quinta-feira, 20 de maio de 2010

O primeiro-ministro estará doente?

É impossível não ficar com a impressão de que o primeiro-ministro pode estar doente, quando o vemos fora de si, a esbracejar, a agitar os seus esgares, a dizer uma coisa num dia e o seu contrário no dia seguinte (pois, mas agora está pior...). Não surpreenderia.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

António José Seguro: o mistério revelado

Já se percebe, agora com grande nitidez pública, por que motivo António José Seguro se retirou da espécie de pré-candidatura autárquica, à Câmara de Caldas da Rainha, que a certa altura parece ter protagonizado: vai desafiar o actual secretário-geral do seu partido, o "engenheiro" J. Sócrates, que ainda tem esse cargo e que ainda é primeiro-ministro. É, objectivamente, uma boa opção: Seguro parece ter qualidades de seriedade e de honestidade que o recomendam para o cargo de secretário-geral do PS. O problema é que, depois disto tudo, o PS vai ter de fazer mesmo uma prolongada travessia do deserto e de mostrar ao eleitorado que - se for esse o caso - as coisas mudaram e que é um partido credível. Mas vai ser muito difícil. Felizmente!

Caldas mais perto do poder

Pelo que se percebe, Caldas da Rainha está cada vez mais perto do poder. O presidente, Fernando Costa, parece íntimo de Passos Coelho, que até parece ter vindo à cidade de propósito para o elogiar. Depois, é António José Seguro que - segundo faz saber no "Expresso" - até mora nas Caldas, embora custe a crer como a sua actividade de deputado, professor em três (3!) estabelecimentos de ensino superior e mestrando (num quarto estabelecimento?) lhe deixa tempo para os 200 quilómetros de ida-e-volta Caldas - Lisboa. A não ser que more cá... de vez em quando.

sábado, 15 de maio de 2010

Um bom restaurante: Taberna do Manelvina

Nunca tinha ouvido falar deste restaurante, situado na povoação de Cruzes, em Salir de Matos. Mas foi uma boa descoberta. A Taberna do Manelvina (com site aqui) é um estabelecimento simpático e bem decorado, com uma ementa quase fixa (só grelhados, tanto quanto percebi, e bem acompanhados), cozinha à vista, serviço atencioso, eficaz e simpático e vinho tinto a jarro característico do Ribatejo. As doses são adequadas e há uma oferta de doce e de digestivos bem agradável, a acompanhar o café. O bife de toiro bravo (que comi) é uma surpresa interessante, de carne escura e grelhada no ponto, mas terei de voltar lá para ver se o porco preto também sai bem. Evitei as sobremesas, apresentadas em tabuleiro e um pouco desordenadas, e comi uma bela fatia de queijo (de Monforte) com pão acabado de fazer e ainda morno. E o preço é razoável. (Convém reservar, à sexta-feira e durante o fim-de-semana.)

Faz falta um guia gastronómico da região

Deparei-me há dias com um folheto alusivo às Festas da Cidade onde existia uma extensa lista de restaurantes e outros estabelecimentos do género tipo lista telefónica: nome, morada, telefone. É um dos piores exemplos que já vi. A região (ou, pelo menos, Caldas da Rainha) tem bons restaurantes - tenho indicado alguns aqui - que deviam ser melhor conhecidos e defendidos sob o ponto de vista turístico, com uma indicação bem precisa da sua localização, do que tenham na internet, dos pratos que propõem e dos preços médios da refeição. Os "concursos gastronómicos", que nem se percebem como funcionam e para que verdadeiramente servem, não compensam a ausência de um guia desta natureza.

Idiotas pouco Smart

Os Smart, os mini-carros da Mercedes Benz, até são giros mas tornam-se especialmente irritantes quando os seus condutores, normalmente possuidores de exemplares usados importados e todos podres por baixo, se armam em pilotos de Fórmula 1 e querem passar à frente dos outros todos, ignorando as regras mais elementares. Será complexo de inferioridade?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Para acabar com as lombas

Está em curso uma petição para (tentar) acabar com a disparatada mania de construírem lombas nas estradas, que vão aparecendo em algumas freguesias do nosso concelho onde os autarcas querem andar armados ao pingarelho. Assinem aqui que é por uma causa justa.

7 verdades elementares sobre a "crise"

Perante o pesadíssimo aumento generalizado de impostos agora decidido pelo governo cujo primeiro-ministro tantas vezes garantiu não o fazer, há que dizer o seguinte:

1 - A responsabilidade da "crise" é por inteiro do PS, que (se) governa desde 1995 com uma brevíssima interrupção de ano e meio. Ou seja: o PS está no poder, praticamente, há quinze anos.

2 - Conviria que alguém explicasse pormenorizadamente em que é que ficaríamos piores se estas medidas terroristas não fossem aplicadas.

3 - Numa situação destas, a revolta popular é mais do que justificada.

4 - Os portugueses são demasiado cobardes para se revoltarem.

5 - Manuela Ferreira Leite tinha razão.

6 - O PSD precisa de ver resolvida a "crise" antes de chegar ao governo.

7 - Pedro Passos Coelho devia moderar o seu apoio às medidas terroristas que o "engenheiro" quer aplicar.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

À espera... de morrer?

Durante muitos anos, fui beneficiário de um sistema de saúde que o actual governo destruiu perante a cobardia e a passividade da maioria dos profissionais do sector afectado que, note-se, era praticamente auto-sustentado. Aqui, fui à procura de "médico de família", coisa que o actual governo garante que existe para todos nós. E estou - porque este governo é mentiroso - na "lista de espera". À espera de morrer, talvez, o que seria indubitavelmente benéfico para as criaturas que, governando-nos, se vão governando à nossa custa.

Bestas (7)

... É o que são as cavalgaduras que largam as suas carroças de quatro rodas a bloquear o trânsito e que zurram "Qu'é que foi?" a quem protesta.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma greve misteriosa

Haverá por aí alguém (sindicalista, delegado sindical, carteiro, responsável dos CTT pelo "apoio" - o feminino será mais adequado... - que é oferecido ao cliente) capaz de me explicar se nesta altura ainda há greve(s) nos CTT e quando termina(m)?

Bestas (6)

... é o que são todos aqueles que páram os seus veículos no meio da rua sem se preocuparem em saber se complicam ou não a passagem dos outros numa manifestação de estupidez que é perfeitamente democrática: afecta tanto os condutores de "carroças" como de "topos de gama".

Bestas (5)

... é o que são, simultaneamente, os gerentes dos supermercados que exigem ao pessoal das caixas que peçam troquinhos aos clientes que pagam em dinheiro e os clientes que se demoram à procura deste e daquele cêntimo para "facilitar" o troco e dificultar a vida dos restantes clientes que estão à espera de poder passar pela caixa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PS por perto? Cuidado com as carteiras!

Se o PS apoia de forma tão veemente o deputado que furtou gravadores a jornalistas em plena Assembleia da República (e o primeiro-ministro o recompensa com o cargo de conselheiro... para a segurança, que espanto!), é legítimo pensar que o roubo à descarada faz parte da cartilha do PS e dos seus eleitos. Cuidado com as carteiras, com os gravadores, com os telemóveis, com as chaves do carro e de casa...!
(Já agora: tendo em atenção as suspeitas que rodeiam o dito "representante da Nação", também se poderá pensar que há várias coisas, todas elas citadas no Código Penal, que devem fazer parte do PS do engenheiro do "inglês técnico".)

Bestas (4)

... É o que são as criaturas que estacionam abusivamente nas zonas reservadas do Modelo aos deficientes motores, roubando-lhes à descarada os lugares. E, por extensão, quem no Modelo permite que isso aconteça sem qualquer tipo de preocupação pelos clientes (que andam, de facto, a ser desconsiderados neste supermercado).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um serviço de merda

Convém repeti-lo para que conste bem: o serviço de internet de banda larga móvel que a Vodafone fornece no local onde resido é um serviço de merda.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre a arrogância tonta do Ministério do Ambiente

Tem toda a razão Carlos Cipriano no comentário que faz na "Gazeta" a propósito das atabalhoadas obras na Foz do Arelho: "Nunca o Ministério do Ambiente teve a preocupação de esclarecer o que estava a ser feito nem quais os passos seguintes (...)Num país em que o Governo entendesse que a transparência é um valor, haveria no local da obra um briefing diário com os jornalistas e com as pessoas, onde lhes seria explicado o que fora feito, o que correra bem ou mal, e quais as etapas que se seguiriam. Infelizmente, da mesma maneira que demorou a reagir aos avanços das marés sem passar cartão às legítimas preocupações de autarcas e população, o Inag, ou seja, o Ministério do Ambiente, manteve a sua postura arrogante e pouco ou nada vai dizendo sobre uma obra complexa, acentuando assim aquilo que já, por si, é controverso." (Link para os textos completos da edição da "Gazeta das Caldas" desta semana aqui.)

domingo, 2 de maio de 2010

Os dois problemas do PS nas eleições presidenciais

O PS (absolutamente refém do seu dono, J. Sócrates) tem dois problemas graves quanto às eleições presidenciais (e é pena que ninguém o perceba na vistosa mas pouco avisada manada de comentadores e analistas políticos que pasta a nossa paciência):
1 - A candidatura de Manuel Alegre é uma candidatura de derrota, vitimada pela falta de clareza e pela indefinição, que não repetirá o milhão de votos da campanha anterior e se Alegre e arrastará consigo o PS se for o candidato oficial deste partido.
2 - O que J. Sócrates realmente quer é ser ele o candidato presidencial do PS, libertando-de do fardo deste governo que não deseja (e pelo qual perderá as próximas eleições legislativas) e alcandorando-se a uma posição de poder que será quase absoluto.

sábado, 1 de maio de 2010

Sinais de esperança

A criatura já pode ser derrotada: Pedro Passos Coelho é mais popular do que José Sócrates (31,9% contra 30,6% segundo sondagem do "Diário Económico" aqui) e (segundo sondagem ontem publicada pelo mesmo jornal, sem link), o PSD alcança seis pontos de vantagem (40% contra 34%) sobre o PS num cenário eleitoral.

A crise: eles e nós

Quando os políticos - em especial os que detêm neste momento cargos políticos do Estado - compreenderem que devem dar o exemplo, e de modo bem visível, quanto aos "sacrifícios" a que nos querem obrigar, mais fácil será nós, os cidadãos, ficarmos convencidos de a situação até pode ser mesmo pior. Mas, assim, faremos "sacrifícios" para quê? E para quem? Para eles?