segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
CTT: "incomodados" no banco dos réus
Estes recebiam o "subsídio de incómodos" de outra maneira...
Coimboios sempre a andar para trás
Em 38 anos, entre 1973 e 2011, Portugal perdeu 753 quilómetros de caminhos-de-ferro. Mas ganhou, no mesmo período, 2694 quilómetros de auto-estrada, passando de 65 para 2759 quilómetros. Os números, de origem não indicada, foram publicados na edição comemorativa dos 2000 exemplares do "Expresso".
Quando se fala na "factura energética" nacional - aquilo que parece ter estado na origem da idiota redução de velocidade máxima em Espanha - percebe-se: os transportes de pessoas e de alimentos fazem-se por estrada e não por via férrea. E quanto nos custa a mais, por comparação com o comboio, em combustíveis e em poluição?
Quando se fala na "factura energética" nacional - aquilo que parece ter estado na origem da idiota redução de velocidade máxima em Espanha - percebe-se: os transportes de pessoas e de alimentos fazem-se por estrada e não por via férrea. E quanto nos custa a mais, por comparação com o comboio, em combustíveis e em poluição?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Lixo
Foi preciso o contributo de dois residentes estrangeiros para a "Gazeta das Caldas" descobrir, mas margens da Lagoa de Óbidos, o que está bem à vista, aí e por todo o lado: lixo. "Lixo despejado impunemente nas margens da Lagoa", titula a "Gazeta".
Mas não é só nas margens da Lagoa, acrescentamos nós (remetendo para o alerta que aqui já fizemos).
Colchões, restos de recheios de casas, despojosos de obras, sacos de plástico, garrafas de plástico e de vidro e, possivelmente, muitas coisas orgânicas que a chuva e a natureza se encarregaram de "reciclar" - tudo isto faz parte do quotidiano da Caldas da Rainha não urbana. E só passou um ano desde a iniciativa "Limpar Portugal", onde foi possível ver presidentes de juntas de freguesia em animação de folclore a fazer de conta que se preocupavam com o ambiente. Não, não se preocupam, como muito bem se pode verificar.
Se a "Gazeta" saísse da cidade por meio dia, poderiam encher muitas páginas com imagens do lixo que por aí se acumula.
A propósito: a GNR tem mesmo um Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que disponibiliza "on line" um formulário para denúncias (aqui). E contam-me que os seus militares são bastante eficientes.
Mas não é só nas margens da Lagoa, acrescentamos nós (remetendo para o alerta que aqui já fizemos).
Colchões, restos de recheios de casas, despojosos de obras, sacos de plástico, garrafas de plástico e de vidro e, possivelmente, muitas coisas orgânicas que a chuva e a natureza se encarregaram de "reciclar" - tudo isto faz parte do quotidiano da Caldas da Rainha não urbana. E só passou um ano desde a iniciativa "Limpar Portugal", onde foi possível ver presidentes de juntas de freguesia em animação de folclore a fazer de conta que se preocupavam com o ambiente. Não, não se preocupam, como muito bem se pode verificar.
Se a "Gazeta" saísse da cidade por meio dia, poderiam encher muitas páginas com imagens do lixo que por aí se acumula.
A propósito: a GNR tem mesmo um Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que disponibiliza "on line" um formulário para denúncias (aqui). E contam-me que os seus militares são bastante eficientes.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Boas notícias
Aqui.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Os deficientes físicos não têm lugar no Modelo
Hoje a meio da tarde, num dos dois parques de estacionamento do supermercado Modelo, os quatro lugares reservados aos deficientes físicos estavam ocupados pelos seguintes veículos:
- um furgão Ford de matrícula 24-03-RE
- uma carrinha BMW de matrícula 49-73-QT
- um VW de matrícula 14-20-PC.
Nenhum destes veículos tinha dístico de deficiente.
A dois metros do furgão (que ocupava dois lugares), um funcionário do supermercado tratava de qualquer coisa mais importante do que garantir os direitos dos potenciais clientes deste supermercado da SONAE.
- um furgão Ford de matrícula 24-03-RE
- uma carrinha BMW de matrícula 49-73-QT
- um VW de matrícula 14-20-PC.
Nenhum destes veículos tinha dístico de deficiente.
A dois metros do furgão (que ocupava dois lugares), um funcionário do supermercado tratava de qualquer coisa mais importante do que garantir os direitos dos potenciais clientes deste supermercado da SONAE.
Ainda o "14.º Concurso de Gastronomia"
Não se duvida que o "14.º Concurso de Gastronomia das Caldas da Rainha e Óbidos" é coisa importante para os seus promotores e para os restaurantes que se submetem a um júri de público (?!), "profissionais da área" (quem?!) e "personalidades locais". E a avaliar, claro, pela página inteira que a edição de hoje da "Gazeta das Caldas" dedica ao assunto, repetindo o que o "Jornal das Caldas" já fizera na semana anterior". E não se duvida de que, para as mesmíssimas pessoas, foi importante o 13.º e será importante o 15.º
O problema é que isto tudo é um exercício de prazer solitário que, por muito merecedores de encómios que sejam alguns dos participantes premiados, não serve para a promoção das actividades gastronómicas e da restauração de Caldas da Rainha e de Óbidos.
Um concurso de carácter público tem de ser público e não decorrer na clandestinidade. E tem de ser mais abrangente. E não deve estar dependente de inscrições dos potenciais interessados (há casas que ficaram de fora que mereciam alguns destes prémios). Nem de um júri (?) desconhecido, com critérios desconhecidos e que funciona em período desconhecido.
Já escrevemos sobre isto e houve quem não gostasse. Eu, que gosto de comer, que pratico a gastronomia fora e dentro de casa, não gosto. O que de mais recente escrevi foi isto. Não retiro uma vírgula.
O problema é que isto tudo é um exercício de prazer solitário que, por muito merecedores de encómios que sejam alguns dos participantes premiados, não serve para a promoção das actividades gastronómicas e da restauração de Caldas da Rainha e de Óbidos.
Um concurso de carácter público tem de ser público e não decorrer na clandestinidade. E tem de ser mais abrangente. E não deve estar dependente de inscrições dos potenciais interessados (há casas que ficaram de fora que mereciam alguns destes prémios). Nem de um júri (?) desconhecido, com critérios desconhecidos e que funciona em período desconhecido.
Já escrevemos sobre isto e houve quem não gostasse. Eu, que gosto de comer, que pratico a gastronomia fora e dentro de casa, não gosto. O que de mais recente escrevi foi isto. Não retiro uma vírgula.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Um mistério das Caldas
O "Jornal das Caldas dá conta aqui de um mistério bem sugestivo da nossa cidade. Não, não se trata do facto de o ainda presidente da Câmara ter 5000 amigos no Facebook...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Uma boa reportagem sobre o abandono de animais no "Mais Oeste"
Penitenciando-me por nem sempre dar a devida atenção ao jornal quinzenal gratuito "Mais Oeste" (link aqui), há que fazer referência a uma reportagem publicada na sua edição mais recente (18/02/2011, com PDF aqui)sobre o abandono e os maus tratos de que sofrem os animais domésticos e as duas associações que, nas Caldas, procuram minorar este problema (a Leonardo e a CRAPAA).
Gratuito, o "Mais Oeste" está disponível em diversos locais e quem não o conseguir ver tem a edição PDF e algumas das matérias publicadas no site, com notícias actualizadas.
Leiam-no.
Gratuito, o "Mais Oeste" está disponível em diversos locais e quem não o conseguir ver tem a edição PDF e algumas das matérias publicadas no site, com notícias actualizadas.
Leiam-no.
O Estado nunca é penalizado e nós somos sempre lixados
Se o consumidor se atrasar, um dia que seja, no pagamento da conta da água, o valor da factura salta para o dobro (como se pode ler aqui).
Se faltar a água... bem, pague na mesma e cale-se.
Nascemos para ser explorados e ficarmos calados.
Se faltar a água... bem, pague na mesma e cale-se.
Nascemos para ser explorados e ficarmos calados.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Solar dos Amigos: a carne não paga o multibanco?
"A quantidade de carne que aqui cozinham já devia dar para terem multibanco", dizia-me uma das pessoas que estavam ontem comigo na "sala da lareira" do restaurante Solar dos Amigos, no Guisado.
A observação tem razão de ser. Conheço este restaurante há mais de dez anos e tenho visto a sua evolução, em termos de decoração mas também de preços. Uma refeição chega facilmente aos 20 euros e se o ambiente, em especial na "sala da lareira" é agradável e as carnes em abundância e o bacalhau são bons, sente-se a falta de mais alguma coisa. A possibilidade de pagar com cartão bancário começa a ser essencial, o serviço deve ser profissional e não é e a carne que cai no chão, entre a enorme lareira onde tudo é grelhado e a travessa que vai à mesa, não deve ir para a travessa num gesto tão natural que faz pensar que não foi a primeira vez.
Hei-de lá voltar, claro. Mas mais tarde...
A observação tem razão de ser. Conheço este restaurante há mais de dez anos e tenho visto a sua evolução, em termos de decoração mas também de preços. Uma refeição chega facilmente aos 20 euros e se o ambiente, em especial na "sala da lareira" é agradável e as carnes em abundância e o bacalhau são bons, sente-se a falta de mais alguma coisa. A possibilidade de pagar com cartão bancário começa a ser essencial, o serviço deve ser profissional e não é e a carne que cai no chão, entre a enorme lareira onde tudo é grelhado e a travessa que vai à mesa, não deve ir para a travessa num gesto tão natural que faz pensar que não foi a primeira vez.
Hei-de lá voltar, claro. Mas mais tarde...
CTT: mais um exemplo do lindo serviço que prestam os "incomodados"
De Vila Real chega-nos esta notícia: sacos com correspondência abandonados num pinhal.
Pensando em correspondência que nunca me chegou, fico a pensar se este lindo serviço dos carteiros "incomodados" é caso único...
Pensando em correspondência que nunca me chegou, fico a pensar se este lindo serviço dos carteiros "incomodados" é caso único...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
"Limpar Portugal": um ano depois, as juntas de freguesia regressam à porcaria
Há um ano, em 20 de Março de 2010, o movimento "Limpar Portugal" (link aqui e meu comentário aqui) integrou Caldas da Rainha no projecto de um dia destinado à limpeza (voluntária) do país. Com o apoio vagamente interessado dos autarcas locais.
Um ano depois, o lixo e os mais variados entulhos regressaram às matas e às ruas. E não se viu que, durante estes doze meses que passaram, os pequenos césares das juntas de freguesia tivessem feito alguma coisa para limpar a porcaria que se foi acumulado ou tentado moralizar os habitantes a não despejarem os lixos, domésticos e industriais, onde devem despejá-los.
Um ano depois, o lixo e os mais variados entulhos regressaram às matas e às ruas. E não se viu que, durante estes doze meses que passaram, os pequenos césares das juntas de freguesia tivessem feito alguma coisa para limpar a porcaria que se foi acumulado ou tentado moralizar os habitantes a não despejarem os lixos, domésticos e industriais, onde devem despejá-los.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Acabou o "concurso", ficamos na mesma...
Noticia aqui o "Jornal das Caldas" que alguns restaurantes ganharam prémios de um "concurso de gastronomia" que não se percebe como funciona. Os organizadores e alguns notáveis do concelho exercitaram o seu prazer solitário de um "concurso" que só alguns sabem como funciona (se é que funciona...). Os restaurantes distinguidos, por critérios desconhecidos, aproveitaram, que qualquer coisa dá jeito nos tempos que correm.
Já o tínhamos comentado aqui. Não mudamos uma vírgula ao que escrevemos.
Já o tínhamos comentado aqui. Não mudamos uma vírgula ao que escrevemos.
Bloco de Esquerda: como é hábito, o que conta é a cidade
Conta aqui o "Jornal das Caldas" que o Bloco de Esquerda (BE)prepara "prepara estratégia para o concelho". A informação é errónea. Lendo a notícia, nas suas 583 palavras, não se encontra uma sobre a realidade do concelho... fora da cidade. Portanto, o título deveria ser "prepara estratégia para a cidade".
Diga-se, em abono da verdade, que isto não é só típico do BE. Todas as forças políticas se estão nas tintas para as freguesias não urbanas de Caldas da Rainha, como já comentei aqui.
Diga-se, em abono da verdade, que isto não é só típico do BE. Todas as forças políticas se estão nas tintas para as freguesias não urbanas de Caldas da Rainha, como já comentei aqui.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Tolerância zero para a EDP!
Até poderá ser "natural" que haja trovoadas tão intensas que qualquer rede de fornecimento de electricidade se vá abaixo.
Mas esta perspectiva não se deve aplicar à EDP. A uma empresa que forneça um bom serviço aos seus clientes perdoam-se alguns deslizes. A uma empesa, como a EDP, que odeia os seus clientes porque lhe fazem gastar dinheiro e que não cuida da manutenção do seu equipamento, deve aplicar-se uma taxa simbólica de "tolerância zero" quanto aos seus muitos falhanços na distribuição de electricidade.
Mas esta perspectiva não se deve aplicar à EDP. A uma empresa que forneça um bom serviço aos seus clientes perdoam-se alguns deslizes. A uma empesa, como a EDP, que odeia os seus clientes porque lhe fazem gastar dinheiro e que não cuida da manutenção do seu equipamento, deve aplicar-se uma taxa simbólica de "tolerância zero" quanto aos seus muitos falhanços na distribuição de electricidade.
A demagogia idiota dos defensores do "novo Código Contributivo"
A propaganda governamental, secundada pelos idiotas que ainda acreditam em contos de fadas (ou que fazem crer que acreditam...), diz que o "novo Código Contributivo" é bondoso porque garante aos "recibos verdes" baixa médica paga... ao 31.º dia da doença. Ou seja: primeiro, convém ver se o doente morre, para poupar na despesa. Porque quem está ainda doente ao 31.º dia ou tem uma doença incurável ou uma coisa mesmo muito grave. Mas, com sorte, ou curou-se ou morreu - qual será a opção preferida pelos miseráveis gestores do miserável "Estado social"?
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Mais uma maneira manhosa de as Finanças nos extorquirem dinheiro
Durante dois dias, de sexta-feira até ontem, o portal das Finanças esteve inacessível para "manutenção". "Manutenção" que cai estranhamente em cima do período do final do prazo para a entrega da declaração do IVA e de outros documentos, coisas que abrangem centenas de milhares de contribuintes e de técnicos oficiais de contas.
Quem não conseguir resolver o problema, arrisca-se a pagar uma multa por entregar "fora de prazo" (que termina amanhã).
Sabendo-se como esta malta funciona, e como é até é capaz de tentar cobrar dívidas a mortos, faz pensar se não se terá juntado o útil ao agradável: fazer a "manutenção" e criar condições para arranjar mais algumas receitas extraordinárias.
Teoria da conspiração, dirão alguns. Só se forem suficientemente ingénuos para acreditarem que o Estado é uma pessoa de bem, direi eu.
Actualizando: saúdo a posição da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, aqui e aqui noticiada.
Quem não conseguir resolver o problema, arrisca-se a pagar uma multa por entregar "fora de prazo" (que termina amanhã).
Sabendo-se como esta malta funciona, e como é até é capaz de tentar cobrar dívidas a mortos, faz pensar se não se terá juntado o útil ao agradável: fazer a "manutenção" e criar condições para arranjar mais algumas receitas extraordinárias.
Teoria da conspiração, dirão alguns. Só se forem suficientemente ingénuos para acreditarem que o Estado é uma pessoa de bem, direi eu.
Actualizando: saúdo a posição da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, aqui e aqui noticiada.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Fados no Salão Milénio: um horror!
Fui ontem à "Noite de Fado" no Salão Milénio (que, salvo erro, é a segunda, havendo outra já anunciada) e jurei para nunca mais.
É um disparate crasso querer fazer uma sessão de fados num salão imenso, cheio de centenas de pessoas que nunca se calam e de crianças a choramingar, num ambiente próprio das "Tasquinhas" (que não podem ser um padrão para tudo) e com um apresentador que ocupa mais tempo de palco do que os artistas e que quase lhes tira o microfone das mãos.
E não sendo obrigatório comer nem beber para ouvir fado, e por muito esforçados que sejam a cozinha e o pessoal do Salão Milénio, deve dizer-se que a qualidade dos pratos deixa muito a desejar, não se encontrando neste estabelecimento qualquer vestígio de qualidade gastronómica, ao contrário do que o tonto do apresentador proclamou. Além disso, é repelente deixar os restos de recipientes de sobremesas transfomados em terrinas com líquidos estranhos, sem as renovar, e servir garrafas de vinho Teobar como "vinho da casa" e uma sangria deslavada e diurética.
No palco, Hugo Faustino, Margarida Santos, José Matoso, Diana Gil, Joaquim Santos, Sidónio Pereira, José Simões e António Rodrigues merecem dois aplausos: por terem mostrado as qualidades vocais e de músicos e por terem sobrevivido a um ambiente na prática hostil e ao horroroso apresentador. Espero que, com um "buffet" tão pobre, tenham podido ganhar uma boa percentagem dos 15 euros que cada pessoa teve de gastar. E... gostaria de poder ouvi-los num local mais adequado!
É um disparate crasso querer fazer uma sessão de fados num salão imenso, cheio de centenas de pessoas que nunca se calam e de crianças a choramingar, num ambiente próprio das "Tasquinhas" (que não podem ser um padrão para tudo) e com um apresentador que ocupa mais tempo de palco do que os artistas e que quase lhes tira o microfone das mãos.
E não sendo obrigatório comer nem beber para ouvir fado, e por muito esforçados que sejam a cozinha e o pessoal do Salão Milénio, deve dizer-se que a qualidade dos pratos deixa muito a desejar, não se encontrando neste estabelecimento qualquer vestígio de qualidade gastronómica, ao contrário do que o tonto do apresentador proclamou. Além disso, é repelente deixar os restos de recipientes de sobremesas transfomados em terrinas com líquidos estranhos, sem as renovar, e servir garrafas de vinho Teobar como "vinho da casa" e uma sangria deslavada e diurética.
No palco, Hugo Faustino, Margarida Santos, José Matoso, Diana Gil, Joaquim Santos, Sidónio Pereira, José Simões e António Rodrigues merecem dois aplausos: por terem mostrado as qualidades vocais e de músicos e por terem sobrevivido a um ambiente na prática hostil e ao horroroso apresentador. Espero que, com um "buffet" tão pobre, tenham podido ganhar uma boa percentagem dos 15 euros que cada pessoa teve de gastar. E... gostaria de poder ouvi-los num local mais adequado!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Uma sugestão à PSP e à GNR
E se os senhores agentes se pusessem aí pelas ruas a apanhar os automobilistas que não fazem nenhum sinal de mudança de direcção (que me parece ser, ainda, uma infracção ao Código da Estrada...)? Haviam de fazer uma bela maquia em multas, que bastante jeito lhes daria.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Misérias do "Estado social"
Coincidiram no tempo as notícias, e o seu desenvolvimento, sobre o incêndio da "pensão ilegal" das Caldas da Rainha e a idosa encontrada morta em sua casa, numa freguesia de Sintra, nove anos depois de ter deixado de se ver.
Estas situações miseráveis põem em causa muitos dos pressupostos do "Estado social" e a bondade e a sensatez que deveriam reger os vários poderes públicos e os seus dirigentes, que preferem, sempre, desviar o olhar ou aceitar que estas coisas são naturais.
A triste figura que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, fez no programa "A Quadratura do Círculo", na Sic Notícias, ao dizer que era normal os Bombeiros andarem a abrir as portas de casas onde há gente morta há muito tempo, diz tudo sobre esta gente que vai gerindo, em nosso nome, o fracassado "Estado social". Fernando Costa, o exausto presidente da câmara caldense, não deve desdenhar desta atitude.
A propósito: a "Gazeta das Caldas" e o "Jornal das Caldas" fizeram bons trabalhos de reportagem sobre o incêndio, cuja leitura se recomenda.
Estas situações miseráveis põem em causa muitos dos pressupostos do "Estado social" e a bondade e a sensatez que deveriam reger os vários poderes públicos e os seus dirigentes, que preferem, sempre, desviar o olhar ou aceitar que estas coisas são naturais.
A triste figura que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, fez no programa "A Quadratura do Círculo", na Sic Notícias, ao dizer que era normal os Bombeiros andarem a abrir as portas de casas onde há gente morta há muito tempo, diz tudo sobre esta gente que vai gerindo, em nosso nome, o fracassado "Estado social". Fernando Costa, o exausto presidente da câmara caldense, não deve desdenhar desta atitude.
A propósito: a "Gazeta das Caldas" e o "Jornal das Caldas" fizeram bons trabalhos de reportagem sobre o incêndio, cuja leitura se recomenda.
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