... a uma pergunta tão simples como esta?
Não saberá responder? Ou não quererá? E se não quer... porque será?
Mas se ele não responde, podemos nós responder por ele?
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sábado, 5 de maio de 2012
Porque é que ele não responde...
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Uma pergunta muito directa ao presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro...
... que aqui se repete, com o devido destaque, para que o advogado Baltazar Jerónimo não diga que não percebeu:
Dada a situação de acumulação da função de presidente da Junta de Freguesia com a função de representante dos investidores do projecto turístico inventado no âmbito do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, cujos interesses pouco coincidem com os interesses dos habitantes da Serra do Bouro, o que faria o ilustríssimo autarca se esses seus clientes (de quem recebe dinheiro), ou os hipotéticos clientes dos seus clientes, protestassem contra o foguetório? Também lhes responderia que "quem está mal muda-se"?
Não vai deixar de responder, pois não?
Dada a situação de acumulação da função de presidente da Junta de Freguesia com a função de representante dos investidores do projecto turístico inventado no âmbito do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, cujos interesses pouco coincidem com os interesses dos habitantes da Serra do Bouro, o que faria o ilustríssimo autarca se esses seus clientes (de quem recebe dinheiro), ou os hipotéticos clientes dos seus clientes, protestassem contra o foguetório? Também lhes responderia que "quem está mal muda-se"?
Não vai deixar de responder, pois não?
domingo, 22 de abril de 2012
Algumas conclusões sobre a Guerra dos Foguetes das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro
Durante alguns dias, e a propósito dos posts Foguetes na Serra do Bouro: vingança em vez de bom senso e Ainda os foguetes na Serra do Bouro: o perigo das canas é fixe e "para que é que vêm para cá"? estabeleceu-se neste blog um debate interessante sobre o que pode ser apropriadamente designado por Guerra dos Foguetes, a propósito dos excessos fogueteiros ocorridos durante mais uma edição das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro.
Os comentários publicáveis foram publicados, alguns (poucos, felizmente) tiveram de seguir directamente para o lixo. É possível tirar algumas conclusões e elas aqui estão:
1 - A questão inicialmente suscitada foi a dos foguetes e, muito simplesmente, o perigo da queda das suas canas nas propriedades dos habitantes da freguesia por eles serem lançados em áreas residenciais. Nenhuma das pessoas que se queixaram desta prática criticou a motivação das festas ou o seu formato e até se declararam de acordo com as festividades. No entanto, essas pessoas foram alvo de gestos no mínimo discutíveis e acusadas mesmo de estarem a ser contra a "tradição".
2 - É interessante verificar que, no lado oposto, a opção generalizada foi a da defesa do lançamento dos foguetes nos moldes em que isso tem sido feito, como se essa prática "tradicional" fosse a única coisa realmente significativa das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro. E houve, inclusivamente, quem se referisse com alguma excitação ao aliciante de ter as canas a caírem do céu... como se isso fosse um desporto radical.
3 - Não vi, e nenhum leitor conseguirá ver, nos argumentos dos que defendem a "tradição" dos foguetes uma palavra que seja em defesa dos eventuais outros méritos das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro. Religiosidade, convívio, comunhão, devoção... nada disto lhes parece interessar. Pode supor-se que estas festas perderam qualquer motivação que tenham tido?
4 - Além disso, a polémica obriga a fazer uma pergunta: em que medida é que o foguetório é pertinente para o objectivo com que as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro foram concebidas?
5 - A defesa da "tradição" foguetória tem sido sempre acompanhada, muito abertamente e como argumento único, do convite à saída - senão mesmo à expulsão - dos "forasteiros" que não concordam... com o lançamento de foguetes. Como se a pirotecnia fosse tudo aquilo a que a freguesia se resume. Infelizmente, os fogueteiros e os seus adeptos não parecem perceber que a entrada de novos habitantes nas freguesias do interior faz, pelo menos, com que aumentem as receitas dos órgãos municipais e de quaisquer actividades comerciais, e até, industriais, do concelho e da freguesia, como acontece, por exemplo, com a construção civil, que só verdadeiramente poderá prosperar se tiver trabalhos a fazer na consolidação dos solos, no erguer de casas, na reparação e manutenção de habitações.
6 - A perspectiva quase proto-fascista do "quem está mal muda-se" chegou a ser assumida, no ano passado, pelo presidente da Junta de Freguesia (o que também suscita dúvidas legítimas sobre a qualidade humana, política e cultural de uma criatura que assim aja na sua função autárquica). Ao invés de tentar serenar os ânimos e de contribuir para encontrar um clima de harmonia, a pessoa em causa juntou-se aos fogueteiros. Não brandiu armas em defesa da festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro mas sim em defesa da "tradição" dos foguetes. Este ano, aparentemente, calou-se... pelo menos em público. Continua a preferir a "tradição" dos foguetes e parece que não sabe, ou não quer, terçar armas a favor das verdadeiras tradições da freguesia.
7 - E há uma pergunta que deve fazer-se. Dada a situação de acumulação da função de presidente da Junta de Freguesia com a função de representante dos investidores do projecto turístico inventado no âmbito do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, cujos interesses pouco coincidem com os interesses dos habitantes da Serra do Bouro, o que faria o ilustríssimo autarca se esses seus clientes (de quem recebe dinheiro), ou os hipotéticos clientes dos seus clientes, protestassem contra o foguetório? Também lhes responderia que "quem está mal muda-se"?
8 - Finalmente, a expressão de opiniões tão extremadas e a manifestação de atitudes dos fogueteiros em defesa de uma coisa tão absurda como uma eventual tradição pirotécnica da freguesia fez com que as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro se transformem numa festa... de foguetes. E a prova provada é o facto de qualquer pesquisa no Google, ou noutro qualquer motor de busca, sobre as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro ir dar à sua Guerra dos Foguetes. Os fogueteiros conseguiram garantir uma bela dose de publicidade e de notoriedade negativas às festividades que quiseram "abrilhantar"... da pior maneira.
Tudo o que escrevi sobre a Guerra dos Foguetes pode ser consultado aqui.
Os comentários publicáveis foram publicados, alguns (poucos, felizmente) tiveram de seguir directamente para o lixo. É possível tirar algumas conclusões e elas aqui estão:
1 - A questão inicialmente suscitada foi a dos foguetes e, muito simplesmente, o perigo da queda das suas canas nas propriedades dos habitantes da freguesia por eles serem lançados em áreas residenciais. Nenhuma das pessoas que se queixaram desta prática criticou a motivação das festas ou o seu formato e até se declararam de acordo com as festividades. No entanto, essas pessoas foram alvo de gestos no mínimo discutíveis e acusadas mesmo de estarem a ser contra a "tradição".
2 - É interessante verificar que, no lado oposto, a opção generalizada foi a da defesa do lançamento dos foguetes nos moldes em que isso tem sido feito, como se essa prática "tradicional" fosse a única coisa realmente significativa das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro. E houve, inclusivamente, quem se referisse com alguma excitação ao aliciante de ter as canas a caírem do céu... como se isso fosse um desporto radical.
3 - Não vi, e nenhum leitor conseguirá ver, nos argumentos dos que defendem a "tradição" dos foguetes uma palavra que seja em defesa dos eventuais outros méritos das festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro. Religiosidade, convívio, comunhão, devoção... nada disto lhes parece interessar. Pode supor-se que estas festas perderam qualquer motivação que tenham tido?
4 - Além disso, a polémica obriga a fazer uma pergunta: em que medida é que o foguetório é pertinente para o objectivo com que as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro foram concebidas?
5 - A defesa da "tradição" foguetória tem sido sempre acompanhada, muito abertamente e como argumento único, do convite à saída - senão mesmo à expulsão - dos "forasteiros" que não concordam... com o lançamento de foguetes. Como se a pirotecnia fosse tudo aquilo a que a freguesia se resume. Infelizmente, os fogueteiros e os seus adeptos não parecem perceber que a entrada de novos habitantes nas freguesias do interior faz, pelo menos, com que aumentem as receitas dos órgãos municipais e de quaisquer actividades comerciais, e até, industriais, do concelho e da freguesia, como acontece, por exemplo, com a construção civil, que só verdadeiramente poderá prosperar se tiver trabalhos a fazer na consolidação dos solos, no erguer de casas, na reparação e manutenção de habitações.
6 - A perspectiva quase proto-fascista do "quem está mal muda-se" chegou a ser assumida, no ano passado, pelo presidente da Junta de Freguesia (o que também suscita dúvidas legítimas sobre a qualidade humana, política e cultural de uma criatura que assim aja na sua função autárquica). Ao invés de tentar serenar os ânimos e de contribuir para encontrar um clima de harmonia, a pessoa em causa juntou-se aos fogueteiros. Não brandiu armas em defesa da festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro mas sim em defesa da "tradição" dos foguetes. Este ano, aparentemente, calou-se... pelo menos em público. Continua a preferir a "tradição" dos foguetes e parece que não sabe, ou não quer, terçar armas a favor das verdadeiras tradições da freguesia.
7 - E há uma pergunta que deve fazer-se. Dada a situação de acumulação da função de presidente da Junta de Freguesia com a função de representante dos investidores do projecto turístico inventado no âmbito do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, cujos interesses pouco coincidem com os interesses dos habitantes da Serra do Bouro, o que faria o ilustríssimo autarca se esses seus clientes (de quem recebe dinheiro), ou os hipotéticos clientes dos seus clientes, protestassem contra o foguetório? Também lhes responderia que "quem está mal muda-se"?
8 - Finalmente, a expressão de opiniões tão extremadas e a manifestação de atitudes dos fogueteiros em defesa de uma coisa tão absurda como uma eventual tradição pirotécnica da freguesia fez com que as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro se transformem numa festa... de foguetes. E a prova provada é o facto de qualquer pesquisa no Google, ou noutro qualquer motor de busca, sobre as festas de Nossa Senhora dos Mártires na Serra do Bouro ir dar à sua Guerra dos Foguetes. Os fogueteiros conseguiram garantir uma bela dose de publicidade e de notoriedade negativas às festividades que quiseram "abrilhantar"... da pior maneira.
Tudo o que escrevi sobre a Guerra dos Foguetes pode ser consultado aqui.
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quinta-feira, 8 de março de 2012
Que é feito do projecto imobiliário do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica?
Há um ano foi aprovado pela Assembleia Municipal o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, que alterava as normas para uma extensa zona natural pertencente às freguesias da Serra do Bouro e da Foz do Arelho que não era urbanizável.
O propósito desta alteração foi o de permitir a construção de um imenso projecto imobiliário a ocupar 275 hectares de terreno e para o qual haveria um investimento de 300 milhões de euros.
As obras começariam em 2013.
Até 2021 estariam construídos um "spa", um hotel e "um primeiro aldeamento".
As obras estariam totalmente concluídas em 2041.
As empresas envolvidas no projecto, representando investidores anónimos, não se apresentaram (este blog mostrou quem elas eram) e quem deu a cara foi o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro, que achou ser ético representar simultaneamente os investidores que compraram e queriam comprar terrenos na Serra do Bouro e os residentes na Serra do Bouro que quase foram obrigados a pôr os seus terrenos à venda.
Os partidos mostraram-se excitados com o projecto, porque em teoria o concelho poderia ganhar alguma coisa com esse empreendimento e porque, na prática, talvez esperassem receber alguma coisa dos promotores.
Um ano depois nada aconteceu.
A área delimitada pelo Plano de Pormenor continua pejada de detritos, rebanhos e caçadores e com zonas ardidas.
Os promotores e os investidores do projecto imobiliário continuam sem se apresentarem.
Não há uma única informação, por parte dos promotores, sobre o projecto que tinham.
A Câmara e os partidos políticos, como já é costume, fazem agora de conta que nunca souberam de nada.
Daqui por um ano voltaremos a falar no assunto. Só para que ninguém se esqueça.
Tudo o que foi publicado neste blog sobre o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (incluindo sobre os seus "homens sem rosto" e as empresas e pessoas envolvidas) pode ser lido aqui.
O propósito desta alteração foi o de permitir a construção de um imenso projecto imobiliário a ocupar 275 hectares de terreno e para o qual haveria um investimento de 300 milhões de euros.
As obras começariam em 2013.
Até 2021 estariam construídos um "spa", um hotel e "um primeiro aldeamento".
As obras estariam totalmente concluídas em 2041.
As empresas envolvidas no projecto, representando investidores anónimos, não se apresentaram (este blog mostrou quem elas eram) e quem deu a cara foi o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro, que achou ser ético representar simultaneamente os investidores que compraram e queriam comprar terrenos na Serra do Bouro e os residentes na Serra do Bouro que quase foram obrigados a pôr os seus terrenos à venda.
Os partidos mostraram-se excitados com o projecto, porque em teoria o concelho poderia ganhar alguma coisa com esse empreendimento e porque, na prática, talvez esperassem receber alguma coisa dos promotores.
Um ano depois nada aconteceu.
A área delimitada pelo Plano de Pormenor continua pejada de detritos, rebanhos e caçadores e com zonas ardidas.
Os promotores e os investidores do projecto imobiliário continuam sem se apresentarem.
Não há uma única informação, por parte dos promotores, sobre o projecto que tinham.
A Câmara e os partidos políticos, como já é costume, fazem agora de conta que nunca souberam de nada.
Daqui por um ano voltaremos a falar no assunto. Só para que ninguém se esqueça.
Tudo o que foi publicado neste blog sobre o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (incluindo sobre os seus "homens sem rosto" e as empresas e pessoas envolvidas) pode ser lido aqui.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Recordando...
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Não sei o que hei-de pensar desta coincidência...
... mas o certo é que sempre que me refiro ao maravilhoso presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores no empreendimento turístico previsto no Plano de Pormenor da Estrada Atlântica me aparece o mesmo tipo de insultos, com o mesmo tipo de palavreado e sempre anónimos (mas oriundos do mesmo endereço de IP).
Quem será o seu autor?
Quem será o seu autor?
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Os caracóis também correm
Para a freguesia vai tudo em passo de caracol
mas, para os outros fregueses, é um verdadeiro Fórmula 1...!
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
As misérias da Estrada Atlântica
![]() |
| O Talefe era, essencialmente, um café. Fechou há mais de um ano. Diz-se que foi comprado pelos promotores do empreendimento turístico previsto no Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. |
A Estrada Atlântica liga a Foz do Arelho a Salir do Porto e depois a São Martinho do Porto. Ao longo de quase toda a sua extensão podem ver-se o Oceano Atlântico e, dependendo das condições meteorológicas, as Berlengas e Peniche. Em certos locais, a vista é deslumbrante.
É um percurso que, só por si, chegaria para valorizar turisticamente o concelho de Caldas da Rainha. Mas o que nele se encontra é lixo. E não é o empreendimento turístico previsto para a zona de floresta no interior que vai ajudar a melhorar este quadro miserável. Até porque, muito possivelmente, nunca será construído.
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domingo, 25 de setembro de 2011
Turismo no Oeste: dos sonhos de luxo ao lixo da negligência
Não acredito que alguém, ou alguma entidade (e muito menos essa bizarria que dá pelo nome de Turismo do Oeste), saiba quem são os turistas estrangeiros que visitam a Região Oeste, de onde vêm, quais os interesses que os movem e quanto vêm gastar.
O mais aproximado que existe são os inquéritos de rua da “Gazeta das Caldas” e não se lhes pode negar o interesse empírico de contribuírem com esses elementos para um retrato dos turistas estrangeiros. Quanto aos turistas nacionais (com visitas à região superiores a um dia, ou com uma pernoita, por exemplo), o desconhecimento ainda é pior.
Na melhor das hipóteses, o desconhecimento desse público está na origem da paralisia e das incongruências que rodeiam a oferta turística (que, organizadamente, é inexistente) na região. Mas a realidade será mais esta: há quem, em cargos de relativa responsabilidade tenha dinheiro e algumas vagas ideias feitas e se lance em acções que oscilam entre o desperdício tonto de meios e a ineficácia e quem, sem ideias ou interesse, se afunde na negligência.
De um lado temos os sonhos do golfe como único factor de atracção (e não é, e não há nenhum campo neste concelho, embora haja no concelho vizinho de Óbidos), de empreendimentos de luxo (como o mirífico empreendimento do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica que, se chegar a sair do papel nos próximos anos, se transformará num gigantesco “elefante branco”) e campanhas ilusórias (e invariavelmente deficientes) em que podem gastar à tripa-forra.
Mas, do outro, temos a mais comezinha das realidades.
É o lixo que se amontoa nas bermas das estradas e nas árvores, é uma cidade esventrada por obras que depois avançam aos bochechos, é a degradação da zona de praia (os escombros da Foz do Arelho e a draga, bovinamente aceite), é o culto de um “jet set” de terceira linha, é o desaparecimento do transporte exclusivo de acesso à praia que podia ter sido racionalmente rentabilizado, é uma elite social e política local que se satisfaz pela contemplação do próprio umbigo e que não conhece mais do que a sua pequena cidade, é a feira das “tasquinhas” (mal ventilada e inevitavelmente geradora de conflitos, por não se conseguir renovar), é um conjunto de autarcas de vistas curtas, é a inexistência de ofertas emblemáticas do concelho para consumo turístico.
Resolver, de vez, esta colecção de desinteresses e de negligências teria, decerto, um custo muito inferior ao das campanhas manhosas das entidades oficiais.
Óbidos, Alcobaça e Bombarral têm – com mérito próprio e com pequenos truques de marketing (como é o caso do chocolate de Óbidos) – um papel de liderança e de preponderância na oferta turística da Região Oeste que já deixou Caldas da Rainha para trás.
E, nesta circunstância, Caldas da Rainha nunca será turisticamente relevante nem nunca recolherá os frutos (económicos e financeiros) do turismo.
O mais aproximado que existe são os inquéritos de rua da “Gazeta das Caldas” e não se lhes pode negar o interesse empírico de contribuírem com esses elementos para um retrato dos turistas estrangeiros. Quanto aos turistas nacionais (com visitas à região superiores a um dia, ou com uma pernoita, por exemplo), o desconhecimento ainda é pior.
Na melhor das hipóteses, o desconhecimento desse público está na origem da paralisia e das incongruências que rodeiam a oferta turística (que, organizadamente, é inexistente) na região. Mas a realidade será mais esta: há quem, em cargos de relativa responsabilidade tenha dinheiro e algumas vagas ideias feitas e se lance em acções que oscilam entre o desperdício tonto de meios e a ineficácia e quem, sem ideias ou interesse, se afunde na negligência.
De um lado temos os sonhos do golfe como único factor de atracção (e não é, e não há nenhum campo neste concelho, embora haja no concelho vizinho de Óbidos), de empreendimentos de luxo (como o mirífico empreendimento do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica que, se chegar a sair do papel nos próximos anos, se transformará num gigantesco “elefante branco”) e campanhas ilusórias (e invariavelmente deficientes) em que podem gastar à tripa-forra.
Mas, do outro, temos a mais comezinha das realidades.
É o lixo que se amontoa nas bermas das estradas e nas árvores, é uma cidade esventrada por obras que depois avançam aos bochechos, é a degradação da zona de praia (os escombros da Foz do Arelho e a draga, bovinamente aceite), é o culto de um “jet set” de terceira linha, é o desaparecimento do transporte exclusivo de acesso à praia que podia ter sido racionalmente rentabilizado, é uma elite social e política local que se satisfaz pela contemplação do próprio umbigo e que não conhece mais do que a sua pequena cidade, é a feira das “tasquinhas” (mal ventilada e inevitavelmente geradora de conflitos, por não se conseguir renovar), é um conjunto de autarcas de vistas curtas, é a inexistência de ofertas emblemáticas do concelho para consumo turístico.
Resolver, de vez, esta colecção de desinteresses e de negligências teria, decerto, um custo muito inferior ao das campanhas manhosas das entidades oficiais.
Óbidos, Alcobaça e Bombarral têm – com mérito próprio e com pequenos truques de marketing (como é o caso do chocolate de Óbidos) – um papel de liderança e de preponderância na oferta turística da Região Oeste que já deixou Caldas da Rainha para trás.
E, nesta circunstância, Caldas da Rainha nunca será turisticamente relevante nem nunca recolherá os frutos (económicos e financeiros) do turismo.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
"EdNatura": um projecto falhado que é um bom exemplo para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica
Em 2009 foi conhecido o projecto "EdNatura", desenvolvido por um empresário português desde 2007, que visava a criação de três "resorts" naturistas em Portugal no valor total de 15 milhões de euros, situados no Algarve, na costa alentejana e na Região Oeste (primeiro na praia do Salgado e depois entre a Nazaré e São Pedro de Moel). Há uma notícia aqui, em Setembro de 2009, e, datado de há poucos dias, encontra-se um ponto de situação aqui.
O turismo é, talvez, a principal indústria de que o país, todo ele, pode retirar receitas a curto prazo, há zonas inexploradas (e a Região Oeste é uma delas) e o turismo naturista pode constituir um nicho de mercado mas o certo é que existe e é possível pensar que os seus praticantes até poderão dispor de maiores recursos (por ser menor a percentagem de adultos com filhos).
Mas o certo é que o projecto "EdNatura" não avançou. Aparentemente, não há investidores.
Tudo isto faz pensar no projecto turístico previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. Onde o que está em jogo não são 15 milhões de euros mas... 300 milhões.
O turismo é, talvez, a principal indústria de que o país, todo ele, pode retirar receitas a curto prazo, há zonas inexploradas (e a Região Oeste é uma delas) e o turismo naturista pode constituir um nicho de mercado mas o certo é que existe e é possível pensar que os seus praticantes até poderão dispor de maiores recursos (por ser menor a percentagem de adultos com filhos).
Mas o certo é que o projecto "EdNatura" não avançou. Aparentemente, não há investidores.
Tudo isto faz pensar no projecto turístico previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. Onde o que está em jogo não são 15 milhões de euros mas... 300 milhões.
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sábado, 30 de julho de 2011
A miséria da Estrada Atlântica
A Estrada Atlântica é uma via privilegiada, com uma vista única para o mar. Mas percorrê-la, entre a Boavista e a Foz do Arelho, faz pena. O velho café (e restaurante?) Talefe fechou por completo e até admira que a construção se mantenha sem ser vandalizada. E o antigo (e em tempos digno) Jotemar fechou e parece ter ficado com obras a meio.
A Câmara, que foi tão expedita a dar "luz verde" ao mirífico projecto turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, há-de ter alguma possibilidade de intervir, nestes estranhos casos, em nome do interesse (turístico) público.
A Câmara, que foi tão expedita a dar "luz verde" ao mirífico projecto turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, há-de ter alguma possibilidade de intervir, nestes estranhos casos, em nome do interesse (turístico) público.
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sábado, 23 de julho de 2011
Uma questão de opinião
Em minha opinião, e para os efeitos legais aplicáveis, os blogs devem ser equiparados a órgãos de comunicação social, tendo naturalmente em conta as suas particularidades.
E, como todos os órgãos de comunicação social, têm direito a ter uma opinião. Ou, se forem de autoria colectiva, várias opiniões. E não devem, claro, misturar a informação que possam dar com a opinião que tem quem escreve, ou publica, essa informação.
Neste blog tenho procurado aplicar este princípio - se tenho alguma informação a dar, dou-a e separo-a da opinião que possa ter sobre o assunto (e foi o que fiz quando publiquei vários posts sobre o empreendimento imobiliário previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica); mas se tenho uma opinião, também a publico. Quando me apetece ou quando a entendo ser oportuna.
Não fecho (com excepção das situações a que já aludi) as portas deste blog a opiniões diferentes ou contrárias às minhas. Mas não publico opiniões diferentes ou contrárias às minhas que o sejam de forma e de conteúdo tão radicalmente diferentes que, publicando-as, me sentisse obrigado a replicar e a rejeitá-las ponto por ponto, desperdiçando tempo e espaço.
E, como todos os órgãos de comunicação social, têm direito a ter uma opinião. Ou, se forem de autoria colectiva, várias opiniões. E não devem, claro, misturar a informação que possam dar com a opinião que tem quem escreve, ou publica, essa informação.
Neste blog tenho procurado aplicar este princípio - se tenho alguma informação a dar, dou-a e separo-a da opinião que possa ter sobre o assunto (e foi o que fiz quando publiquei vários posts sobre o empreendimento imobiliário previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica); mas se tenho uma opinião, também a publico. Quando me apetece ou quando a entendo ser oportuna.
Não fecho (com excepção das situações a que já aludi) as portas deste blog a opiniões diferentes ou contrárias às minhas. Mas não publico opiniões diferentes ou contrárias às minhas que o sejam de forma e de conteúdo tão radicalmente diferentes que, publicando-as, me sentisse obrigado a replicar e a rejeitá-las ponto por ponto, desperdiçando tempo e espaço.
terça-feira, 19 de julho de 2011
A falência do Campo Real
A falência do "resort" Campo Real, em Torres Vedras, contada aqui, pode ser um prenúncio de que, nesta altura, os grandes projectos imobiliários e turísticos não têm o êxito garantido, por muito mérito que possam ter.
Convém ter isto presente quando se olha para o anunciado projecto turístico previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
Convém ter isto presente quando se olha para o anunciado projecto turístico previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
Menos 16 motivos de preocupação...
... para o admirável presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica: segundo os resultados do recenseamento deste ano, a população da "sua" freguesia diminuiu, passando de 720 residentes, em 2001, para 704. São menos 16 potenciais reclamantes contra os "seus" foguetes.
Mas o maravilhoso autarca ainda vai ter de se esforçar muito para conseguir expulsar os 703 que restam...
Mas o maravilhoso autarca ainda vai ter de se esforçar muito para conseguir expulsar os 703 que restam...
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domingo, 17 de julho de 2011
Duas camas em estilo campista à disposição de quem passa pela Estrada Atlântica
Junto ao caixote de lixo que continua a enfeitar a zona do antigo café O Talefe, na Estrada Atlântica, encontram-se estes dois colchões.
A Estrada Atlântica é uma (aprazível) via de deslocação e de passeio e, segundo as informações disponibilizadas pela Câmara Municipal aqui, é na zona do antigo café que parece localizar-se uma das extremas do terreno de 275 hectares onde se situará o empreendimento turístico previsto no Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
Mas pode não se tratar de lixo e ser, apenas, uma oferta de alojamento tipo campismo a céu aberto para os turistas que passem pelo local, à semelhança do extraordinário parque de merendas de que tanto se orgulha o magnífico presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
A Estrada Atlântica é uma (aprazível) via de deslocação e de passeio e, segundo as informações disponibilizadas pela Câmara Municipal aqui, é na zona do antigo café que parece localizar-se uma das extremas do terreno de 275 hectares onde se situará o empreendimento turístico previsto no Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
Mas pode não se tratar de lixo e ser, apenas, uma oferta de alojamento tipo campismo a céu aberto para os turistas que passem pelo local, à semelhança do extraordinário parque de merendas de que tanto se orgulha o magnífico presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
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sábado, 11 de junho de 2011
Uma rotunda votada ao desleixo
Na chamada "rotunda do Greenhill" mantém-se umas armações torcidas pelo vento que já serviram para dar indiações para o Intermarché de São Martinho do Porto, no concelho vizinho, e que o mau destruiu e o que parecem ser sacos de lixo pendurados mas que não passam dos muitos cartazes improvisados que vão ficando ao abandono a anunciar festas e que ninguém se preocupa em retirar.
Digamos que não é uma perspectiva muito acolhedora... nem para visitantes nacionais, nem para turistas, nem para os ansiados investidores do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, que talvez nem seja melhor olharem para estas pequenas e médias misérias a que presidentes de Câmara e de juntas de freguesia e vereadores se mantêm gloriosamente indiferentes.
Digamos que não é uma perspectiva muito acolhedora... nem para visitantes nacionais, nem para turistas, nem para os ansiados investidores do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, que talvez nem seja melhor olharem para estas pequenas e médias misérias a que presidentes de Câmara e de juntas de freguesia e vereadores se mantêm gloriosamente indiferentes.
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sábado, 14 de maio de 2011
Turismo do Oeste quer mais alojamento turístico mas diz que o que existe já sobra. Em que ficamos?
Que se dirá do dirigente estatal encarregue de dinamizar o turismo numa região, que elogia desbragadamente um empreendimento que talvez seja megalómano e que inclui alojamento turístico em grande escala e que logo a seguir afirma que não há visitantes suficientes para a região onde esse empreendimento vai surgir que permitam sustentar a hotelaria local durante os doze meses do ano?
Que não prima pela clareza de perspectivas e pelo discernimento, o que, aliás, já deu para perceber com este lamentável disparate.
Trata-se, neste caso, de António Carneiro, "presidente do Turismo do Oeste", que tece rasgados elogios ao empreendimento previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (que tem mesmo o nome de Rainha Golf & Spa), em haverá um hotel de cinco estrelas com 120 quartos e moradias e apartamentos turísticos que, no total, terão 3553 camas... para logo a seguir dizer que "não sei se terá capacidade de fixação, uma coisa é aguentar o hotel durante os meses do Verão, outra é aguentá-lo durante 12 meses", a propósito da oferta de alojamento turístico nas Caldas da Rainha.
O disparate pode ser lido em pormenor aqui.
Nota: Para ler tudo o que escrevemos neste blog sobre o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, faça clique no campo "Plano de Pormenor da Estrada Atlântica" nas Etiquetas.
Que não prima pela clareza de perspectivas e pelo discernimento, o que, aliás, já deu para perceber com este lamentável disparate.
Trata-se, neste caso, de António Carneiro, "presidente do Turismo do Oeste", que tece rasgados elogios ao empreendimento previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (que tem mesmo o nome de Rainha Golf & Spa), em haverá um hotel de cinco estrelas com 120 quartos e moradias e apartamentos turísticos que, no total, terão 3553 camas... para logo a seguir dizer que "não sei se terá capacidade de fixação, uma coisa é aguentar o hotel durante os meses do Verão, outra é aguentá-lo durante 12 meses", a propósito da oferta de alojamento turístico nas Caldas da Rainha.
O disparate pode ser lido em pormenor aqui.
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turismo
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Vão ser assim os espaços públicos do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica
Já está escolhido o mobiliário urbano para os espaços públicos do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. Vai ser como este, que a fotografia documenta, do parque de merendas que é um dos ex-libris do admirável presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. Este mobiliário urbano já ganhou o grande prémio do Congresso Mundial de Design Urbano das Ilhas Caimão e a medalha de ouro do Concurso Internacional de Inovação Urbana de Andorra.
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Plano de Pormenor da Estrada Atlântica
domingo, 1 de maio de 2011
Um imbecil com problemas
É fatal como o destino: cada vez que me refiro ao ilustre presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro, que é também representante dos investidores no empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (duplicidade de funções que acho muito incorrecta e que não me faz ter por ele nenhuma simpatia), há um imbecil que, procurando manter-se anónimo, me invade o blog com comentários que têm sempre as seguintes características:
a) têm erros contumazes de ortografia;
b) são insultuosos e frequentes vezes ameaçadores;
c) atribuem-me erradamente a identidade de uma figura pública (numa obsessão inquietante que é uma demonstração frenética de muito ódio, muito amor ou as duas coisas juntas);
d) dão-me como residente na Serra do Bouro (onde não resido); e
e) revelam um imenso grau de excitação.
O que hei-de eu pensar, perante isto?
a) têm erros contumazes de ortografia;
b) são insultuosos e frequentes vezes ameaçadores;
c) atribuem-me erradamente a identidade de uma figura pública (numa obsessão inquietante que é uma demonstração frenética de muito ódio, muito amor ou as duas coisas juntas);
d) dão-me como residente na Serra do Bouro (onde não resido); e
e) revelam um imenso grau de excitação.
O que hei-de eu pensar, perante isto?
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idiotas,
Plano de Pormenor da Estrada Atlântica
sábado, 30 de abril de 2011
Poucos foguetes, muitas caralhadas
As festas da Serra do Bouro estão fraquitas, este ano. Os foguetes são poucos e mal se dá por eles e só a música é que se impõe. Com uma grande percentagem de caralhadas em muitas das canções, que devem ter sido cuidadosamente seleccionadas por algum aficionado da música pimba.
Teria sido simpático que o maravilhoso presidente da Junta de Freguesia tivesse pedido um patrociniozito aos seus empregadores do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, para melhorar a coisa.
Teria sido simpático que o maravilhoso presidente da Junta de Freguesia tivesse pedido um patrociniozito aos seus empregadores do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, para melhorar a coisa.
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