Um meu leitor resolveu esclarecer-me sobre o FozBus e, à falta de mais fidedigna explicação, transcrevo na íntegra o comentário dele, do qual deve estar obviamente orgulhoso: "Ó seu CONA caso não tenhas reparado o FOZ BUS não desapareceu. TRABALHOU aos sábados e Domingos, coisa que tu não deves fazer nem sequer durante os dias da semana E ao Fim de Semana durante o ano, ao Sábado à noite tb há um que leva a malta para a Foz."
Devo supor que é pessoa com interesse na matéria.
Mas convirá acrescentar, aumentando porém a necessidade de um esclarecimento, que, em anos anteriores, o FozBuz que fazia o serviço da praia era diário e não apenas aos sábados e domingos.
O que significa que houve uma diminuição da oferta. Seria interessante saber porquê.
Tal como seria interessante saber por que motivo é que - se é que é necessário fazer essa opção - se privilegiam os frequentadores do GreenHill durante todo o ano e se deixam os frequentadores da praia da Foz do Arelho (muitos deles vindos de fora, ou seja, turistas) à mercê de condições de estacionamento que não chegam para as necessidades, num verdadeiro convite à procura de outras praias.
Quererá este leitor, à falta de melhor, contribuir para o nosso esclarecimento (de preferência com uma língua menos suja)?
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Um esclarecimento sobre o FozBus
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Começou a corrida Hugo Oliveira - Tinta Ferreira para a presidência da Câmara
Hugo Oliveira comanda as obras de "requalificação" da cidade que atingirão o seu clímax em 2013, ano das eleições autárquicas. E Tinta Ferreira comanda o plano de alargamento da rede de transportes públicos, que vão ligar o interior do concelho à cidade, também com 2013 como horizonte temporal.
A demarcação, e o ponto de partida, não podia ser mais clara e é interessante ver como o despique entre os dois vereadores se dispõe, em simultâneo no "Jornal das Caldas", aqui e aqui. Onde também se relata (sem link) o conflito interno na JSD, que deixou o actual presidente da Câmara, Fernando Costa, em choque com apoiantes de Hugo Oliveira.
Vai ser interessante, vai...
A demarcação, e o ponto de partida, não podia ser mais clara e é interessante ver como o despique entre os dois vereadores se dispõe, em simultâneo no "Jornal das Caldas", aqui e aqui. Onde também se relata (sem link) o conflito interno na JSD, que deixou o actual presidente da Câmara, Fernando Costa, em choque com apoiantes de Hugo Oliveira.
Vai ser interessante, vai...
Etiquetas:
Fernando Costa,
Hugo Oliveira,
partidos políticos,
Tinta Ferreira
Já ficámos a saber mais
Perguntámos, insistimos e voltámos a insistir, comentando.E, finalmente, ficámos a saber que a Câmara gastou 10 mil euros na "animação de Verão" da Foz do Arelho e outros 10 mil euros na "animação nocturna da cidade". No ano passado terão sido gastos 150 mil euros. Este ano, e sem se perceber se a "Festa Branca" está abrangida pela segunda parcela ou não, só terão sido gastos 20 mil euros.
As explicações foram - finalmente - dadas pelo vereador Hugo Oliveira ao "Jornal das Caldas" (sem link). É pena que não haja nenhuma referência ao desaparecimento do FozBus. Talvez seja necessário insistir mais...
As explicações foram - finalmente - dadas pelo vereador Hugo Oliveira ao "Jornal das Caldas" (sem link). É pena que não haja nenhuma referência ao desaparecimento do FozBus. Talvez seja necessário insistir mais...
Etiquetas:
comunicação social,
Hugo Oliveira
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A oposição que não se opõe nem sai de cima (3): por uma alternativa
Nas eleições de 2009, um movimento independente de cidadãos candidatou-se a uma junta de freguesia da cidade de Caldas da Rainha. Infelizmente, não terá sido possível ir mais longe e, como já é habitual, a iniciativa não alastrou às freguesias do interior do concelho.
Seria desejável que este exemplo fosse seguido, a um nível mais vasto, congregando todos os cidadãos que ainda se interessam pela coisa pública e que não se sentem representados pelos actuais partidos e militantes partidários.
O caminho a seguir seria a realização de reuniões informais, abertas a toda a população, em vários pontos do concelho, "tomando o pulso" ao que pensam os eleitores locais. Só depois, mediante a adesão que isso pudesse suscitar, seria viável medir as possibilidades de constituir listas nas freguesias. Tanto no interior como na cidade.
Quanto à Câmara, a situação deveria ser equacionada numa terceira fase, a partir da adesão verificada nas freguesias. Se ela fosse forte, e houvesse possibilidades, estaria aberto o caminho para uma candidatura independente, de cidadãos, à Câmara.
E que não se diga que isso seria impossível. O actual presidente da Câmara não pode recandidatar-se (e com a manutenção dos actuais concelhos não há sobrevivência autárquica para os actuais "dinossauros"), o vereador das Festas Brancas não tem estatuto, em circunstâncias normais, para ser presidente e Maria da Conceição Pereira afastou-se. No PSD não há outros nomes fortes, nem entre os "notáveis" locais acarinhados pelos seus amigos da imprensa.
E mesmo que se tornasse materialmente impossível concretizar uma candidatura independente à Câmara, um movimento alargado e forte de cidadãos poderia sempre negociar, desde que com vantagem, as suas propostas (que o mesmo é dizer as propostas da população) com os restantes partidos, nomeadamente com o PSD. Em Lisboa aconteceu uma situação semelhante, na ligação do actual presidente com Helena Roseta.
O caminho está à vista e pode ser percorrido. Quem dá o primeiro passo?
Seria desejável que este exemplo fosse seguido, a um nível mais vasto, congregando todos os cidadãos que ainda se interessam pela coisa pública e que não se sentem representados pelos actuais partidos e militantes partidários.
O caminho a seguir seria a realização de reuniões informais, abertas a toda a população, em vários pontos do concelho, "tomando o pulso" ao que pensam os eleitores locais. Só depois, mediante a adesão que isso pudesse suscitar, seria viável medir as possibilidades de constituir listas nas freguesias. Tanto no interior como na cidade.
Quanto à Câmara, a situação deveria ser equacionada numa terceira fase, a partir da adesão verificada nas freguesias. Se ela fosse forte, e houvesse possibilidades, estaria aberto o caminho para uma candidatura independente, de cidadãos, à Câmara.
E que não se diga que isso seria impossível. O actual presidente da Câmara não pode recandidatar-se (e com a manutenção dos actuais concelhos não há sobrevivência autárquica para os actuais "dinossauros"), o vereador das Festas Brancas não tem estatuto, em circunstâncias normais, para ser presidente e Maria da Conceição Pereira afastou-se. No PSD não há outros nomes fortes, nem entre os "notáveis" locais acarinhados pelos seus amigos da imprensa.
E mesmo que se tornasse materialmente impossível concretizar uma candidatura independente à Câmara, um movimento alargado e forte de cidadãos poderia sempre negociar, desde que com vantagem, as suas propostas (que o mesmo é dizer as propostas da população) com os restantes partidos, nomeadamente com o PSD. Em Lisboa aconteceu uma situação semelhante, na ligação do actual presidente com Helena Roseta.
O caminho está à vista e pode ser percorrido. Quem dá o primeiro passo?
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A oposição que não se opõe nem sai de cima (2)
O CSD, o PS, o PCP e o BE manifestam-se, em geral, de duas maneiras: com intervenções na Assembleia Municipal (cujos relatos são publicados na "Gazeta das Caldas") e com comunicados (dos quais alguns se encontram num espaço institucional da "Gazeta" e, como notícias, no "Jornal das Caldas"). Em certa medida, isto não é mais do que a produção de uma prova de vida. Ou seja: mostram que existem; mas os cidadãos estão-se nas tintas.
Depois, há acções pontuais.
A situação da Lagoa de Óbidos e da Foz do Arelho, o mau serviço da CP e a privilegiada situação laboral dos carteiros excitam, por regra, o PCP e o BE. Há um ano, o CDS excitou-se com uma tourada e depois desapareceu. E o PS, por motivos que até podem ter sido bem sinceros, saiu a terreiro para ajudar a apresentar o famoso empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, como se tivesse interesse específico na matéria. Enquanto o que o BE gosta de fazer é de subir e descer dos poucos comboios que ainda param nas Caldas. Estas intervenções servem para os jornais mas sabem a pouco e são quase inúteis porque, isoladamente, de pouco servem e nenhuma utilidade trazem para resolver os problemas reais do concelho. Cujo interior, as áreas fora da cidade, é olimpicamente ignorado.
Por outro lado, não se vê em nenhum destes partidos uma actividade constante de oposição à Câmara, de contestação das medidas camarárias e das opções de Fernando Costa, de apresentação de alternativas. Ou seja: não se vê oposição.
O que também faz com que, de quatro em quatro anos, os candidatos à Câmara, à Assembleia Municipal e ás juntas de freguesia vão mudando ao sabor das conveniências partidárias, prometendo tudo e mais alguma coisa sem fazerem a menor ideia das realidades da região, reproduzindo - talvez por virem das "Jotas" os seus principais animadores - listas de promessas eleitorais que mais parecem próprias de eleições para associações de estudantes de escolas secundárias.
Haverá quem diga que noutros concelhos também é assim mas isso não retira responsabilidade à deserção partidária nas Caldas da Rainha. Que se torna pior por causa desse hábito discutível de aparecerem nas eleições… para quê? E porquê? Acreditarão mesmo que podem ganhar, sem ser por acaso ou por engano, ou estão a tentar, convictamente, enganar os eleitores que não gostam de quem está no poder?
Depois, há acções pontuais.
A situação da Lagoa de Óbidos e da Foz do Arelho, o mau serviço da CP e a privilegiada situação laboral dos carteiros excitam, por regra, o PCP e o BE. Há um ano, o CDS excitou-se com uma tourada e depois desapareceu. E o PS, por motivos que até podem ter sido bem sinceros, saiu a terreiro para ajudar a apresentar o famoso empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, como se tivesse interesse específico na matéria. Enquanto o que o BE gosta de fazer é de subir e descer dos poucos comboios que ainda param nas Caldas. Estas intervenções servem para os jornais mas sabem a pouco e são quase inúteis porque, isoladamente, de pouco servem e nenhuma utilidade trazem para resolver os problemas reais do concelho. Cujo interior, as áreas fora da cidade, é olimpicamente ignorado.
Por outro lado, não se vê em nenhum destes partidos uma actividade constante de oposição à Câmara, de contestação das medidas camarárias e das opções de Fernando Costa, de apresentação de alternativas. Ou seja: não se vê oposição.
O que também faz com que, de quatro em quatro anos, os candidatos à Câmara, à Assembleia Municipal e ás juntas de freguesia vão mudando ao sabor das conveniências partidárias, prometendo tudo e mais alguma coisa sem fazerem a menor ideia das realidades da região, reproduzindo - talvez por virem das "Jotas" os seus principais animadores - listas de promessas eleitorais que mais parecem próprias de eleições para associações de estudantes de escolas secundárias.
Haverá quem diga que noutros concelhos também é assim mas isso não retira responsabilidade à deserção partidária nas Caldas da Rainha. Que se torna pior por causa desse hábito discutível de aparecerem nas eleições… para quê? E porquê? Acreditarão mesmo que podem ganhar, sem ser por acaso ou por engano, ou estão a tentar, convictamente, enganar os eleitores que não gostam de quem está no poder?
domingo, 28 de agosto de 2011
A oposição que não se opõe nem sai de cima (1)
Há uma oposição política, e partidária, em Caldas da Rainha à maioria PSD na Câmara Municipal? Não. Há partidos (PS, CDS/PP, PCP e BE) que concorreram às eleições autárquicas, que conseguiram alguns lugares na Assembleia Municipal e que, neste órgão, fazem prova de vida com a regularidade institucional possível.
A oposição política - a nível nacional, municipal ou de freguesia - não é isto. Não pode ser.
Mas, infelizmente, é o que se vê: é uma agremiação de derrotados que ficam, mais ou menos, à espera de uma de duas oportunidades: um outro cargo político que os livre de maçadas e que seja mais calmo ou as próximas eleições, para mais uma jornada de "atirar o bairro à parede".
É uma colecção de provas de vida pouco esforçadas, nada inspiradas e, na grande maioria dos casos, restringidas aos limites da zona urbana. Porque a cidade é que é importante e as freguesias rurais são para os saloios. Ou seja, para os parvos.
A questão das contas das actividades de Verão é exemplar: seria o mínimo dos mínimos que o PS, o CDS/PP, o PCP ou o BE fizessem à Câmara as perguntas que se impunham que fizessem. Se o fizeram, não se notou. Não se ouviu. Não se viu nenhum dos destacados animadores destas associações partidárias a perguntar o que está a Câmara a fazer para (não) gastar o dinheiro que´é de todos. E até pode acontecer que a Câmara esteja a gastar com sensibilidade e adequadamente. mas ninguém perguntou nada.
Da oposição política esperam-se perguntas, dúvidas, fiscalização, alternativas, presença. É uma coisa que faz parte da democracia.
Infelizmente não é o que acontece. A oposição não se opõe, não indaga, não propõe alternativas. Ou seja, não se mexe, não sai de cima. E devia fazê-lo.
A oposição política - a nível nacional, municipal ou de freguesia - não é isto. Não pode ser.
Mas, infelizmente, é o que se vê: é uma agremiação de derrotados que ficam, mais ou menos, à espera de uma de duas oportunidades: um outro cargo político que os livre de maçadas e que seja mais calmo ou as próximas eleições, para mais uma jornada de "atirar o bairro à parede".
É uma colecção de provas de vida pouco esforçadas, nada inspiradas e, na grande maioria dos casos, restringidas aos limites da zona urbana. Porque a cidade é que é importante e as freguesias rurais são para os saloios. Ou seja, para os parvos.
A questão das contas das actividades de Verão é exemplar: seria o mínimo dos mínimos que o PS, o CDS/PP, o PCP ou o BE fizessem à Câmara as perguntas que se impunham que fizessem. Se o fizeram, não se notou. Não se ouviu. Não se viu nenhum dos destacados animadores destas associações partidárias a perguntar o que está a Câmara a fazer para (não) gastar o dinheiro que´é de todos. E até pode acontecer que a Câmara esteja a gastar com sensibilidade e adequadamente. mas ninguém perguntou nada.
Da oposição política esperam-se perguntas, dúvidas, fiscalização, alternativas, presença. É uma coisa que faz parte da democracia.
Infelizmente não é o que acontece. A oposição não se opõe, não indaga, não propõe alternativas. Ou seja, não se mexe, não sai de cima. E devia fazê-lo.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Uma imprensa e uma oposição unidas pelo medo? Ou pela distracção? Ou apenas por cobardia? Ou por ganharem alguma coisa?
Confesso que tinha alguma esperança em ver, ontem, no "Jornal das Caldas" e, hoje, na "Gazeta das Caldas" alguma informação sobre os gastos da Câmara Municipal de Caldas da Rainha na suas actividades de Verão.
E não porque fiz três perguntas nem, apenas, porque não me limitei a pô-las neste blog mas enviei-as, directamente, para uma parte da minha "mailing list". Que, por acaso, até tem suscitado reacções e respostas, directas, de algumas pessoas e entidades que contacto directamente.
A questão é, mais do que isso, extraordinariamente óbvia:
- A "animação de Verão" encolheu por não haver dinheiro... e era emblemática;
- O FozBus desapareceu... e prestava um serviço tímido a frequentadores da praia da Foz do Arelho, que até podia ser rentabilizado;
- A Festa Branca teve apoio camarário para se realizar porque, afinal, é mais importante do que tudo o resto.
Havia, e há, todos os motivos para perguntar: quanto dinheiro, e de que maneira, foi gasto pela Câmara nestas actividades?
Mas ninguém perguntou. A imprensa local ignorou o assunto. A oposição, que já deve ter perdido todas as esperanças de verdadeiramente ser oposição, fez o mesmo. E o presidente da Câmara e o seu vereador-delfim fizeram um manguito bem medido ao povo que os elegeu.
E isto acontece porquê? Medo? Distracção? Falta de iniciativa? Cobardia? Cumplicidade de quem ganha alguma coisa com o negócio? É difícil de perceber. Mas regista-se. E sem medo.
E não porque fiz três perguntas nem, apenas, porque não me limitei a pô-las neste blog mas enviei-as, directamente, para uma parte da minha "mailing list". Que, por acaso, até tem suscitado reacções e respostas, directas, de algumas pessoas e entidades que contacto directamente.
A questão é, mais do que isso, extraordinariamente óbvia:
- A "animação de Verão" encolheu por não haver dinheiro... e era emblemática;
- O FozBus desapareceu... e prestava um serviço tímido a frequentadores da praia da Foz do Arelho, que até podia ser rentabilizado;
- A Festa Branca teve apoio camarário para se realizar porque, afinal, é mais importante do que tudo o resto.
Havia, e há, todos os motivos para perguntar: quanto dinheiro, e de que maneira, foi gasto pela Câmara nestas actividades?
Mas ninguém perguntou. A imprensa local ignorou o assunto. A oposição, que já deve ter perdido todas as esperanças de verdadeiramente ser oposição, fez o mesmo. E o presidente da Câmara e o seu vereador-delfim fizeram um manguito bem medido ao povo que os elegeu.
E isto acontece porquê? Medo? Distracção? Falta de iniciativa? Cobardia? Cumplicidade de quem ganha alguma coisa com o negócio? É difícil de perceber. Mas regista-se. E sem medo.
Etiquetas:
comunicação social,
Fernando Costa,
Hugo Oliveira,
partidos políticos
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Turismo do Oeste, Tap e um peixe com uma cabeça de pénis que quer comer uma rapariga ...
É com este cartaz, e parece que com outros que não consegui encontrar, que a misteriosa entidade que dá pelo nome de Turismo do Oeste está a promover a Região Oeste na Tap. Ou seja: com um cartaz onde uma jovem de biquíni se equilibra no aço erecto de um anzol, desafiando um peixe gigante de cabeça fálica, a que atira uma cavala, apresentando-se devidamente calçada para, decerto, não sujar os pés na areia, talvez pouco recomendável, das praias locais.
Não se mostram praias, paisagens, gastronomia (e então não se promovem as Tasquinhas das Caldas na Tap?!...), monumentos, locais, mar azul.Ao olhar para isto, só consigo imaginar os vetustos executivos que dirigem a Turismo do Oeste e a Tap a contemplarem extasiados a rapariga e a imaginarem-se peixes que a vão... pois, comer.
É possível que a fálica cabeça do peixe possa ter sido inspirada por alguma recordação do remoto clássico cinematográfico "Tubarão". Mas quem dele se lembrou esqueceu-se do apelo do xerife Brody aos banhistas: "Get out of the water!..."
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Para que não se esqueça...
Repete-se porque o assunto diz respeito a todos e a Câmara Municipal deve gerir com transparência e adequadamente os dinheiros públicos.
Há 3 (três) perguntas que a imprensa do concelho e a oposição, quanto mais não seja para fazer prova de vida, deviam fazer. Antes que o faça(m) outra(s) entidade(s). São elas:
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, directa ou indirectamente, na Festa Branca para o "jet set" local?
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha na Festa de Verão/Tasquinhas da Expoeste?
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, directa ou indirectamente, nas actividades de "animação de Verão" para a população em geral, excluindo a Festa Branca e as Tasquinhas?
E se a imprensa e a oposição não perguntam... algum motivo hão-de ter. Qual será?...
Voltaremos ao assunto.
Há 3 (três) perguntas que a imprensa do concelho e a oposição, quanto mais não seja para fazer prova de vida, deviam fazer. Antes que o faça(m) outra(s) entidade(s). São elas:
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, directa ou indirectamente, na Festa Branca para o "jet set" local?
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha na Festa de Verão/Tasquinhas da Expoeste?
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, directa ou indirectamente, nas actividades de "animação de Verão" para a população em geral, excluindo a Festa Branca e as Tasquinhas?
E se a imprensa e a oposição não perguntam... algum motivo hão-de ter. Qual será?...
Voltaremos ao assunto.
Etiquetas:
Fernando Costa,
Hugo Oliveira
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Intermarché já está em falência?
Dizem-me que o Intermarché de Caldas da Rainha não tem mercadoria, que receberia da central de compras da empresa-mãe, por não ter dinheiro para pagar no mesmo dia, como lhe é exigido. E que, na prática, está já em falência. Será verdade?
Iremos ter, um dia destes, o Intermarché de porta fechada e os seus trabalhadores em protesto à porta?
Iremos ter, um dia destes, o Intermarché de porta fechada e os seus trabalhadores em protesto à porta?
domingo, 21 de agosto de 2011
Três perguntas que devem ter resposta e que já deviam ter sido feitas pela oposição e pela imprensa
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, directa ou indirectamente, na Festa Branca para o "jet set" local?
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha na Festa de Verão/Tasquinhas da Expoeste?
Quanto gastou este ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, directa ou indirectamente, nas actividades de "animação de Verão" para a população em geral, excluindo a Festa Branca e as Tasquinhas?
Etiquetas:
Fernando Costa,
Hugo Oliveira
sábado, 20 de agosto de 2011
Será o Intermarché o primeiro supermercado a fechar?
Já não é de agora que se diz que não há lugar para todo os supermercados que existem em Caldas da Rainha (Aldi, Auchan, Continente, E. Leclerc, Intermarché, Lidl, Minipreço e Pingo Doce). E hoje, quando fui ao Intermarché, não fiquei surpreendido por ver muitas prateleiras vazias e falta de certos produtos. E pouca gente, quase ninguém. Será este o primeiro a fechar?
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Tasquinhas: um erro que faz vítimas
A Associação Cultural e Recreativa Arneirense voltou a ganhar o primeiro prémio de um concurso de contornos enigmáticos e com um júri sem nome que parece distinguir as várias associações que participam nas Tasquinhas. Segundo o Jornal das Caldas (que dá a notícia aqui, fazendo o panegírico das Tasquinhas e/ou do vereador Hugo Oliveira), o primeiro prémio do Arneirense (mais um em vários anos, sem que se saiba há quanto tempo) teve direito a insultos e o presidente desta associação nem quer, no próximo ano, que ela seja candidata a prémio.
Esta situação é gerada por um erro absurdo da chamada "Festa de Verão" (ou seja, as Tasquinhas) e que, aceitando como bom o conceito do "mega-restaurante" de Fernando Costa, devia ser evitado.
Fui, algumas vezes, à "tasquinha" do Arneirense, gostei e lembro-me de ter perguntado se o Arneirense era mesmo um restaurante. Se fosse, iria lá várias vezes. Fiquei a saber que não era mas retive sempre as suas qualidades. E o que, à falta de melhor, se pode considerar o profissionalismo dos seus dinamizadores. No conjunto, e isso é inevitável, o Arneirense contrasta com as "tasquinhas" de outras associações onde o esforço e a boa vontade não são suficientes para garantir bons pratos e um serviço correcto e agradável.
Temos, assim, dois pesos e duas medidas: o que é muito bom pode conquistar sempre um dos primeiros prémios e o que é, malgré tout, medíocre nunca lá chegará.
Isto demonstra que, mesmo no "mega-restaurante", o conceito das Tasquinhas está errado e que deve haver critérios mais claros para aos participantes. Para seu próprio bem. E já sem falar no júri sem rosto (mas faz parte da tradição das Caldas, pelos vistos) cujas decisões serão sempre mal recebidas se não houver uma responsabilização dos seus membros.
O Arneirense não merecia a polémica. E as associações que montam as "tasquinhas" e todas as outras que deviam estar presentes mesmo sem terem "tasquinhas", mereciam que as Tasquinhas fossem mais do que um "mega-restaurante".
Esta situação é gerada por um erro absurdo da chamada "Festa de Verão" (ou seja, as Tasquinhas) e que, aceitando como bom o conceito do "mega-restaurante" de Fernando Costa, devia ser evitado.
Fui, algumas vezes, à "tasquinha" do Arneirense, gostei e lembro-me de ter perguntado se o Arneirense era mesmo um restaurante. Se fosse, iria lá várias vezes. Fiquei a saber que não era mas retive sempre as suas qualidades. E o que, à falta de melhor, se pode considerar o profissionalismo dos seus dinamizadores. No conjunto, e isso é inevitável, o Arneirense contrasta com as "tasquinhas" de outras associações onde o esforço e a boa vontade não são suficientes para garantir bons pratos e um serviço correcto e agradável.
Temos, assim, dois pesos e duas medidas: o que é muito bom pode conquistar sempre um dos primeiros prémios e o que é, malgré tout, medíocre nunca lá chegará.
Isto demonstra que, mesmo no "mega-restaurante", o conceito das Tasquinhas está errado e que deve haver critérios mais claros para aos participantes. Para seu próprio bem. E já sem falar no júri sem rosto (mas faz parte da tradição das Caldas, pelos vistos) cujas decisões serão sempre mal recebidas se não houver uma responsabilização dos seus membros.
O Arneirense não merecia a polémica. E as associações que montam as "tasquinhas" e todas as outras que deviam estar presentes mesmo sem terem "tasquinhas", mereciam que as Tasquinhas fossem mais do que um "mega-restaurante".
Etiquetas:
Fernando Costa,
Hugo Oliveira,
turismo
Quanto custou à Câmara a Festa Branca?
Não se sabe e é pena. Os organizadores privados, noticia a "Gazeta das Caldas", desapareceram. Mas a Festa Branca fez-se, pelos vistos com apoio directo ou indirecto da Câmara, e parece que, desta vez, houve instalações sanitárias para todos os participantes. Foi um êxito, portanto. Mas a "Gazeta" não diz quanto custou ao erário público o que terá sido a única iniciativa da Câmara para "animar" o Verão. A "Gazeta" não sabe, ou não quis saber? Ou não quis dizer?
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O IVA dos restaurantes - calem-se por um bocadinho, pode ser?
É cansativa, e torna-se monótona, a campanha que o sector dos restaurantes e os sectores que estão ligados a este negócio andam a fazer contra a eventual subida da taxa intermédia de IVA (12%) a que estão sujeitos, ameaçando com falências, despedimentos e fecho de estabelecimentos.
Com a ressalva de que, neste negócio como em tantos outros, há decerto situações muito difíceis, convém anotar duas coisas:
1 - Quando a taxa de IVA baixou, no cavaquismo, os preços de venda ao público das refeições e dos produtos não baixaram. A "poupança" ficou em casa e não chegou aos clientes, que continuaram a pagar os mesmos preços.
2 - A estrutura de custos dos pratos, das refeições, das bebidas e dos simples cafés não é transparente. Um café, que nem entra nas contas para o IRC, está longe de custar os 50 ou 60 cêntimos (ou mesmo mais) cobrados ao cliente; o vinho à mesa chega a custar o dobro, ou mais, do preço de venda no retalhista; um bacalhau com grão custa ao cliente do restaurante bastante mais do que a soma dos custos dos diversos produtos, da energia que serve para os cozer e aquecer e da fracção de mão-de-obra que é empregue na confecção e no serviço.
Portanto: calem-se por um instante, está bem?
Com a ressalva de que, neste negócio como em tantos outros, há decerto situações muito difíceis, convém anotar duas coisas:
1 - Quando a taxa de IVA baixou, no cavaquismo, os preços de venda ao público das refeições e dos produtos não baixaram. A "poupança" ficou em casa e não chegou aos clientes, que continuaram a pagar os mesmos preços.
2 - A estrutura de custos dos pratos, das refeições, das bebidas e dos simples cafés não é transparente. Um café, que nem entra nas contas para o IRC, está longe de custar os 50 ou 60 cêntimos (ou mesmo mais) cobrados ao cliente; o vinho à mesa chega a custar o dobro, ou mais, do preço de venda no retalhista; um bacalhau com grão custa ao cliente do restaurante bastante mais do que a soma dos custos dos diversos produtos, da energia que serve para os cozer e aquecer e da fracção de mão-de-obra que é empregue na confecção e no serviço.
Portanto: calem-se por um instante, está bem?
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Falésia: a "culpa" é das vítimas mas a responsabilidade é do Estado
150 falésias perigosas recenseadas em toda a costa portuguesa.
O discurso oficial, da autarquia local ao Instituto da Água passando pelos jornais ("Acidente na praia podia ter tido consequências mais graves - Peniche: banhistas ignoraram sinais de perigo"), alinhou pelo mesmo tipo de imbecilidade: a culpa nestes casos é sempre das vítimas.
O problema é que se a "culpa" é das vítimas - mortas, feridas, estropiadas ou assustadas -, a responsabilidade é das autoridades locais e centrais, é das autarquias, do Governo e da miríade de entidades que gerem as costas e não sei quantos pares de botas.
Os sinais, colocados uma vez e paulatinamente degradados ao longo dos anos (é ver a falésia perigosa de estimação que existe mesmo ao lado do miradouro da Estrada Atlântica, com um sinal velhinho e inútil) e sem qualquer outro tipo de impedimento, não substituem aquilo que é obrigação do Estado e que também é pago pelos nossos impostos: assegurar obras públicas de consolidação de terras que são de uso e propriedade pública. E com urgência, obviamente!
O pomposo vice-presidente de uma câmara municipal (Peniche?) que ouvi ontem num dos telejornais (a atribuir às vítimas a responsabilidade do desastre sem uma única palavra de simpatia para com elas!), devia ser acorrentado debaixo de uma das dessas falésias à espera do próximo movimento de terras...
O discurso oficial, da autarquia local ao Instituto da Água passando pelos jornais ("Acidente na praia podia ter tido consequências mais graves - Peniche: banhistas ignoraram sinais de perigo"), alinhou pelo mesmo tipo de imbecilidade: a culpa nestes casos é sempre das vítimas.
O problema é que se a "culpa" é das vítimas - mortas, feridas, estropiadas ou assustadas -, a responsabilidade é das autoridades locais e centrais, é das autarquias, do Governo e da miríade de entidades que gerem as costas e não sei quantos pares de botas.
Os sinais, colocados uma vez e paulatinamente degradados ao longo dos anos (é ver a falésia perigosa de estimação que existe mesmo ao lado do miradouro da Estrada Atlântica, com um sinal velhinho e inútil) e sem qualquer outro tipo de impedimento, não substituem aquilo que é obrigação do Estado e que também é pago pelos nossos impostos: assegurar obras públicas de consolidação de terras que são de uso e propriedade pública. E com urgência, obviamente!
O pomposo vice-presidente de uma câmara municipal (Peniche?) que ouvi ontem num dos telejornais (a atribuir às vítimas a responsabilidade do desastre sem uma única palavra de simpatia para com elas!), devia ser acorrentado debaixo de uma das dessas falésias à espera do próximo movimento de terras...
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Já começou a guerra civil
Já ouço os tiros dos entusiastas da caca, na sua guerra civil à escala local. Quando é que começarão a matar-se uns aos outros?
Não se nota
Quero acreditar que isto é verdade. O problema é que não se nota.
domingo, 14 de agosto de 2011
Desanimação de Verão
Não fui ontem à noite à Foz do Arelho para ver se havia a Festa Branca (onde nunca fui, nem tive curiosidade em ir) e não sei qual o resultado das esforçadas tentativas do vereador Hugo Oliveira para garantir que se realizaria este ano o encontro do "jet set" que é tido, pelo candidato à sucessão de Fernando Costa, como "uma referência na região" ("Animação de Verão na Foz reduzida à Festa Branca", na "Gazeta das Caldas").
O que sei é que parece algo estranho que a esfuziante "animação de Verão" de outros anos (com muitos espectáculos e o emblemático FozBus) tenha ficado de repente reduzida a um evento voltado para uma pequeno sector da população.
A "animação de Verão" não era perfeita mas tinha alguma coerência e o FozBus (limitado a pessoas de maior resistência física e na prática interdito a idosos e grávidas) era um instrumento útil, e que até podia ser rentabilizado, para levar mais pessoas à praia da Foz do Arelho com maior conforto.
Não se percebe se a abstinência da Câmara neste desanimado Verão tem a ver com a necessidade de poupar ou com a inexistência de liquidez para garantir iniciativas de carácter público mais abrangentes.
Mas seria interessante que isso se soubesse (a crise, afinal, já existia em 2010), que a comunicação social fizesse perguntas e que os partidos da oposição interrompessem as férias em que vivem quase durante todo o ano para tentarem perceber o que se passa. Até porque, à partida, se deverá pensar que terão todo o interesse em conhecer o verdadeiro estado das finanças camarárias para não serem apanhados de surpresa se um dia, como é seu dever tentar, ganharem eleições autárquicas...
O que sei é que parece algo estranho que a esfuziante "animação de Verão" de outros anos (com muitos espectáculos e o emblemático FozBus) tenha ficado de repente reduzida a um evento voltado para uma pequeno sector da população.
A "animação de Verão" não era perfeita mas tinha alguma coerência e o FozBus (limitado a pessoas de maior resistência física e na prática interdito a idosos e grávidas) era um instrumento útil, e que até podia ser rentabilizado, para levar mais pessoas à praia da Foz do Arelho com maior conforto.
Não se percebe se a abstinência da Câmara neste desanimado Verão tem a ver com a necessidade de poupar ou com a inexistência de liquidez para garantir iniciativas de carácter público mais abrangentes.
Mas seria interessante que isso se soubesse (a crise, afinal, já existia em 2010), que a comunicação social fizesse perguntas e que os partidos da oposição interrompessem as férias em que vivem quase durante todo o ano para tentarem perceber o que se passa. Até porque, à partida, se deverá pensar que terão todo o interesse em conhecer o verdadeiro estado das finanças camarárias para não serem apanhados de surpresa se um dia, como é seu dever tentar, ganharem eleições autárquicas...
Etiquetas:
Fernando Costa,
Foz do Arelho,
Hugo Oliveira,
partidos políticos
sábado, 13 de agosto de 2011
Quando a destruição serve de atracção turística
![]() |
| (© O das Caldas) |
Etiquetas:
Foz do Arelho,
Lagoa de Óbidos
Subscrever:
Mensagens (Atom)

