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sábado, 30 de julho de 2011

O das Caldas...

"Líder da oposição vive nas Caldas" - titula, em êxtase provinciano, a "Gazeta" na primeira página da sua edição em papel.
E depois?, pergunto eu. O que ganhamos nós com isso?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PS: Sócrates II

Sempre pensei que o António José Seguro fosse um líder de alternativa e/ou de ruptura com o ex-secretário-geral e ex-primeiro-ministro e que Francisco de Assis representasse, apenas, mais do mesmo. O que se verifica, agora, é que Seguro segue, em estilo e apoios, as pisadas do seu antecessor (de quem se terá afastado apenas por conveniência). E, muito possivelmente, vai ser ele a ganhar as desinteressantes eleições internas do PS. Teremos, portanto, um Sócrates II.
A única vantagem é que, com sorte e boa governação, o PS ainda tem pela frente uma longuíssima travessia do deserto. E pode ser que o novo secretário-geral "morra" à sede... de poder.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ò António José Seguro, não seja demagogo!...

António José Seguro, segundo conta aqui a "Gazeta das Caldas", vive nesta cidade há dez anos. Esta particularidade levou-o, em má hora, a dizer que quando tem tempo gosta de ir à Foz do Arelho "recarregar energias”.
Mais valia estar calado porque nos lembramos bem de não se ouviram palavras nem se viram actos de António José Seguro a contribuir para resolver a crise da "aberta" e a morte iminente da praia da Foz do Arelho. Nem, mais recentemente, se ouviu dele alguma coisa relativamente ao assoreamento da Lagoa de Óbidos.
António José Seguro, que ainda será o melhor secretário-geral que o PS pode ter nas actuais circunstâncias, não precisa de enveredar pela demagogia para se afirmar.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A renovação partidária (I): António José Seguro

José Sócrates (que algum dia há-de deixar o PS e o Governo, e que nunca mais volte!) tem dois sucessores no partido. Um, natural (por fazer parte do grupo que floresceu à sombra do ainda primeiro-ministro e que tomou o Estado como coisa sua), é António Costa, que já foi mais virtuoso. O outro é António José Seguro, suficientemente afastado do poder para poder manter uma actividade crítica e uma razoável autonomia dentro e fora do PS.
António José Seguro beneficia, também, de uma imagem de isenção e de honestidade e não tem calado as suas discordâncias com o Chávez nacional ("António José Seguro eleva tom crítico contra medidas"). Externamente, reunirá os votos de quem ainda acredita na pureza original do PS. Internamente, será o alvo dos que já têm medo de perder os favores do Estado que já tornaram refém e escravo.
Mas, muito objectivamente, pode já não ir a tempo de salvar o PS do abismo para onde o afastamento do poder (onde se mantém, quase sem interrupção, desde 1995 - há 15 anos!) vai empurrar este partido.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

António José Seguro: o mistério revelado

Já se percebe, agora com grande nitidez pública, por que motivo António José Seguro se retirou da espécie de pré-candidatura autárquica, à Câmara de Caldas da Rainha, que a certa altura parece ter protagonizado: vai desafiar o actual secretário-geral do seu partido, o "engenheiro" J. Sócrates, que ainda tem esse cargo e que ainda é primeiro-ministro. É, objectivamente, uma boa opção: Seguro parece ter qualidades de seriedade e de honestidade que o recomendam para o cargo de secretário-geral do PS. O problema é que, depois disto tudo, o PS vai ter de fazer mesmo uma prolongada travessia do deserto e de mostrar ao eleitorado que - se for esse o caso - as coisas mudaram e que é um partido credível. Mas vai ser muito difícil. Felizmente!