como o têm feito alguns ilustres idiotas locais. O mar, o céu azul, o Atlântico a perder de vista, o tempo ameno, a praia, uma refeição ou uma bebida ou um café de qualidade à beira da água... Isto é que, em primeiro lugar, atrai turistas. O resto pode vir depois.
É pena que a elite citadina não o perceba. Até porque também perde quando os turistas não vêm.
E este concelho, o concelho de Caldas da Rainha, tem toda a sua zona ocidental praticamente voltada para o Atlântico. Tem uma estrada em razoável bom estado que começa na Lagoa de Óbidos e que só termina, verdadeiramente, à vista da baía de São Martinho do Porto e num ponto onde há uma zona de praia simpática e aprazível que é a de Salir do Porto. Dessa via vê-se sempre o azul do mar, vêem-se as Berlengas e o porto de Peniche e há caminhos, não muito inseguros, por onde é possível chegar ao oceano. E até há um miradouro que - demonstrando a capacidade de estragar de muito boa gente - está estupidamente tomado de assalto pelo chico-esperto do cigano que lá plantou a rulote.
A magnífica costa atlântica das Caldas é que é o grande património natural e turístico da região e, aliás, foi esse o chamariz do "elefante branco" do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. E devia ter pontos mais aprazíveis do que cafés e restaurantes em ruínas e toneladas de lixo, incluindo a publicidade pendurada das árvores.
Há poucos dias, o ex-vereador e distinto membro da elite das Caldas Jorge Mangorrinha, um dos muitos que desconhecem em absoluto o que existe para lá das muralhas da cidade, defendeu que "a marca das Caldas da Rainha deve estar focada no Hospital Termal, na Praça da Fruta, na tradição artística ligada à arte cerâmica, na escola de Artes (ESAD) e na área verde de cerca de 30 hectares no seu centro urbano histórico". (Os pormenores do disparate encontram-se aqui.)
É uma rematada tolice, infelizmente não muito diferente das tolices empunhadas por outros membros da elite caldense.
A cidade de Caldas da Rainha é uma cidade simpática mas rigorosamente nada atraente para o turismo como dezenas de outras cidades portuguesas sem património histórico real e sem artesanato nem gastronomia próprias. A "marca" turística das Caldas não é a cidade mas o mar da sua costa e, eventualmente, o terreno de fusão (que seria harmonioso se não fosse o lixo) do ruralismo com o Atlântico.
Não vale a pena alimentar fantasias nem sonhos pessoais de grandeza como o têm feito alguns ilustres idiotas locais. O mar, o céu azul, o Atlântico a perder de vista, o tempo ameno, a praia, uma refeição ou uma bebida ou um café de qualidade à beira da água... Isto é que, em primeiro lugar, atrai turistas. O resto pode vir depois.
É pena que a elite citadina não o perceba. Até porque também perde quando os turistas não vêm.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Dragagens, banhistas e a Polícia Marítima a fazer de conta que não vê
O Verão prematuro trouxe calor e sol e os desejos de praia e os areais da Foz do Arelho são apetecíveis e acessíveis. E não há máquinas que assustem os banhistas.
As fitas de delimitação azuis da Polícia Marítima (não podia passar, parece...) foram rasgadas e a areia foi invadida. A Polícia Marítima - que, valha a verdade, também não se percebe para que serve - fez vista grossa e, como se pode ver nas imagens, juntou alegremente umas das suas máquinas às que já por lá andam nas infindáveis dragagens.
A culpa dos acidentes será sempre dos outros e, no caso de a vítima ser alguma criança, a culpa é dos acompanhantes adultos.
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| A Polícia Marítima em gincana no areal |
A culpa dos acidentes será sempre dos outros e, no caso de a vítima ser alguma criança, a culpa é dos acompanhantes adultos.
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| As fitas postas pela Polícia Marítima estão assim todas cortadas |
quarta-feira, 28 de março de 2012
Vende-se
O letreiro lá está, neste magnífico "parque de merendas" à beira da Estrada Atlântica: parece que está para venda. Dá para meter mais uma roulote, como aquela que está ilegalmente pousada no miradouro. Ou mesmo duas. Será essa a ideia? E quanto é que vale? Hei-de telefonar a perguntar...
domingo, 11 de março de 2012
Algumas perguntas ao sultão do Oeste
Quererá fazer-nos o favor de nos dizer que resultados concretos é que foram obtidos, em termos de vantagem para a Região Oeste e não para algumas pessoas ou entidades em particular, desde que está à frente dessa inutilidade que é a "Turismo do Oeste"?
E, já agora, quanto é que gastou desde o início?
E quanto é custou, em promoção e publicidade, cada turista, estrangeiro ou nacional, que veio visitar a Região Oeste durante esse período?
quinta-feira, 8 de março de 2012
Força, senhora secretária de Estado Cecília Meireles!
Os caciques do Oeste e o sultão local António Carneiro quiseram dar "show" na Bolsa de Turismo de Lisboa com um pano onde se lia "Este é o OESTE que vamos manter".
Perante esta representação teatral de baixo gosto a secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, terá dito (há duas versões): "Isto é o que faltava, era o que eles queriam" ou "Isso era o que vocês queriam".
Em qualquer dos casos: bravo, senhora secretária de Estado!
Faça-lhes frente e impeça que se "mantenham" o lixo, a oferta turística desordenada, as publicidades idiotas e um imenso património desaproveitado e subutilizado.
Avance, legisle, ponha ordem nisto e quanto mais depressa melhor.
O Oeste não precisa de caciques nem de sultões. Precisa é de turistas. E o estado a que essa gente deixou chegar o Oeste não traz turistas à região.
Perante esta representação teatral de baixo gosto a secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, terá dito (há duas versões): "Isto é o que faltava, era o que eles queriam" ou "Isso era o que vocês queriam".
Em qualquer dos casos: bravo, senhora secretária de Estado!
Faça-lhes frente e impeça que se "mantenham" o lixo, a oferta turística desordenada, as publicidades idiotas e um imenso património desaproveitado e subutilizado.
Avance, legisle, ponha ordem nisto e quanto mais depressa melhor.
O Oeste não precisa de caciques nem de sultões. Precisa é de turistas. E o estado a que essa gente deixou chegar o Oeste não traz turistas à região.
terça-feira, 6 de março de 2012
Estou com uma certa vontade de fazer uma denúncia à ASAE...
... sobre isto.
Porque as autoridades municipais estão - falando bem e depressa e adequadamente à situação - a cagar-se para o assunto.
Deve ser esta a concepção de "atracção turística" que têm...
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| A barraca do miradouro da Estrada Atlântica |
Porque as autoridades municipais estão - falando bem e depressa e adequadamente à situação - a cagar-se para o assunto.
Deve ser esta a concepção de "atracção turística" que têm...
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Tipo cornos na rotunda
Esta armação de madeira, que alguém achou por bem enfeitar com uma fita natalícia, está há meses na "rotunda do Greenhill".
Serviu de base (legalmente?) a um enorme catrapázio de publicidade ao Intermarché de São Martinho do Porto e depois ficou assim, como se fosse uma escultura de arte moderna tipo cornos numa das rotundas mais movimentadas de uma zona de passeio.
Ninguém - e muito menos os "especialistas" Hugo Oliveira e António Carneiro, se preocupa com o mau aspecto da coisa. Que, aliás, está agora bem enquadrada pelo estaleiro montado no local para umas obras filhas de pai incógnito.
E depois admirem-se de este recanto do Oeste não captar turistas. Alguém quer pagar para ver coisas destas?
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Obras filhas de pai incógnito
O estaleiro montado há várias semanas na "rotunda do Greenhill", no acesso a um dos miradouros naturais para o Atlântico, serve para quê? Talvez para os especialistas em turismo Hugo Oliveira e António Carneiro convencerem as empresas do sector a virem ver estes prodígios caldenses...segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Uma atracção turística na Estrada Atlântica...
... que o vereador Hugo Oliveira e o "especialista" António Carneiro podem tentar promover:
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O que resta do restaurante Jotemar... enquanto ninguém lhe pega fogo definitivamente. |
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O problema do "concurso" de gastronomia
Respondendo a uma visitante com interesse na matéria e em jeito de esclarecimento sobre este 15.º Concurso de Gastronomia que deu azo a uma girândola de tolices por parte de quem tinha a obrigação institucional de não as dizer e que excita, mais uma vez, o "Jornal das Caldas" e a "Gazeta das Caldas":
O problema não é a qualidade dos restaurantes premiados e deles só conheço a Adega do Albertino.
O problema é o carácter exclusivo de que a coisa se reveste, com os jornais a irem acriticamente atrás dos discursos oficiais que fazem dos participantes (inscritos para o efeito) os únicos restaurantes de mérito existentes no concelho.
Esta divisão, estupidamente estimulada, só faz com que este tipo de "concurso" seja cada vez mais restritivo e irrelevante. E que divida aquilo que devia estar unido.
Será que é isso que querem as entidades oficiais?
O problema não é a qualidade dos restaurantes premiados e deles só conheço a Adega do Albertino.
O problema é o carácter exclusivo de que a coisa se reveste, com os jornais a irem acriticamente atrás dos discursos oficiais que fazem dos participantes (inscritos para o efeito) os únicos restaurantes de mérito existentes no concelho.
Esta divisão, estupidamente estimulada, só faz com que este tipo de "concurso" seja cada vez mais restritivo e irrelevante. E que divida aquilo que devia estar unido.
Será que é isso que querem as entidades oficiais?
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Ó senhor vereador, vá dar uma volta!...
Com o ar cândido de auto-satisfação inchada pela barriguinha que tão bem o caracteriza, o sagaz vereador Hugo Oliveira disse na sessão masturbatória final do 15.º "concurso" de (alguns) restaurantes que ia reunir-se "com as operadoras que estão na Bolsa de Turismo de Lisboa e tentar perceber porque não param nas Caldas com tanta intensidade como faziam antes”.
Eu poupo-lhe a maçada, senhor vereador.
Aceite um conselho grátis: vá dar uma volta. Vá andar por aí e veja o estado de porcaria e de abandono em que o concelho se encontra e a miséria de promoção turística desse sultanato que é o "Turismo do Oeste". Saia do seu gabinete e das suas festividades "brancas" e meta-se à estrada. Vá e veja. A realidade que a falência da gestão camarária sua e dos seus camaradas nos deixa não é a colecção de fotografias bonitinhas com que enfeita o seu site.
E se depois continuar a não conseguir "perceber"... bom, a situação é mais séria mas acredito que umas férias de quatro anos, ou mais, dos afazeres camarários poderão ajudar.
Eu poupo-lhe a maçada, senhor vereador.
Aceite um conselho grátis: vá dar uma volta. Vá andar por aí e veja o estado de porcaria e de abandono em que o concelho se encontra e a miséria de promoção turística desse sultanato que é o "Turismo do Oeste". Saia do seu gabinete e das suas festividades "brancas" e meta-se à estrada. Vá e veja. A realidade que a falência da gestão camarária sua e dos seus camaradas nos deixa não é a colecção de fotografias bonitinhas com que enfeita o seu site.
E se depois continuar a não conseguir "perceber"... bom, a situação é mais séria mas acredito que umas férias de quatro anos, ou mais, dos afazeres camarários poderão ajudar.
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Os outros restaurantes não prestam, pois não? Portanto, escondem-se do turismo e excluem-se...
A Cabana do Pescador, o Cortiço, o Dona Alentejana, A Lareira, Os Queridos, o Sabores de Itália, o Solar dos Amigos e a Taberna do Manelvina são restaurantes do concelho de ambientes, opções gastronómicas e preços diferentes onde eu me sinto sempre bem, cuja qualidade elogio e que recomendo.
Qualquer uma das destas casas cabe de pleno direito em qualquer roteiro gastronómico e turístico do concelho das Caldas da Rainha. Mas nenhuma delas foi a esse acto de masturbação mútua que, mais uma vez, foi o "Concurso de Gastronomia" que abrange (alguns) restaurantes de Caldas da Rainha e de Óbidos.
No entanto, é este "concurso", que exclui parte significativa da restauração destes concelhos, que é considerado um "indicador óptimo" para os operadores turísticos. Os outros, portanto, não constam. Não foram a concurso... pelo que podem ser ignorados e desprezados. E só não o seriam se, para mal deles e nosso, fossem tasquinhas!...
Esta exclusão de restaurantes que não merecem, nem podem nem devem, ser excluídos é feita pela criatura que ainda dirige essa estrutura fantasmática que é o "Turismo do Oeste", que é a mesma pessoa que elogiou as tasquinhas como LINK e que criou uma "marca Oeste" clandestina (ou envergonhada?) segundo as imorredoiras palavras do vereador Hugo Oliveira.
Admiram-se que, com circunstâncias destas, o turismo da região não progrida?
Qualquer uma das destas casas cabe de pleno direito em qualquer roteiro gastronómico e turístico do concelho das Caldas da Rainha. Mas nenhuma delas foi a esse acto de masturbação mútua que, mais uma vez, foi o "Concurso de Gastronomia" que abrange (alguns) restaurantes de Caldas da Rainha e de Óbidos.
No entanto, é este "concurso", que exclui parte significativa da restauração destes concelhos, que é considerado um "indicador óptimo" para os operadores turísticos. Os outros, portanto, não constam. Não foram a concurso... pelo que podem ser ignorados e desprezados. E só não o seriam se, para mal deles e nosso, fossem tasquinhas!...
Esta exclusão de restaurantes que não merecem, nem podem nem devem, ser excluídos é feita pela criatura que ainda dirige essa estrutura fantasmática que é o "Turismo do Oeste", que é a mesma pessoa que elogiou as tasquinhas como LINK e que criou uma "marca Oeste" clandestina (ou envergonhada?) segundo as imorredoiras palavras do vereador Hugo Oliveira.
Admiram-se que, com circunstâncias destas, o turismo da região não progrida?
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Onde é que ela está, senhor vereador Hugo Oliveira?!
... Diga a toda a gente, não faça segredo: onde é que está, que ninguém a vê, a "marca Oeste" que - segundo garantiu (e nesse sentido testemunha o "Jornal das Caldas") - foi criada por esse prodígio de sabedoria e de competência que é o mundialmente famoso António Carneiro, sultão da universalmente famosa "Turismo do Oeste"?!
E a "marca Oeste" será o quê? Um manguito? O das Caldas? Um "Bordallo"? Um "príapo"? Uma cavaca? A D. Leonor? Uma cabeça de peixe fálica? Uma tasquinha? E qual? Um caracol da Serra do Bouro? Uma amêijoa da Lagoa de Óbidos? As chaves inaugurais do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica? Um pendão de plástico? A efígie do Dr. Fernando Costa com perfil leninista? A cinturinha de vespa da sua rival? Uma "tia" vestida de branco? Um taco de golfe?
Senhor vereador, os caldenses e os oestinos - não, o Mundo inteiro! - tremem de curiosidade por saber qual será essa maravilha!...
E a "marca Oeste" será o quê? Um manguito? O das Caldas? Um "Bordallo"? Um "príapo"? Uma cavaca? A D. Leonor? Uma cabeça de peixe fálica? Uma tasquinha? E qual? Um caracol da Serra do Bouro? Uma amêijoa da Lagoa de Óbidos? As chaves inaugurais do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica? Um pendão de plástico? A efígie do Dr. Fernando Costa com perfil leninista? A cinturinha de vespa da sua rival? Uma "tia" vestida de branco? Um taco de golfe?
Senhor vereador, os caldenses e os oestinos - não, o Mundo inteiro! - tremem de curiosidade por saber qual será essa maravilha!...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Demitam-no e rapidamente, por favor!
O presidente dessa inutilidade chamada "Turismo do Oeste" não é só incompetente e completamente alheio a tudo quanto são as necessidades da Região Oeste (e do País) em matéria de promoção turística. É também, como funcionário do Estado, desleal e insultuoso ao criticar desta maneira a decisão do Governo a que deve obediência. Demitam-no e rapidamente, sff!|
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Na realidade a coisa "Turismo do Oeste" não serve rigorosamente para nada...
... como o demonstra este excerto do editorial da "Gazeta das Caldas":
"(...) Na recente feira internacional do turismo de Espanha – a Fitur 2012 – um dos mais importantes certames de turismo do mundo, podia-se constatar no pavilhão de Portugal e na banca da Região de Lisboa a ausência de qualquer informação sobre a região Oeste (como é confirmado pelo presidente da Câmara de Óbidos que ali foi deixar algumas centenas de exemplares de um pequeno panfleto sobre os principais eventos que terão lugar em 2012) (...)."
"(...) Na recente feira internacional do turismo de Espanha – a Fitur 2012 – um dos mais importantes certames de turismo do mundo, podia-se constatar no pavilhão de Portugal e na banca da Região de Lisboa a ausência de qualquer informação sobre a região Oeste (como é confirmado pelo presidente da Câmara de Óbidos que ali foi deixar algumas centenas de exemplares de um pequeno panfleto sobre os principais eventos que terão lugar em 2012) (...)."
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Reduzam-se as estruturas regionais de turismo que não se perde nada. Antes pelo contrário...
Anda por aí muito "indignado" a lamentar a intenção governamental de reduzir o número de estrututas oficiais de turismo, o que levará - espero eu! - à extinção desse gerador de absurdos anti-turísticos que dá pelo nome de Turismo do Oeste. ~
Além da saloíce regional de quererem ter sempre qualquer estrutura que os outros também tenham (num país pequeno e sem dinheiro!), estes "indignados" até podem afinal gostar da caterva de infelicidades que têm saído do cérebro de quem gere a coisa e a que nos referimos, por exemplo, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Será isso?
Além da saloíce regional de quererem ter sempre qualquer estrutura que os outros também tenham (num país pequeno e sem dinheiro!), estes "indignados" até podem afinal gostar da caterva de infelicidades que têm saído do cérebro de quem gere a coisa e a que nos referimos, por exemplo, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Será isso?
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| Há quem pense que é com raparigas em anzóis e pénis disfarçados de cabeças de peixe que se pescam turistas. Mas estão enganados.. |
domingo, 18 de dezembro de 2011
"Caldas não teve estratégia e Óbidos teve"
"Caldas da Rainha perdeu muito nos últimos anos, fruto de uma ausência de estratégia. Caldas não teve estratégia e Óbidos teve. A diferença é essa. Óbidos não é mais do que Caldas e Caldas não é mais do que Óbidos. As pessoas são as mesmas, vivem todas no mesmo território, não há uma fronteira que separe as pessoas. São pessoas com a mesma capacidade e a mesma energia."
Estas sábias palavras são de José Parreira, administrador da empresa municipal Óbidos Patrimonium, em entrevista ao jornal "Mais Oeste" (link aqui com a edição do jornal em PDF).
É uma apreciação que corresponde à realidade: Caldas não teve uma estratégia de marketing turístico, desprezou tudo o que podia oferecer de qualidade e não criou elementos de atracção, "naturais" (como o Mercado Medieval de Óbidos) ou artificiais (o caso do chocolate).
Estas sábias palavras são de José Parreira, administrador da empresa municipal Óbidos Patrimonium, em entrevista ao jornal "Mais Oeste" (link aqui com a edição do jornal em PDF).
É uma apreciação que corresponde à realidade: Caldas não teve uma estratégia de marketing turístico, desprezou tudo o que podia oferecer de qualidade e não criou elementos de atracção, "naturais" (como o Mercado Medieval de Óbidos) ou artificiais (o caso do chocolate).
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