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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Crimes

Um pequeno ponto de situação sobre os factos e o direito no caso da polémica on line suscitada pela notícia "Morador queixa-se dos foguetes na Serra do Bouro", publicada pelo "Jornal das Caldas" e aqui várias vezes referida.

Alguns dos intervenientes publicaram, sem que o "Jornal das Caldas" o impedisse, as seguintes afirmações:

-- Anti-Manguito das Caldas! // Mai 5, 2011 at 7:01 pm:
"Este Mário Rocha é o Manguito Ecológico, do blog O das Caldas! Que se fartou de dizer mal das nossas festas!! Atirem-lhe mas é com um foguete para cima!"
-- Álvaro Baltazar // Mai 18, 2011 at 7:00 pm:
"Alguém amigo e preocupado me avisou para a quantidade de vezes que a minha pessoa tinha sido chamada à liça neste forum. Verifiquei e de facto é verdade. Só demonstra que há pessoas que, não gostando de estar sossegadas, querem espicaçar as outras para também as desassossegar. Não tenho tempo para jogos literários, não respondo a provocações nem de manguitos, nem de aónimos, nem de conhecidos. Conheço todos os intervenientes, mesmo os que não se identificam, sei o que valem, mas guardo esses juízos para mim … até um dia.
Também sei o que valho, os meus deveres de Presidente de Junta e os meus direitos como cidadão. Também conheço a lei e sei interpretá-la, ao contrário de alguns comentaristas, que enchem a boca a falar de leis e regulamentos, mas não sabem interpretar o seu conteúdo. Por mim podem continuar a brincar em foruns, blogs e outros locais propícios para quem gosta de protagonismo, sem coragem ou capacidade para se apresentar pessoalmente perante a comunidade."
-- jose augusto // Mai 19, 2011 at 3:54 pm:
"que conversa da treta. tudo isto por causa de uns foguetes e de um anonimo? quiça se fosse de um nome verdadeiro, já se tinham matado. meus senhores, assuma-se quem tem que se assumir, no caso o manguito e o redactor, porque falar por de trás de um nome fecticio é fácil, assumir é que é pior. façam como eu e como o alvaro baltazar e como o mario. por acaso até sem quem é o manguito, mas não o digo quem é, porque compete a ele assumir-se. andar atrás de um pesudonimo só demonstra cobardia e pela conversa e desconversa que aqui está patente, só tem um culpado, o próprio!
deverá ser ele a pedir desculpas e a vir a publico assumir-se. chega de termos um país de cobardolas."
-- A.Nobre // Mai 22, 2011 at 10:46 pm:
"Quem está mal mude-se!!! Não há memória, de tamanha palaçada, protoganizado por dois ou três iluminados… que dicidiram pôr em alvoroço a pacata Serra do Bouro, é um problema dos serranos, façam como os Açorianos fizeram há alguns anos a um Ministro da República, que de um momento para o outro, “mexeu” com os usos e costumes dos locais…fizeram-lhe as malas, levaram-nas ao aeroporto e tiraram-lhe um bilhete de ida no avião mais próximo… O sr. ministro não teve trabalho…foi só embarcar, com cortesia dos locais, aprendam serranos, grandes males, grandes remédios"
-- Álvaro Baltazar // Jun 8, 2011 at 1:32 pm:
"Peço a todos que ponham fim a esta polémica. Já sabemos o que pensam os que para cá quiseram vir morar e não é com esses que podemos contar que assim como vieram també, hão-de voltar para as terras deles e que são de facto estrangeiros, duplamente estrangeiros.
Os serranos legítimos têm motivos para estarem aborrecidos com tamanha interferência mas só lhes posso dizer: perdoem-lhes porque eles não sabem o que dizem…"
-- César Freitas // Jun 16, 2011 at 4:02 pm:
"Peguem numas enxaditas e vão cavar como o povo daqui que é para verem o que custa ganha a vida. Porque o que para aí escrevem só mostra que têm muito tempo nas mãos. E se não sabem, enfrentem-se como homens e resolvam isto como já há sete anos foi resolvido no Coto, que ficaram calados os que apanharam mais. E houve ainda mais foguetes e festa rija"
-- Carlos Freitas // Jun 17, 2011 at 3:08 pm:
"Sr. Mário, um dia destes havemo de nos encontrar sem duvida, a faleremos melhor deste e de outros assuntos claro, longe desta cambada de gentinha parva"

Sobre situações destas, prevê o Código Penal:
 
Artigo 153.º do Código Penal:
«Quem ameaçar outra pessoa com a prática de crime contra a vida, a integridade física e a liberdade pessoal, a liberdade e autodeterminação sexual ou bens patrimoniais de considerável valor, de forma adequada a provocar-lhe medo ou inquietação ou a prejudicar a sua liberdade de determinação é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.» (n.º 1)

Artigo 181.º do Código Penal:
«Quem injuriar outra pessoa, imputando-lhe factos, mesmo sob a forma de suspeita, ou dirigindo-lhe palavras, ofensivas da sua honra ou consideração, é punido com pena de prisão até três meses ou com pena de multa até 120 dias.» (n.º 1)

Artigo 183.º do Código Penal («Publicidade e calúnia»):
«1 - Se nos casos dos crimes previstos no artigo 180.º, 181.º e artigo 182.º,
(a) A ofensa for praticada através de meios ou em circunstâncias que facilitem a sua divulgação ou
(b) Tratando-se da imputação de factos, se averiguar que o agente conhecia a falsidade da imputação;
As penas da difamação ou da injúria são elevadas de um terço nos seus limites mínimos e máximo.
2 - Se o crime for cometido através de meio de comunicação social, o agente é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa não inferior a 120 dias.»

As afirmações publicadas não só têm os seus autores devidamente identificados sem que tenham, até ao momento, negado e demonstrado que não são essas pessoas, como têm por destinatários pessoas claramente identificadas e que se identificaram desde o início da contróvérsia.
Não estamos perante comentários ameaçadores anónimos como os que tantas vezes aparecem nos meios de comunicação de expansão nacional sobre, por exemplo, personalidades públicas, que também deveriam ser controlados pelos mesmos meios de comunicação social.
Neste caso, as ameaças e as injúrias têm um elevado grau de probabilidade de serem concretizadas pelo que adquirem uma gravidade muito mais pesada.
 
Justifica-se, assim, se os ofendidos o entenderem, a apresentação da competente queixa. Mas também é legítimo ter o entendimento de que, a avaliar pelo grau de publicidade do potencial crime, deve efectivar-se uma intervenção autónoma das autoridades.
 
Portanto...





terça-feira, 21 de junho de 2011

Para que conste, acreditando no bom senso do "Jornal das Caldas"...

Carta dirigida hoje por e-mail ao senhor director do "Jornal das Caldas" sobre a polémica dos foguetes:
«Exmo. Senhor
Director do "Jornal das Caldas"
Permito-me, por este meio, chamar a atenção de V. Exa. para o que me parecem ser opções incorrectas desse órgão de comunicação social na notícia publicada on line identificada em epígrafe.
Estão - e disso já me fiz directamente eco - a ser publicados apelos directos a actos e atitudes de violência por parte de pessoas cuja identificação nem sequer é segura. Esses apelos à violência e essas ameaças acabam por visar pessoas que estão identificadas desde o início ou pessoas que não se percebe se têm alguma coisa a ver com a polémica ou não. É uma situação prevista e punida pelo Código Penal e pela legislação aplicada à Imprensa. E no caso de os autores dessas ameaças não serem identificados, cabe ao jornal que V. Exa. dirige a responsabilidade penal e cível pelo que publica.
Espero, senhor Director, que a situação possa ser rapidamente corrigida ou eu próprio tomarei a iniciativa de apresentar fundamentada queixa às autoridades, a começar pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).
Quero, finalmente, dizer que mantenho o meu anonimato e a minha intervenção e que qualquer tipo de ameaça ou atentado à integridade física de qualquer pessoa, falsamente identificada no Jornal das Caldas como sendo eu, é da exclusiva responsabilidade desse órgão de comunicação social e de V. Exa.
Cumprimentos.»

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Canas por apanhar... dos foguetes da Serra do Bouro

A polémica gerada pelo excesso de foguetes das festas da Serra do Bouro na edição on line do "Jornal das Caldas" merece nova visita porque, permitam-me a alusão, há várias canas que caíram e que ainda não foram apanhadas. A saber:

1 - Álvaro Baltazar (que tanto pode ser o presidente da respectiva Junta de Freguesia e representante dos investidores estrangeiros, que não se sabe se gostam de foguetes, do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica como um qualquer pseudónimo) continua a sua campanha abertamente chauvinista à escala regional. É grave se é um presidente de junta que diz isto: "Já sabemos o que pensam os que para cá quiseram vir morar e não é com esses que podemos contar que assim como vieram també, hão-de voltar para as terras deles e que são de facto estrangeiros, duplamente estrangeiros.Os serranos legítimos têm motivos para estarem aborrecidos com tamanha interferência mas só lhes posso dizer: perdoem-lhes porque eles não sabem o que dizem". Talvez seja de enviar cópia disto, traduzido, para a Claremont Costa de Prata Developments Lda e para a New World Investments (Portugal) – Sociedade de Administração de Imóveis e para a Claremont Silver Coast Properties, Ltd.e para a New World Investments. Pode ser que percebam melhor...
2 -  Um comentador que só se identifica pela expressão "a lei é a lei", informa que há uma denúncia no Ministério Público, anterior à questão dos foguetes, sobre o empreendimento turístico em causa. Se não há mais nada (nem arguidos, por exemplo?...), o "Jornal das Caldas" pode, e deve, solicitar ao Ministério Público (de Caldas da Rainha ou de Lisboa ou?...) que confirme, se o puder fazer, esta informação.
3 - O "Jornal das Caldas" pode ser objecto de uma queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social por estar a publicar, e a deixar publicar, comentários que são abertamente insultuosos e que incitam também abertamente, à violência. O facto de Mário e Anna Rocha terem espaço para replicarem e para se defenderem dos vários ataques imbecis de que foram objecto não desculpa o facto de o "Jornal das Caldas" estar a incorrer num eventual ilícito e é legitimo que as duas pessoas mais abertamente atacadas, ameaçadas e insultadas formalizem essa queixa.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Brincadeiras perigosas

Na coluna on line do "Jornal das Caldas" sobre a polémica dos foguetes é-me atribuído um comentário incorrecto e deselegante para com a senhora Anna Rocha por alguém que resolveu usurpar a minha identidade. É uma brincadeira que pode ser perigosa para o brincalhão...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Serra do Bouro tem um blog

... Além de outras coisas menos interessantes, de que temos dado notícia, que também não diminuem o encanto dessa freguesia entre o mar e a terra que devia ser mais bem cuidada. Trata-se de Mar Azul, que aqui pode ser visitado. Todas as freguesias deviam ter um blog assim. Além de um site, claro.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A polémica dos foguetes (5): algumas conclusões

Sobre a polémica originada pelo protesto, feito em termos muito correctos, por residentes na freguesia da Serra do Bouro contra a insegurança e a perturbação causada por um excesso de foguetes (que temos vindo a analisar), há 7 conclusões que devem tirar-se:

1 - Há residentes na Serra do Bouro que são, em absoluto, contra as pessoas que escolhem a freguesia para se fixarem, pelo menos desde que contestem alguns dos seus "hábitos" por incómodos que provoquem.
2 - O presidente da respectiva Junta de Freguesia partilha dessa opinião, contrariando o que é hoje tacitamente aceite, até, como factor de desenvolvimento regional: a deslocação de mais pessoas para o interior é benéfica, gera maiores receitas fiscais e pode, inclusivamente, traduzir-se na criação de empregos no interior, o que também gera maiores receitas fiscais.
3 - Esta postura do presidente da Junta de Freguesia não é convergente com o que se supõe que seja a abertura deste autarca eleito relativamente aos investidores estrangeiros no complexo turístico previsto para a Serra do Bouro e a Foz do Arelho (Plano de Pormenor da Estrada Atlântica), que ele próprio representa. Será interessante saber o que dirá ele aos futuros residentes nesse complexo turístico se se queixarem do excesso de foguetes.
4 - As festas locais não pretendem ser inclusivas. Os seus promotores afastam, à partida, os novos residentes. Como já o fizeram, com expressões tão lapidares como "quem está mal mude-se" ou "que vivam contrariados o resto da vida" (neste caso, é do próprio autarca eleito).
5 - Os que assumiram estas posições recorreram, também, a ameaças pouco subtis, obviamente dirigidas contra as pessoas que se queixaram.
6 - A imprensa local ignorou, ostensivamente, a questão, apesar do óbvio interesse jornalístico, assumindo (no caso do "Jornal das Caldas", que deu a notícia) uma arrogância dispensável, sem que se perceba porquê.
7 - O casal de residentes que se queixou não ficou, felizmente, isolado e, no site do "Jornal das Caldas", recebeu palavras de apoio de outras pessoas e não apenas as críticas, as ameaças e os insultos dos que não gostaram da crítica ao excesso de foguetes. (Por mim, saúdo a atitude que tomaram e dei-lhe o espaço que, nesta questão, me pareceu mais do que justificado e que outros lhes negaram.)

domingo, 29 de maio de 2011

A polémica dos foguetes (4): “Mais parecem panos de lavar o chão que bandeiras para honrar Nossa Senhora”

A carta do presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores no empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, de que transcrevemos excertos, teve réplica de Mário Rocha. Que destaca um elemento essencial: talvez fosse preferível investir nas bandeiras que estão, de facto, em muito mau estado. “Mais parecem panos de lavar o chão que bandeiras para honrar Nossa Senhora”, escreve.
Eis alguns excertos (a troca de correspondência está, na íntegra, disponível aqui):
1 - “Temos o direito de manifestar o nosso desagrado por este ou qualquer outro assunto. Compreendo que se sinta 'curioso' em relação à nossa postura, pois o habitual é as pessoas aceitarem tudo, mesmo que não concordem porque viver em rebanho é mais fácil que manifestar pontos de vista diferentes, defender a nossa honra e respeitar a lei. “
2 - “Não pretendemos mudar hábitos e tradições e vou repetir para que fique bem claro, não sou contra os hábitos e tradições. Sou, sim e serei sempre, contra o facto de não se aplicarem as regras e as medidas de segurança existentes no lançamento dos foguetes, facto que qualquer cidadão ciente e cumpridor põe em causa e que o senhor na qualidade de presidente da Junta e de advogado deveria também pôr e zelar para que as mesmas se cumprissem na íntegra.”
3 - Se, em vez de estoirarem tanto foguete que até prejudica o ambiente natural em que estamos inseridos em termos de fauna por causa do ruído e investissem em bandeirinhas novas, decerto que estariam a contribuir em termos visuais para a beleza deste local, tal como merece. Talvez as bandeiras não façam assim tanta falta e aí a tradição não seja um factor relevante, até porque as bandeiras não representam nenhum perigo nem incomodam rigorosamente ninguém. A verdade é, que quem passa pela Serra e que não seja da terra, como as visitas os turistas e futuros investidores, é-lhes transmitido pobreza, desleixo e falta de respeito pela tradição, pois as bandeiras mais parecem panos de lavar o chão que bandeiras para honrarem a N. Senhora.”
4 - “Esta freguesia que é portuguesa, também mudou. As pessoas de cá já não andam de burro, andam de carro; já não contam histórias à volta da fogueira, vêem telenovelas (altamente instrutivas!) ; já não usam métodos rudimentares na agricultura, adoptaram métodos modernos e mais produtivos; já não se mantém casados por hábito ou tradição, também se divorciam; as casas já não são como eram com o básico e o essencial, rasteiras e simples, são imponentes e luxuosas; já nem usam o escudo, tem que se contentar com o euro, já não vivem à luz da vela, nem vão buscar água ao poço; controlam a natalidade, não é hábito ter-se filhos como se tinham e esses filhos já não cumprem a tradição de serem agricultores como os seus pais e antepassados, de não serem analfabetos embora, infelizmente ainda hoje se cumpra este hábito nalgumas situações, ……podíamos continuar, mas decerto que já compreendeu a nossa mensagem. Só falta mesmo dizer que até já se prevê um campo de golfe, num local onde é hábito e tradicional jogar-se às cartas e ao jogo da malha! Assim as 'aldeias tradicionais' tornam-se iguais às metrópoles, pois golfe nada tem a haver com a tradição portuguesa muito menos com a desta cá da terra.”
5 - “Já vivi em muitos locais, e cito alguns: a minha aldeia, Moimenta no Concelho de Vinhais, em Vinhais, no Cacém, em Mem Martins, em Bruxelas, em cidades com pessoas de todas as cores, credos, pátrias, apátridas, regionalistas, etc, etc como vê tenho um vasto curriculum, mas, juro, nunca, mas mesmo nunca, me senti tão discriminado como aqui.”
6 - “Não há falta de sítios nesta freguesia onde se pudessem lançar foguetes sem incomodar quem se sente ameaçado pelos resultados que daí possam acontecer. As regras de segurança existem por alguma razão. As regras fazem-se para serem cumpridas e para haver alguma segurança em relação a situações que possam provocar desgraças, sendo possível praticarem-se actividades de risco com alguma segurança.”

sábado, 28 de maio de 2011

A polémica dos foguetes (3): "que vivam contrariados o resto da vida"

Se as palavras que anteriormente citámos, subscritas "on line" por "Álvaro Baltazar", podem ser, ou não, do presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores no empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, o certo é que não há que enganar quanto a estas:
1 - " Também partilho da sua opinião de que é dinheiro queimado aquele que é gasto em foguetes. No entanto não posso deixar de compreenlder também a outra parte: a tradição. As pessoas deste terra sempre fizeram a festa anual desta forma. Com mais ou menos respeito pela festa religiosa e com mais ou menos prazer em ouvir os foguetes. Eu próprio não sou apologista de que se gaste tanto dinheiro em foguetes, que estourados durante tanto tempo incomodam.Mas não sou eu que vou tentar proibir esta prática, pois sei que muitas pessoas criticam sempre que os foguetes não são estourados nas quantidades tradicionais e que o seu som não é tão rijo."
2 - “Cada terra tem as suas tradições, que é importante manter. Se formos todos "amarelados", deixamos de ser aldeias tradicionais e passamos todos a suburbanos. Não é isso que nós queremos, pois se quizessemos iriamos para os arredores descaracterizados de qualquer metrópole.”
3 - “Os naturais gostam das suas tradições, os que vêm de fora têm duas hipóteses: ou aprendem a gostar, ou vivem contrariados o resto da vida.”
4 - “Também me preocupa a segurança das pessoas e bens. Mas não podemos em nome da segurança abolir toidas as actividades, pois se assim fosse ninguém viajava de automóvel, concsiderando a olevado número de acidentes; ninguém ia para a prais, onde todos os anos morrem muitas pessoas afogadas e outras actividades de lazer que me dispenso de referir. Como disse há 54 anos que vivo nesta terra, onde já ocorreram alguns acidentes com foguetes, mas nenhum foi além de um susto, ou um arranhão e normalmente acontece a quem, por sua conta e risco decide brincar com o fogo.”
Estes excertos foram retirados, sem correcções, da resposta do presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores no empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica a Mário Rocha.
Nelas, o autarca toma abertamente partido pelos defensores da pirotecnia, mesmo daqueles que querem um som "rijo, e, quanto às preocupações demonstradas por Mário Rocha sobre a segurança de pessoas e bens, lavra a seguinte sentença: o problema é de quem brinca com o fogo...
Ora, a expressão "quem brinca com o fogo, queima-se" é, estranhamente, utilizada também como advertência. É como quem diz: "porte-se bem ou então...". Que não é muito diferente da hostilidade que o dito autarca demonstra para os que vivem há menos tempo na freguesia que parece tomar como coisa sua e que se exprime em mais uma frase lapidar: "os que vêm de fora têm duas hipóteses: ou aprendem a gostar, ou vivem contrariados o resto da vida." Não é nada diferente do "quem está mal, mude-se".
Seria, no entanto, de esperar outra atitude, mais conciliadora e mais objectiva, do presidente de uma Junta de Freguesia.

Já agora: Álvaro Baltazar Jerónimo será capaz de dar este mesmo tipo de respostas aos seus clientes do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, se estes vierem a queixar-se do som "rijo" dos "seus" foguetes?

Maravilhas da natureza

Lindo, não é?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A polémica dos foguetes (2): "quem está mal, mude-se"

As críticas feitas por Mário Rocha sobre o excesso de foguetes, a que se junta a sua esposa, Anna Rocha, suscitam diversas opiniões interessantes.
Algumas são de apoio aos problemas, nomeadamente relacionados com a segurança, a que Mário Rocha se refere. Mas outras, bastante mais coloridas, são violentamente críticas.
E, como não podia deixar de ser, os que se assanham contra o protesto - aliás civilizado e bem argumentado - de Mário Rocha voltam-se também contra mim. E há quem chegue a acusar Mário Rocha de ser o Manguito Ecológico. Ou seja eu. Mas depois resolvem, também, disparar noutras direcções e acusar outra pessoa de ser... eu. (É fatal como o destino: quando me refiro ao presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores no empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, lá saltam umas quantas bestas aos urros, nunca se identificando, mas mostrando-se sempre preocupadas por eu poder ser uma pessoa que muito deve excitar alguém...).
Vêm identificados como "A. Nobre", "Olho Vivo", "Robert Thomas", "jose augusto" e "E esta heim" as críticas mais violentas ao protesto de Mário Rocha (e à minha intervenção). E uma dessas críticas soa, claramente, a ameaça. É subscrita por "A. Nobre", que diz o seguinte: "Quem está mal mude-se!!! Não há memória, de tamanha palaçada, protoganizado por dois ou três iluminados… que dicidiram pôr em alvoroço a pacata Serra do Bouro, é um problema dos serranos, façam como os Açorianos fizeram há alguns anos a um Ministro da República, que de um momento para o outro, “mexeu” com os usos e costumes dos locais…fizeram-lhe as malas, levaram-nas ao aeroporto e tiraram-lhe um bilhete de ida no avião mais próximo… O sr. ministro não teve trabalho…foi só embarcar, com cortesia dos locais, aprendam serranos, grandes males, grandes remédios."
A estas opiniões junta-se uma que é assinada por "Álvaro Baltazar" (que pode ser, ou não, o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro/representante dos investidores no empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica). A dúvida é legitima, em especial porque não se esperaria que, nisto, o presidente da Junta de Freguesia pudesse referir-se ao assunto com observações tão bizarras como "há pessoas que, não gostando de estar sossegadas, querem espicaçar as outras para também as desassossegar" ou "por mim podem continuar a brincar em foruns, blogs e outros locais propícios para quem gosta de protagonismo, sem coragem ou capacidade para se apresentar pessoalmente perante a comunidade". Isto quando o que está em causa, já como nessa altura escrevera Mário Rocha, seja isto:
"Imaginemos que, no futuro acontece, na pior da hipóteses, a morte uma criança na sequencia da queda de uma 'cana' de um engenho pirotécnico lançado de forma criminosa como os que são lançados, para regozijo de muitos, e seu, pelas ruas desta freguesia, a pergunta que lhe faço é simples, com que palavras consolaria os pais dessa criança? (...) O drama seria mais angustiante, para si, ainda, se essa criança, fosse um seu familiar ou de algum membro da 'Comissão', muito chegado, mesmo muito chegado.Se algum dia acompanhar a famigerada 'Comissão' nos seus 'Bombardeamentos' vai ver que este cenário é mais real do que ficção".
A posição do presidente da Junta de Freguesia em questão será abordada mais em pormenor amanhã.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A polémica dos foguetes (1): a matéria de facto

A polémica que estalou com a queixa de um residente na freguesia da Serra do Bouro contra o excesso de foguetes lançados durante as festas da freguesia é, a vários títulos, importante, pelo que revela de atitudes e de hábitos que acabam por ter incidência pública. E, também, por estar directamente relacionada com questões de segurança que não podem ser menosprezadas.
Vamos, portanto, passar em revista esta polémica.
O problema foi suscitado a propósito das Festas de Nossa Senhora dos Mártires, no fim-de-semana de 29 de Abril a 2 de Maio. A queixa de um residente foi publicada na edição de 4 de Maio do "Jornal das Caldas" e ficou "on line" em 5 de Maio.
É dela que retiramos parte das críticas do senhor Mário Rocha:
"Desrespeitaram o direito à tranquilidade, sossego e paz a que todo o cidadão tem direito, pior ainda, a demonstração nítida da total ignorância pelas regras e procedimentos mais elementares de segurança de bens, e principalmente de pessoas, por parte de quem manuseia estes artigos. Pelas 8 horas da manhã, já os foguetes rebentavam e não mais pararam até à hora de almoço. Durante a manhã do dia 1 de Maio um cortejo, com banda de música, passava por todas as localidades de freguesia (na estrada municipal com residências em ambos os lados da estrada), lançando indiscriminadamente foguetes, desrespeitando as normas que estão instituídas na utilização de artigos pirotécnicos (...) Os dispositivos de lançamento dos foguetes caíam por todo o lado, incluindo propriedade particular, pondo em risco a integridade de bens e pessoas e só por mero acaso (ou protecção da Santinha) não causaram danos com consequências muito graves”.

sábado, 18 de setembro de 2010

Um bar de alterne na Serra do Bouro

O senhor presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro já tem mais um motivo para andar orgulhoso: além de ter dois parques de merendas, a freguesia dispõe agora de um bar de alterne.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

João de Deus Valongo julgar-se-á Deus?...

... ou um senhor feudal? - É o que, à conversa, me diz um vizinho, referindo-se ao imenso estaleiro que o construtor arranjou na Serra da Bouro e apontando-me dois casos (que são, de facto, de bradar aos céus...): uma rua do Cabeço da Vela ficou com buracos no alcatrão depois da passagem de uma das máquinas pesadas de JDV e um dos seus brutos jipes foi estacionado frente ao portão de uma casa, bloqueando a passagem de quem queria entrar e/ou sair, e o condutor ainda resolveu ofender o dono da casa com uma pergunta ofensiva mas idiota - "Não consegue passar porque tem a cabeça larga?"

domingo, 11 de abril de 2010

Flatulência na Serra do Bouro

Desde sexta-feira - e no sábado, no domingo e ainda na segunda-feira à noite - as festas da Serra do Bouro foram assinaladas por torrentes de foguetório incessável. Só se pode concluir que alguém, na comissão de festas, anda a sofrer de flatulência. E que, se calhar, as festas resumem-se a isso: muitos puns.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sócrates e Álvaro Jerónimo

A actividade de José Sócrates como engenheiro-tipo arquitecto-putativo autor de projectos de casas de elevadíssimo nível estético-técnico camarário-deputado em exclusividade relativa de funções (de que o "Público" de hoje voltou a revelar novos e abundantes pormenores) pode bem servir de inspiração ao actual presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Limpar Portugal... e as Caldas da Rainha!

Neste sábado (6 de Fevereiro) às 17 horas, no Centro da Juventude de Caldas da Rainha, reúne-se o grupo caldense do movimento "Limpar Portugal", um projecto cívico inspirado por um movimento nascido na Estónia há dois anos que promove no próximo dia 20 de Março uma jornada nacional de limpeza do país. Limpeza ambiental, saliente-se porque há outras acções de limpeza que também são necessárias mas que não estão completamente ao alcance de movimentos de cidadãos.
Pelo que é possível perceber, a adesão é considerável, sobretudo dos mais jovens. Seria bom que outros cidadãos se juntassem a esta iniciativa. E que ela tivesse, por exemplo, o apoio bem activo dos autarcas locais, da Câmara às Juntas de Freguesia.
Aliás, o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro (o tal que quer rever o PDM e mais construção numa freguesia com uma imensa área "protegida") devia aparecer nisto, pelo menos para expiar os seus pecados...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O autarca advogado e a revisão do PDM

O advogado que ainda é presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro defende a revisão do Plano Director Municipal (PDM) para se poder construir mais e com menos limitações. Seria conveniente que este autarca, Álvaro Baltazar Jerónimo, esclarecesse se tem empresas do sector imobiliário como clientes dos seus serviços de advogado.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O mistério do campo de golfe

Há já vários anos que é apresentado como um “Messias” económico para o potencial turístico da região um campo de golfe situado na zona florestal entre a Serra do Bouro e a Foz do Arelho. Curiosamente, ninguém diz onde fica, ao certo. Nem os seus defensores nem os seus promotores oficiosos nem, pelo menos, os que deviam ser ambientalistas e não são. E, no entanto, basta ir ao local e é com facilidade que se percebe onde será criado e, até, como já foram feitas algumas obras prévias. Ou há uma espécie de conspiração de segredo em torno deste empreendimento, ou os vários ramos da aristocracia urbana caldense continuam a pensar que nada mais existe a não ser a cidade ou, então, estamos perante aquilo a que se chama um “mito urbano”...